APÓS O NOIVADO A Poesia Interminável · Capítulo 13 de 192
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APÓS O NOIVADO

Em flácido divã ela resvala

Na alcova — bem feliz, alegremente,

E o fresco penteador alvinitente,

De nardo e benjoim o aroma exala.

E o noivo todo amor, assim lhe fala,

Por entre vibrações do olhar ardente:

Pertences-me afinal, pomba dormente,

Parece que a razão de gozo, estala.

Mas eis — corre-se então nívea cortina;

E a plácida, a ideal, a branca lua

Derrama nos vergéis a luz divina...

Depois... Oh! Musa audaz, ousada, e nua,

Não rompas esse véu de gaze fina

Que encerra um madrigal — Vamos... recua!...

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