DOCE ABISMO A Poesia Interminável · Capítulo 182 de 192
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DOCE ABISMO

Coração, coração! a suavidade,

Toda a doçura do teu nome santo

É como um cálix de falerno e pranto,

De sangue, de luar e de saudade.

Como um beijo de mágoa e de ansiedade,

Como um terno crepúsculo de encanto,

Como uma sombra de celeste manto,

Um soluço subindo à Eternidade.

Como um sudário de Jesus magoado,

Lividamente morto, desolado,

Nas auréolas das flores da amargura.

Coração, coração! onda chorosa,

Sinfonia gemente, dolorosa,

Acerba e melancólica doçura.

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