OCASOS A Poesia Interminável · Capítulo 159 de 192
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OCASOS

Morrem no Azul saudades infinitas,

Mistérios e segredos inefáveis...

Ah! Vagas ilusões imponderáveis,

Esperanças acerbas e benditas.

Ânsias das horas místicas e aflitas,

De horas amargas das intermináveis

Cogitações e agruras insondáveis

De febres tredas, trágicas, malditas.

Cogitações de horas de assombro e espanto

Quando das almas num relevo santo

Fulgem de outrora os sonhos apagados.

E os braços brancos e tentaculosos

Da Morte, frios, álgidos, nervosos,

Abrem-se para mim torporizados.

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