MOCIDADE A Poesia Interminável · Capítulo 82 de 192
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MOCIDADE

Ah! esta mocidade! — Quem é moço

Sente vibrar a febre enlouquecida

Das ilusões, da crença mais florida

Na muscular artéria de Colosso...

Das incertezas nunca mede o poço...

Asas abertas — na amplidão da vida,

Páramo a dentro — de cabeça erguida,

Vê do futuro o mais alegre esboço...

Chega a velhice, a neve das idades

E quem foi moço, volve, com saudades,

Do azul passado, o fúlgido compêndio...

Ai! esta mocidade palpitante,

Lembra um inseto de ouro, rutilante,

Em derredor das chamas de um incêndio!

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