De tão linda se odiava
não acreditava nos homens
mutilava sua beleza e chorava
esquecia seus nomes
Viveu pouco
e intensamente
mas só amou um louco
que a desprezou solenemente
Assim escolheu a morte
doía muito ser a atração
nunca aceitou seus atributos como sorte
sem crer no amor perfurou o próprio coração
Edu Liguori
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Sou vulcão.
Entre o que sinto
e o que guardo,
meu céu
vive opaco
pela teimosa erupção.
Sou vulcão,
vivo e quente.
Queimo forte, mas silente
meu amor brota em rios
atravesso pedras
e desafios
para desabafar, ao fim,
a imensidão abissal
que há em mim.
Minha névoa não é tão bela...
mas ao ser você
a aquarela
Meu vulcão ruge encantado
para assistir apaixonado
o teu límpido céu estrelado.
Alberto Busquets.
#Desafio 049
Entre o que sinto
e o que guardo,
meu céu
vive opaco
pela teimosa erupção.
Sou vulcão,
vivo e quente.
Queimo forte, mas silente
meu amor brota em rios
atravesso pedras
e desafios
para desabafar, ao fim,
a imensidão abissal
que há em mim.
Minha névoa não é tão bela...
mas ao ser você
a aquarela
Meu vulcão ruge encantado
para assistir apaixonado
o teu límpido céu estrelado.
Alberto Busquets.
#Desafio 049
#Desafio 049
Amor Psicodélico
Desaprende os mapas
desenlaça os fios da lógica
caminha torto
de pés descalços
na contramão do tempo.
Vento sem dono
tremor sem cura
arde em surto:
sol desobediente
na palma da mão.
Chove cor no peito
faz o coração dançar
sem música
sem chão
sem medo…
É dor que ri
loucura que brilha
vaga-lume bêbado de lua.
Deus menor
deslembrado de si
errante, errando
inventando morada.
Bate, explode
entre a carne e o cosmos
no exato lugar
onde se rasga e se refaz.
Pobre mente fria
atada a normas
engavetando explicações…
O amor é bicho faminto:
morde, lambe, fere, sara.
É sopro profano
saliva em cio
um grito preso
que escapa pelos furos
pelas frestas
pela imensidão.
Ou talvez nem escape.
Só fique ali,
respirando,
esperando fazer sentido.
Crs Ribeiro
Amor Psicodélico
Desaprende os mapas
desenlaça os fios da lógica
caminha torto
de pés descalços
na contramão do tempo.
Vento sem dono
tremor sem cura
arde em surto:
sol desobediente
na palma da mão.
Chove cor no peito
faz o coração dançar
sem música
sem chão
sem medo…
É dor que ri
loucura que brilha
vaga-lume bêbado de lua.
Deus menor
deslembrado de si
errante, errando
inventando morada.
Bate, explode
entre a carne e o cosmos
no exato lugar
onde se rasga e se refaz.
Pobre mente fria
atada a normas
engavetando explicações…
O amor é bicho faminto:
morde, lambe, fere, sara.
É sopro profano
saliva em cio
um grito preso
que escapa pelos furos
pelas frestas
pela imensidão.
Ou talvez nem escape.
Só fique ali,
respirando,
esperando fazer sentido.
Crs Ribeiro
Fétidos
Somos fétidos
E ao mesmo tempo mágicos
Metidos a entendidos
Que não enxergam
Méritos
Frente a finitude da vida
Caminho só de ida
Diferentes
Mas todos iguais
Tantos ideais
Como se não fossem mortais
Certezas cansadas
Novidades ultrapassadas
Céticos
Com tanta fé no impossível
Sem lembrar do previsível
Do tangível
Do tocável
Os intocáveis
De veias entupidas
Oferecidas
Às mordidas
Doenças sugadas
Enrugadas
Memórias vazias
Amordaçadas
Reprimidas
Não mais lembradas
Quem era, se foi
Se foi... Se foi...
Até o que ficou
Mudou
O céu, o Sol
A dor
Acabou
No eterno fim
#EderBJr
Somos fétidos
E ao mesmo tempo mágicos
Metidos a entendidos
Que não enxergam
Méritos
Frente a finitude da vida
Caminho só de ida
Diferentes
Mas todos iguais
Tantos ideais
Como se não fossem mortais
Certezas cansadas
Novidades ultrapassadas
Céticos
Com tanta fé no impossível
Sem lembrar do previsível
Do tangível
Do tocável
Os intocáveis
De veias entupidas
Oferecidas
Às mordidas
Doenças sugadas
Enrugadas
Memórias vazias
Amordaçadas
Reprimidas
Não mais lembradas
Quem era, se foi
Se foi... Se foi...
Até o que ficou
Mudou
O céu, o Sol
A dor
Acabou
No eterno fim
#EderBJr
Não há nós.
Há eu, há você.
Não amarramos direito nossas vidas.
Havia um laço
Com pontas soltas.
Com pontos sem nós.
Há dois que não formam um;
Há dois nenhuns tentando ser um
Um para o outro.
