Quando vem o adeus
Quando vem o amor,
ele facilita o nosso ambiente.
Amamos nossa alma
com salubridade.
Quando vem o amor,
nos próximos anos
estaremos noivos
ou quase casados.
Quando vem o adeus,
a saudade aflige o coração
com angústia e indecisão.
Quando vem o adeus,
o amor se torna escassez
dentro da confusão mental.
Quando vem o adeus,
ele vem do próprio amor,
vem dos outros passados.
Nos primeiros dias depois,
passamos fome —
de consciência.
Miguel Soares
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#Desafio 113
Di(VIDA)
Tem dias
que a ferida se abre.
Tem dias
que a dor sangra,
arde.
Tem dias
que o amor não supera
o desgaste.
Tem dias
que tudo o que você tenta…
erra.
Tem dias
que você precisa deixar
escorrer a lágrima
que pesa.
Tem dias
que a vida te “prega
uma peça.”
Nesses dias,
em que o mundo mais te afeta,
parece que o vazio
é tudo o que te resta.
Que a solidão
não permitirá
que você divida isso,
e alivie o que te pesa.
Nesses dias,
quem tem um amigo,
tem tudo.
Um ombro,
pra não chorar sozinho.
E, repartindo,
ver a vida voltar
a fazer sentido.
Ter um amigo
é terapia.
É um presente
supremo.
Reencontrar o caminho,
compartilhando
o que aconteceu contigo…
Esse ombro amigo
é um tesouro.
Vale mais que ouro.
É vida.
Sua,
e de quem
se importa com você.
Se puder, di(VIDA)
e dê vida, também…
MarU
*Poema especial para meus amigos, que sabem quem são, pois já se abriram comigo e me ouviram abrir meu coração pra eles, também. Vocês são vida! Amo vocês.
Di(VIDA)
Tem dias
que a ferida se abre.
Tem dias
que a dor sangra,
arde.
Tem dias
que o amor não supera
o desgaste.
Tem dias
que tudo o que você tenta…
erra.
Tem dias
que você precisa deixar
escorrer a lágrima
que pesa.
Tem dias
que a vida te “prega
uma peça.”
Nesses dias,
em que o mundo mais te afeta,
parece que o vazio
é tudo o que te resta.
Que a solidão
não permitirá
que você divida isso,
e alivie o que te pesa.
Nesses dias,
quem tem um amigo,
tem tudo.
Um ombro,
pra não chorar sozinho.
E, repartindo,
ver a vida voltar
a fazer sentido.
Ter um amigo
é terapia.
É um presente
supremo.
Reencontrar o caminho,
compartilhando
o que aconteceu contigo…
Esse ombro amigo
é um tesouro.
Vale mais que ouro.
É vida.
Sua,
e de quem
se importa com você.
Se puder, di(VIDA)
e dê vida, também…
MarU
*Poema especial para meus amigos, que sabem quem são, pois já se abriram comigo e me ouviram abrir meu coração pra eles, também. Vocês são vida! Amo vocês.
#Desafio 111
*Liberdade*
Não verás
Mais o caos
Que há em mim.
(Vou escondê-lo,
mantê-lo preso.)
Vestirei
Uma máscara
De alegria
E guardarei,
Atrás dela,
A agonia.
Não terás,
Mais de mim,
Nenhum
Desassossego.
Praticarei
O desapego,
Como você,
A um tempo,
O tem feito.
Serei
A imagem oculta
Da causa
E efeito.
Sentirá raiva
De mim,
Ao me ver
Como você?
Ou sentirá dúvidas,
Por não saber
O que fazer?
Terá que escolher
Uma nova vítima,
Para testar
Seus métodos,
Já que,
A mim,
Não terás mais
O acesso.
Serei a miragem
Do seu manifesto,
A figura
Do seu fracasso,
Seu retrocesso…
Vou fingir
Que esqueci você,
Que não me aflige,
Nem me atinge…
Assim,
Quem sabe,
Eu me veja livre!
