SONETO
À Julieta dos Santos
Quando apareces, fica-se impassível
E mudo e quedo, trêmulo, gelado!...
Quer-se ficar com atenção, calado,
Quer-se falar sem mesmo ser possível!.
Anda-se com a alma num estado horrível
O coração completamente ervado!...
Quer-se dar palmas, mas sem ser notado,
Quer-se gritar, numa explosão temível!...
Sobe-se e desce-se ao país das fadas,
Vaga-se com as nuvens das mansões doiradas
Sob um esforço colossal, titânio!...
E as ideias galopando voam...
Então lá dentro sem parar, ressoam
As indomáveis convulsões do crânio!!...