O ANJO DA REDENÇÃO A Poesia Interminável · Capítulo 187 de 192
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O ANJO DA REDENÇÃO

Soberbo, branco, etereamente puro,

Na mão de neve um grande facho aceso,

Nas nevroses astrais dos sóis surpreso,

Das trevas deslumbrando o caos escuro.

Portas de bronze e pedra, o horrendo muro

Da masmorra mortal onde estás preso

Desce, penetra o Arcanjo branco, ileso

Do ódio bifronte, torto, torvo e duro.

Maravilhas nos olhos e prodígios

Nos olhos, chega dos azuis litígios,

Desce à tua caverna de bandido.

E sereno, agitando o estranho facho,

Põe-te aos pés e à cabeça, de alto a baixo,

Auréolas imortais de Redimido!

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