Fios de vida que se encontraram um dia
E hoje, ao se separar, saem lisos:
Não há nós.
Há eu, há você.
Não amarramos direito nossas vidas.
Havia um laço
Com pontas soltas.
Com pontos sem nós.
Há dois que não formam um;
Há dois nenhuns tentando ser um
Um para o outro.
Fios de vida que se encontraram um dia
E hoje, ao se separar, saem lisos:
Não há nós.
#Desafio 48
*M(edito)!*
Silêncio na mente,
Barulho no entorno,
À minha frente.
Silêncio na mente,
Desligo o incômodo,
Pacifico o inconsciente.
Silêncio na mente,
Respiro profundo
Este ar pestilente.
Silêncio na mente,
Medito, concentro
Dentro de mim.
Silêncio na mente.
Agora sim, me edito,
Meditando assim!
MarU
*M(edito)!*
Silêncio na mente,
Barulho no entorno,
À minha frente.
Silêncio na mente,
Desligo o incômodo,
Pacifico o inconsciente.
Silêncio na mente,
Respiro profundo
Este ar pestilente.
Silêncio na mente,
Medito, concentro
Dentro de mim.
Silêncio na mente.
Agora sim, me edito,
Meditando assim!
MarU
Proa
Apronto meus sonhos
aponto meus prantos
distantes.
Afago semblante
naufrago sonhante
meu tempo.
Aprumo meus prantos
arrumo meus sonhos
andantes.
E trago sonhante
meu bravo semblante
ao vento.
Em nós se desloca
de nó desemboca
no rio.
Sou só em meus cantos
marola de prantos
vazios.
Aprumo meus sonhos
arrumo semblantes
na fronte.
Que a popa se eleve!
meu barco persegue
horizontes.
Alberto Busquets.
#Desafio 048
Apronto meus sonhos
aponto meus prantos
distantes.
Afago semblante
naufrago sonhante
meu tempo.
Aprumo meus prantos
arrumo meus sonhos
andantes.
E trago sonhante
meu bravo semblante
ao vento.
Em nós se desloca
de nó desemboca
no rio.
Sou só em meus cantos
marola de prantos
vazios.
Aprumo meus sonhos
arrumo semblantes
na fronte.
Que a popa se eleve!
meu barco persegue
horizontes.
Alberto Busquets.
#Desafio 048
*Embarcação*
Fosse meu espírito
embarcação,
meu corpo seria
âncora ou mastro?
A mente,
iceberg ou lastro?
Fosse meu espírito
embarcação,
quem seria
meu coração?
Imprestavelmente
bêbado de amor,
poderia ainda sim
ser o capitão?
Minha nau faria marola?
Deixaria rastro?
Fosse meu espírito
embarcação,
teria eu rota certa
de diária obrigação?
Buscaria faróis
ao navegar?
Usaria as estrelas
do céu vasto?
Ou será que bastaria
seguir minha intuição?
Fosse meu espírito
embarcação,
eu navegaria
feito cruzeiro imponente
ou afundaria carente
no meu mar de solidão?
Alberto Busquets.
#Desafio 047
Fosse meu espírito
embarcação,
meu corpo seria
âncora ou mastro?
A mente,
iceberg ou lastro?
Fosse meu espírito
embarcação,
quem seria
meu coração?
Imprestavelmente
bêbado de amor,
poderia ainda sim
ser o capitão?
Minha nau faria marola?
Deixaria rastro?
Fosse meu espírito
embarcação,
teria eu rota certa
de diária obrigação?
Buscaria faróis
ao navegar?
Usaria as estrelas
do céu vasto?
Ou será que bastaria
seguir minha intuição?
Fosse meu espírito
embarcação,
eu navegaria
feito cruzeiro imponente
ou afundaria carente
no meu mar de solidão?
Alberto Busquets.
#Desafio 047
DESPEDIDA
O texto mais importante que eu escrevi na vida foi o livro "O garoto que ninguém entendia". É um infanto juvenil que fala sobre bullying, e que irá sair (se Deus quiser e se eu criar vergonha na cara) pela editora RHJ, ainda esse ano.
Ele não é nem de longe o meu melhor trabalho - pelo contrário; ele possui tantos problemas que acho que vou acabar tendo que reescrevê-lo. Ele foi escrito no começo dos anos 90, e tem muitas coisas que, naquela época, era mau gosto, mas hoje poderiam me levar preso por discriminacao., gordofobia, capacitismo, etc.
Mas, então, por que eu tenho um especial apreço por esse livro? É uma longa história.
O livro conta a história de uma turminha de 5ª série que, ao receber um aluno diferente, começa a tratá-lo como um bobalhão (essa é uma das palavras que vou ter que tirar). Ele não gosta de jogar bola, não faz bagunça na aula, não gosta de Rock n' Roll; então todos o tratam como um cara com problemas mentais (ops! Outra).
Esse carinha existiu (e, pasmem, não era eu - eu era um dos que não o entendiam) e a turminha foi uma compilação de diversas pessoas que eu conheci no ginasial. Tinha a menina bonita, o cara amigão, a riquinha, o paquerador... Eu usei alguns dos meus melhores amigos na historia.
