CELESTE A Poesia Interminável · Capítulo 20 de 192
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CELESTE

Vi-te crescer! tu eras a criança

Mais linda, mais gentil, mais delicada:

Tinhas no rosto as cores da alvorada

E o sol disperso pela loira trança.

Asas tinhas também, as da esperança...

E de tal sorte eras sutil e alada

Que parecias ave arrebatada

Na luz do Espaço onde a razão descansa!

Depois, então, fizeste-te menina,

Visão de amor, puríssima, divina,

Perante a qual ainda hoje me ajoelho.

Cresceste mais! És bela e moça agora...

Mas eu, que acompanhei toda essa aurora,

Sinto bem quanto estou ficando velho.

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