NA MAZURKA A Poesia Interminável · Capítulo 12 de 192
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NA MAZURKA

Morava num palácio — estranha Babilônia

De arcadas colossais, de impávidos zimbórios,

Alcovas de damasco e torreões marmóreos,

Volutas primorais de arquitetura jônia.

Assim, quando surgia em meio aos peristilos

Descendo, qual mulher de Séfora, vaidosa,

Envolta em ouropéis, em sedas, luxuosa,

Cercavam-na do belo os místicos sigilos!

E quando nos saraus, assim como um rainúnculo,

O lábio lhe tremia e o olhar, vivo carbúnculo,

Vibrava nos salões, como uma adaga turca,

Ou como o sol em cheio e rubro sobre o Bósforo,

— Nos crânios os Homens sentiam ter mais fósforo...

Ao vê-la escultural no passo da Mazurka...

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