LUAR A Poesia Interminável · Capítulo 51 de 192
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LUAR

Ao longo das louríssimas searas

Caiu a noite taciturna e fria...

Cessou no espaço a límpida harmonia

Das infinitas perspectivas claras.

As estrelas no céu, puras e raras,

Como um cristal que nítido radia,

Abrem da noite na mudez sombria

O cofre ideal de pedrarias caras.

Mas uma luz aos poucos vai subindo

Como do largo mar ao firmamento — abrindo

Largo clarão em flocos d’escumilha.

Vai subindo, subindo o firmamento!

E branca e doce e nívea, lento e lento,

A lua cheia pelos campos brilha...

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