CLARO E ESCURO A Poesia Interminável · Capítulo 174 de 192
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CLARO E ESCURO

Dentro — os cristais dos tempos fulgurantes,

Músicas, pompas, fartos esplendores,

Luzes, radiando em prismas multicores,

Jarras formosas, lustres coruscantes,

Púrpuras ricas, galas flamejantes,

Cintilações e cânticos e flores;

Promiscuamente férvidos odores,

Mórbidos, quentes, finos, penetrantes,

Por entre o incenso, em límpida cascata,

Dos siderais turíbulos de prata,

Das sedas raras das mulheres nobres;

Clara explosão fantástica de aurora,

Deslumbramentos, nos altares! — Fora,

Uma falange intérmina de pobres.

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