AURÉOLA EQUATORIAL A Poesia Interminável · Capítulo 71 de 192
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AURÉOLA EQUATORIAL

A Teodoreto Souto

Fundi em bronze a estrofe augusta dos prodígios,

Poetas do Equador, artísticos Barnaves;

Que o facho — Abolição — rasgando as nuvens graves

De raios e bulcões — triunfa nos litígios!

— O rei Mamoud, o Sol, vibrou p’raquelas bandas

Do Norte — a grande luz — elétrico, explodindo,

Assim como quem vai, intrépido, subindo

À luz da idade nova — em claras propagandas.

— Os pássaros titãs nos seus conciliábulos,

— Chilreiam, vão cantando em místicos vocábulos,

Alargam-se os pulmões nevrálgicos das zonas;

Abri alas, abri! — Que em túnica de assombros,

Irá passar por vós, com a Liberdade aos ombros,

Como um colosso enorme o impávido Amazonas!

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