Quem sabe,
Fingindo,
Se corrige
Tudo aquilo
Que permiti
Deixar você
Me fazer!
Quem sabe,
De tanto fingir,
A mentira
Se torne
A verdade!
E, alforriada,
Eu enfim
Corra livre
Em liberdade.
MarU
*Liberdade*
Não verás
Mais o caos
Que há em mim.
(Vou escondê-lo,
mantê-lo preso.)
Vestirei
Uma máscara
De alegria
E guardarei,
Atrás dela,
A agonia.
Não terás,
Mais de mim,
Nenhum
Desassossego.
Praticarei
O desapego,
Como você,
A um tempo,
O tem feito.
Serei
A imagem oculta
Da causa
E efeito.
Sentirá raiva
De mim,
Ao me ver
Como você?
Ou sentirá dúvidas,
Por não saber
O que fazer?
Terá que escolher
Uma nova vítima,
Para testar
Seus métodos,
Já que,
A mim,
Não terás mais
O acesso.
Serei a miragem
Do seu manifesto,
A figura
Do seu fracasso,
Seu retrocesso…
Vou fingir
Que esqueci você,
Que não me aflige,
Nem me atinge…
Assim,
Quem sabe,
Eu me veja livre!
Quem sabe,
Fingindo,
Se corrige
Tudo aquilo
Que permiti
Deixar você
Me fazer!
Quem sabe,
De tanto fingir,
A mentira
Se torne
A verdade!
E, alforriada,
Eu enfim
Corra livre
Em liberdade.
MarU
#Desafio 110
*Me ilumina*
Todos os dias,
Agradeço a Deus
Pela sua companhia.
Meu anjo, que veio
De dentro do peito,
Nasceu em meu
Coração primeiro.
Preencheu um vazio,
Curou uma dor…
Tinha que ter vindo homem,
Para me mostrar
Outro tipo de amor.
Esse amor, que
Brotou em meu ventre,
Fazendo uma mulher
Estéril em fértil.
Conectado a mim
Por uma linha de vida,
Me permitir o poder
De dar a você a luz…
Me fazer sentir
A mulher mais divina,
Um portal
Para a sua humanidade…
Uma divindade sagrada,
Na tua vida.
Que ironia…
Eu?
Eu renasci para uma nova vida.
Eu te dei a luz…
Mas é você
Que com seu amor,
Todos os dias,
Me ilumina!
MarU
*Me ilumina*
Todos os dias,
Agradeço a Deus
Pela sua companhia.
Meu anjo, que veio
De dentro do peito,
Nasceu em meu
Coração primeiro.
Preencheu um vazio,
Curou uma dor…
Tinha que ter vindo homem,
Para me mostrar
Outro tipo de amor.
Esse amor, que
Brotou em meu ventre,
Fazendo uma mulher
Estéril em fértil.
Conectado a mim
Por uma linha de vida,
Me permitir o poder
De dar a você a luz…
Me fazer sentir
A mulher mais divina,
Um portal
Para a sua humanidade…
Uma divindade sagrada,
Na tua vida.
Que ironia…
Eu?
Eu renasci para uma nova vida.
Eu te dei a luz…
Mas é você
Que com seu amor,
Todos os dias,
Me ilumina!
MarU
Equinócio
Antes da redenção em escárnio
Houve o silêncio das pedras.
As súplicas em língua órfica.
O lume nu das matérias.
Não havia salvação.
Apenas o compasso das seivas
A ciclo da carne na terra
Putrefação mais sagrada.
Germinando sob o seu peso
da noite mais longeva.
Ovos não eram espelhos.
Eram vestígios da renovação.
Cápsulas de sua gênese,
Postas ao relento dos deuses
O coelho não era pueril.
Multiplicidade insaciável.
De ventre sempre ocultado
Na perpetuação de todo seu caos
Em forma de vida infinita.
Nomes não se proferiam
Em busca do santo vão.
Ostara entre nós caminhava
Seus passos entalhados no barro.
