SONETO A Poesia Interminável · Capítulo 9 de 192
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SONETO

À Julieta dos Santos

Lágrimas da aurora, poemas cristalinos

Que rebentais das cobras do mistério!

Aves azuis do manto auri-sidéreo...

Raios de luz, fantásticos, divinos!...

Astros diáfanos, brandos, opalinos,

Brancas cecéns do Paraíso etéreo,

Canto da tarde, límpido, aéreo,

Harpa ideal, dos encantados hinos!...

Brisas suaves, virações amenas,

Lírios do vale, roseirais do lago,

Bandos errantes de sutis falenas!...

Vinde do arcano num potente afago

Louvar o Gênio das mansões serenas,

Esse Prodígio singular e mago!!...

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