O MAR A Poesia Interminável · Capítulo 115 de 192
Obra Menu

O MAR

Que nostalgia vem das tuas vagas,

Ó velho mar, ó lutador Oceano!

Tu de saudades íntimas alagas

O mais profundo coração humano.

Sim! Do teu choro enorme e soberano,

Do teu gemer nas desoladas plagas

Sai o [...] que é, rude sultão ufano,

Que abre nos peitos verdadeiras chagas.

Ó mar! ó mar! embora esse eletrismo,

Tu tens em ti o gérmen do lirismo,

És um poeta lírico demais.

E eu para rir com humor das tuas

Nevroses colossais, bastam-me as luas

Quando fazem luzir os seus metais...

1/1
Menu

Fazer anotação