Seu olhar era a luz
Seu prazer germinante.
Exaltando as estações
Na continuidade do tempo.
Se aclamação a ressurreição
Da alvorada, do vento
Em cada retorno, oferenda.
Se devolvia pra terra.
A grande verdade da vida
Toda a morte é eterna.
Eder B. Jr.
Antes da redenção em escárnio
Houve o silêncio das pedras.
As súplicas em língua órfica.
O lume nu das matérias.
Não havia salvação.
Apenas o compasso das seivas
A ciclo da carne na terra
Putrefação mais sagrada.
Germinando sob o seu peso
da noite mais longeva.
Ovos não eram espelhos.
Eram vestígios da renovação.
Cápsulas de sua gênese,
Postas ao relento dos deuses
O coelho não era pueril.
Multiplicidade insaciável.
De ventre sempre ocultado
Na perpetuação de todo seu caos
Em forma de vida infinita.
Nomes não se proferiam
Em busca do santo vão.
Ostara entre nós caminhava
Seus passos entalhados no barro.
Seu olhar era a luz
Seu prazer germinante.
Exaltando as estações
Na continuidade do tempo.
Se aclamação a ressurreição
Da alvorada, do vento
Em cada retorno, oferenda.
Se devolvia pra terra.
A grande verdade da vida
Toda a morte é eterna.
Eder B. Jr.
CHEGOU!
"Um jardim em mim" o livro da maravilhosa poeta @JusleyNaiane , acaba de chegar na minha casa! 殺
Já comprei logo dois - assim posso presentear alguém que eu goste...
Bora ler?
"Um jardim em mim" o livro da maravilhosa poeta @JusleyNaiane , acaba de chegar na minha casa! 殺
Já comprei logo dois - assim posso presentear alguém que eu goste...
Bora ler?
Aos Seus Pés (22/11/23 - 14:03)
Aos seus pés,
Me encontro...
Devoto...
Inerte...
Admirando,
A beleza e o contorno de seus pés...
As unhas bem feitas,
Num tom rubro esmaltado...
Encanta-me!
Deixando-me rígido diante desta visão...
Acaricio aqueles pés...
Massageando-os...
Minhas mãos percorrendo cada centímetro...
Movimentos que vão e vêm...
Circulares...
Sentindo...
Deslizando...
Escuto-a suspirar...
Relaxada...
Envolvida...
Num rompante silencioso...
Seu pé livre começa a roçar meu membro duro...
Subindo e descendo...
As pontas de seus dedos percorrendo minha barriga...
Indo em direção ao meu peito...
Me empurrando de costas ao chão...
Tirando de mim um gemido de excitação...
Deitado no chão, sendo pisado por ela...
Contemplo a visão exuberante dela nua,
E soberana...
Imponente sobre mim...
Raramente gosto de me sentir assim,
Dominado...
Mas confesso que estar sob os seus pés é prazeroso.
Me olhando com olhar triunfante,
Ela monta em mim de forma veloz...
Pronta para saciar sua vontade,
Senta em mim...
Em minha masculinidade ereta,
Penetrando-me profundamente...
Gemendo e sorrindo de prazer...
Cavalga-me como uma amazona feroz,
Poderosa e no controle,
Coloca seus pés agora sobre meu rosto...
Envolvido e dominado,
Dou mordidas em seus dedos...
Sugando...
Chupando...
Beijando...
É entorpecente a sensação...
Quase explodo de tesão...
Mas resisto!!!
Rebolando seu quadril com vontade,
Convidando-me a intensificar as minhas estocadas...
Em riste,
Vou mais fundo,
Sentindo sua umidade e calor mais internos...
Ela ri extasiada...
Sinto os espasmos de seu corpo,
Minhas mãos em sua cintura acompanhando seu ritmo...
Sinto a nossa troca de fluidos e energia,
Unindo-nos em uma sincronia,
A energia que nos cerca,
Percorre o seu corpo como correntes elétricas,
Saindo de si, atravessando todo o meu corpo...
