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#desafio 44/365
Dependente
Se eu te procuro
E me entrego,
Além daquilo que recebo
Se eu imploro,
Se eu choro,
Me humilho e nem percebo
Peço que me deixes,
Mas não me julgues.
Não me entenda mal assim
Estou fazendo tudo o que posso
Para te apagar
De mim.
Jusley Naiane
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#desafio 43/365
De coração,
Meu amor
É uma canção
Entoada em notas
Agudas, intensas;
Falo palavras mudas
Fotos, emojis e músicas,
Para demonstrar o meu afeto;
É que meu bem, eu queria tanto
Te trazer pra perto!
Jusley Naiane
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#desafio 42/365
Escrever é dar voz
às vozes da minha cabeça
São só devaneios
alheios, à minha sanidade
—Mas eu escrevo para suportar
a saudade
—Eu escrevo para suportar
a maldade
—Eu escrevo para partilhar
a felicidade
—Eu escrevo para continuar
vivendo
Eu escrevo,
vou escrevendo...
E no traço das palavras
me refaço, me entendo
Escrevo para refletir,
para não me perder no tempo
Poesia é abrigo,
um refúgio, um alento
Se eu escrevo,
existo, me vejo,
me enxergo
Na escrita, não tem errado
nem certo
Escrevo para te alcançar
para te trazer, pra perto.
Jusley Naiane
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O tema do Livro que apoia o
#desafio de hoje é:
41 - Fale sobre o primeiro livro que você leu ou que você se recorda da história.
Acho que o que eu mais me recordo é o "Bisa Bia, Bisa Bel"
Aliás, tenho que reler, porque apesar de ser infantil é um livro muito bom!
Segue a sinopse:
Bel é cheia de imaginação e questões. A partir de um velho retrato, ela desenvolve um relacionamento imaginário com a bisavó e, a seguir, com sua futura bisneta. O diálogo de Bel com o passado e o futuro é uma mistura encantadora do real com a fantasia, levando o leitor a perceber as mudanças no papel da mulher na sociedade.
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#desafio 39/365
O céu está azul outra vez
E com ele os intensos raios de sol
Penetram minha pele
Me enchem de alegria
Me renovam, me contagiam
Ou talvez seja esse seu sorriso
Ao acordar comigo
Que eleva meu ânimo
Ilumina até o âmago
Do meu ser.
Jusley Naiane
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Fico à contemplar-te
Bela, linda, nua...
Sua pele a reluzir como a lua
luz e prata, acesa
no meu céu de melancolia,
tecendo um véu de estrelas,
epifania.
Enquanto isso, eu me prendo
à sua imagem,
à adorar-te na vastidão da noite
à amar-te, minha amante
exuberante, sublime
é quase um crime
te amar de longe,
minha Afrodite.
Jusley Naiane
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Euforia
Me surpreende
um desejo crescente;
sorrisos, danças, fotos,
autoestima latente
Explode em ímpetos
de conexão,
se sente pertencente,
se enche de pretensão
No alto do seu castelo
ela tropeça na solidão,
dolorosa e repentina
é a queda até o chão.
Ela se arrasta,
perde o sentido
já pressentindo
o seu final.
Jusley Naiane
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