E tinha uma menina por quem eu era apaixonado... Ela era linda, cabelos negros, olhos azuis claros, pele branquinha e delicada: a princesinha da turma. E eu? Bem, eu era o cabeludo e esquisito. O nerd. Ela nunca sequer olharia pra mim, mas, mesmo assim, eu a coloquei na minha história, quando escrevi o livro em 1993.
Eu passei a vida com a esperança de virar "escritor" e fazer uma "carreira", mas nunca fui atrás de publicá-lo (em uma época pré-internet e pré-Amazon, isso era dificílimo). Então, em 2014, eu decidi que não ia mesmo ficar rico vendendo livros, e postei a história toda em um blog pessoal. E enviei o link, via Facebook, para o único amigo com o qual ainda tinha contato.
Acontece que esse era justamente o amigo popular, e ainda tinha os contatos da maioria da turma. No dia seguinte, havia sido marcado em um post do Facebook que dizia: "Ei, pessoal, olha só a história que o Tiagão escreveu sobre a gente!" E, abaixo desse post, além de me marcar, ele marcou a turma toda...
(Continua nos comentários... 路♂️)
O texto mais importante que eu escrevi na vida foi o livro "O garoto que ninguém entendia". É um infanto juvenil que fala sobre bullying, e que irá sair (se Deus quiser e se eu criar vergonha na cara) pela editora RHJ, ainda esse ano.
Ele não é nem de longe o meu melhor trabalho - pelo contrário; ele possui tantos problemas que acho que vou acabar tendo que reescrevê-lo. Ele foi escrito no começo dos anos 90, e tem muitas coisas que, naquela época, era mau gosto, mas hoje poderiam me levar preso por discriminacao., gordofobia, capacitismo, etc.
Mas, então, por que eu tenho um especial apreço por esse livro? É uma longa história.
O livro conta a história de uma turminha de 5ª série que, ao receber um aluno diferente, começa a tratá-lo como um bobalhão (essa é uma das palavras que vou ter que tirar). Ele não gosta de jogar bola, não faz bagunça na aula, não gosta de Rock n' Roll; então todos o tratam como um cara com problemas mentais (ops! Outra).
Esse carinha existiu (e, pasmem, não era eu - eu era um dos que não o entendiam) e a turminha foi uma compilação de diversas pessoas que eu conheci no ginasial. Tinha a menina bonita, o cara amigão, a riquinha, o paquerador... Eu usei alguns dos meus melhores amigos na historia.
E tinha uma menina por quem eu era apaixonado... Ela era linda, cabelos negros, olhos azuis claros, pele branquinha e delicada: a princesinha da turma. E eu? Bem, eu era o cabeludo e esquisito. O nerd. Ela nunca sequer olharia pra mim, mas, mesmo assim, eu a coloquei na minha história, quando escrevi o livro em 1993.
Eu passei a vida com a esperança de virar "escritor" e fazer uma "carreira", mas nunca fui atrás de publicá-lo (em uma época pré-internet e pré-Amazon, isso era dificílimo). Então, em 2014, eu decidi que não ia mesmo ficar rico vendendo livros, e postei a história toda em um blog pessoal. E enviei o link, via Facebook, para o único amigo com o qual ainda tinha contato.
Acontece que esse era justamente o amigo popular, e ainda tinha os contatos da maioria da turma. No dia seguinte, havia sido marcado em um post do Facebook que dizia: "Ei, pessoal, olha só a história que o Tiagão escreveu sobre a gente!" E, abaixo desse post, além de me marcar, ele marcou a turma toda...
(Continua nos comentários... 路♂️)
Hoje consegui chorar
sem pressa, sem medo
sem me desculpar.
De peito aberto, sem desviar os olhos,
talvez pedindo socorro,
talvez um abraço.
Normalmente escondo tudo
nos prazos, nos e-mails
na voz firme ao telefone
como quem diz:
“está tudo bem”.
Mas hoje não.
Hoje senti o peso nos ombros
e, pela primeira vez em muito tempo
não tentei carregar sozinha.
Deitei a cabeça, não para dormir
mas para sentir e chorar.
Meu corpo pediu um abraço
minha alma gritou sem palavras
e, mesmo sem ninguém por perto,
eu escutei.
Talvez fosse cansaço,
talvez fosse saudade
Talvez fosse só eu
sendo humana
sendo vulnerável
sem precisar esconder
eu e o travesseiro a me acolher.
“Está tudo bem.”
sem pressa, sem medo
sem me desculpar.
De peito aberto, sem desviar os olhos,
talvez pedindo socorro,
talvez um abraço.
Normalmente escondo tudo
nos prazos, nos e-mails
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como quem diz:
“está tudo bem”.
Mas hoje não.
Hoje senti o peso nos ombros
e, pela primeira vez em muito tempo
não tentei carregar sozinha.
Deitei a cabeça, não para dormir
mas para sentir e chorar.
Meu corpo pediu um abraço
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Talvez fosse cansaço,
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“Está tudo bem.”