Uma completa sintonia.
Após intensos minutos de prazer,
Ela estremece,
Desfalecendo sobre mim,
Ainda com os pés entre meus lábios...
Os beijando,
Não me seguro mais,
E explodo em gozo farto em seu interior...
Ofegantes, ficamos ali no chão...
E eu com a eminente certeza,
De que é ali,
Que sempre vou querer estar...
Aos seus pés....
#
Aos seus pés,
Me encontro...
Devoto...
Inerte...
Admirando,
A beleza e o contorno de seus pés...
As unhas bem feitas,
Num tom rubro esmaltado...
Encanta-me!
Deixando-me rígido diante desta visão...
Acaricio aqueles pés...
Massageando-os...
Minhas mãos percorrendo cada centímetro...
Movimentos que vão e vêm...
Circulares...
Sentindo...
Deslizando...
Escuto-a suspirar...
Relaxada...
Envolvida...
Num rompante silencioso...
Seu pé livre começa a roçar meu membro duro...
Subindo e descendo...
As pontas de seus dedos percorrendo minha barriga...
Indo em direção ao meu peito...
Me empurrando de costas ao chão...
Tirando de mim um gemido de excitação...
Deitado no chão, sendo pisado por ela...
Contemplo a visão exuberante dela nua,
E soberana...
Imponente sobre mim...
Raramente gosto de me sentir assim,
Dominado...
Mas confesso que estar sob os seus pés é prazeroso.
Me olhando com olhar triunfante,
Ela monta em mim de forma veloz...
Pronta para saciar sua vontade,
Senta em mim...
Em minha masculinidade ereta,
Penetrando-me profundamente...
Gemendo e sorrindo de prazer...
Cavalga-me como uma amazona feroz,
Poderosa e no controle,
Coloca seus pés agora sobre meu rosto...
Envolvido e dominado,
Dou mordidas em seus dedos...
Sugando...
Chupando...
Beijando...
É entorpecente a sensação...
Quase explodo de tesão...
Mas resisto!!!
Rebolando seu quadril com vontade,
Convidando-me a intensificar as minhas estocadas...
Em riste,
Vou mais fundo,
Sentindo sua umidade e calor mais internos...
Ela ri extasiada...
Sinto os espasmos de seu corpo,
Minhas mãos em sua cintura acompanhando seu ritmo...
Sinto a nossa troca de fluidos e energia,
Unindo-nos em uma sincronia,
A energia que nos cerca,
Percorre o seu corpo como correntes elétricas,
Saindo de si, atravessando todo o meu corpo...
Uma completa sintonia.
Após intensos minutos de prazer,
Ela estremece,
Desfalecendo sobre mim,
Ainda com os pés entre meus lábios...
Os beijando,
Não me seguro mais,
E explodo em gozo farto em seu interior...
Ofegantes, ficamos ali no chão...
E eu com a eminente certeza,
De que é ali,
Que sempre vou querer estar...
Aos seus pés....
#
#Desafio 107
*Sua noite*
Vou virar “A Noite”,
Adornada de estrelas.
Olharás nos meus olhos
E adentrarás a Via Láctea,
Via pupilas negras.
Serás engolido,
Anos-luz de distância de si.
Sentirá
A matéria volátil expandir.
Noite adentro,
Seremos o centro do Universo,
Donos do espaço,
Donos do nosso tempo.
Na minha pele alva,
Dedilhará emoções,
Como quem reconhece
Suas próprias constelações.
Sentirá explosões cósmicas
Diante das minhas reações.
Corpos celestes,
Entre estrelas cadentes,
Desvendaremos, carentes,
O espaço adjacente.
Me amando,
Noite adentro,
Como astronauta
Explorando o firmamento.
Um Universo de desejos
Dentro do meu olhar.
Me farei noite,
Só pra você
Me enamorar.
MarU
*Sua noite*
Vou virar “A Noite”,
Adornada de estrelas.
Olharás nos meus olhos
E adentrarás a Via Láctea,
Via pupilas negras.
Serás engolido,
Anos-luz de distância de si.
Sentirá
A matéria volátil expandir.
Noite adentro,
Seremos o centro do Universo,
Donos do espaço,
Donos do nosso tempo.
Na minha pele alva,
Dedilhará emoções,
Como quem reconhece
Suas próprias constelações.
Sentirá explosões cósmicas
Diante das minhas reações.
Corpos celestes,
Entre estrelas cadentes,
Desvendaremos, carentes,
O espaço adjacente.
Me amando,
Noite adentro,
Como astronauta
Explorando o firmamento.
Um Universo de desejos
Dentro do meu olhar.
Me farei noite,
Só pra você
Me enamorar.
MarU
*Louco querer*
Me encurrala num canto,
E rouba-me o beijo.
Degusta o desejo
Que guardei pra você.
Não guarda a vontade
Que, entre minhas pernas, arde.
Não é tarde demais
Para explorar o prazer.
Levanta minha saia,
E, com dedos, se insira.
Entregue à lascívia
Deste louco querer.
Degusta, na língua,
O sabor que te atiça.
Delira… Apreciando
O que sonhava fazer.
Me encara e, enquanto
Prepara o ataque,
Se ajoelha, devoto,
Se esbanje, se farte.
Se aposse de tudo,
Não pare de lamber.
Que prazer absurdo,
Alcançar o ápice com você!
MarU
#
Me encurrala num canto,
E rouba-me o beijo.
Degusta o desejo
Que guardei pra você.
Não guarda a vontade
Que, entre minhas pernas, arde.
Não é tarde demais
Para explorar o prazer.
Levanta minha saia,
E, com dedos, se insira.
Entregue à lascívia
Deste louco querer.
Degusta, na língua,
O sabor que te atiça.
Delira… Apreciando
O que sonhava fazer.
Me encara e, enquanto
Prepara o ataque,
Se ajoelha, devoto,
Se esbanje, se farte.
Se aposse de tudo,
Não pare de lamber.
Que prazer absurdo,
Alcançar o ápice com você!
MarU
#
Escuta…
Teu corpo não me interessa inteiro...
Me interessa em pedaços.
Na curva distraída do pescoço,
No canto da boca que hesita,
Na dobra do pensamento
Antes de virar palavra.
Me interessa a demora dos teus gestos,
O tropeço nos teus olhos,
O deslize quase sem querer
Da tua pele chamando a minha.
Não me excita o fácil.
Me excita o quase.
O que escapa.
O que se prende no ar.
Me excita tua pressa contida,
teu desejo domesticado,
Sua vontade intensa demais
Pra ser mentira.
Eu não te quero urgente.
Eu te quero atenta.
Inteira.
Lenta.
Mas voraz.
Porque toque tem gosto.
Porque cheiro tem memória.
Porque pele tem história.
E eu?
Eu só tento ser sua poesia
Quando mordo tua palavra
Antes de dizer teu nome.
Me mantendo fEliz.
Eder B. Jr.
#
Teu corpo não me interessa inteiro...
Me interessa em pedaços.
Na curva distraída do pescoço,
No canto da boca que hesita,
Na dobra do pensamento
Antes de virar palavra.
Me interessa a demora dos teus gestos,
O tropeço nos teus olhos,
O deslize quase sem querer
Da tua pele chamando a minha.
Não me excita o fácil.
Me excita o quase.
O que escapa.
O que se prende no ar.
Me excita tua pressa contida,
teu desejo domesticado,
Sua vontade intensa demais
Pra ser mentira.
Eu não te quero urgente.
Eu te quero atenta.
Inteira.
Lenta.
Mas voraz.
Porque toque tem gosto.
Porque cheiro tem memória.
Porque pele tem história.
E eu?
Eu só tento ser sua poesia
Quando mordo tua palavra
Antes de dizer teu nome.
Me mantendo fEliz.
Eder B. Jr.
#