#Desafio23
O recomeço pede espaço,
tudo que nasce precisa de chão.
Um desejo já se plantou:
confie no broto que insiste em nascer.
É ele que sabe o caminho.
Não se apresse.
Integre os pedaços dispersos,
junte os cacos do tempo.
Com equilíbrio e prudência,
os passos tornam-se raiz.
O caminhar lento
é garantia de chegar inteiro.
Há um instante em que o velho se desfaz,
o peso cai,
e o que era ferrugem
vira folha seca no vento.
O novo chega leve:
pássaro despido
ganhando plumas de luz.
Mais simples, mais vasto, mais céu.
Porque evoluir é isso:
despir-se das terras que pesam
e refazer-se em asas.
Crs Ribeiro
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Eis a história real
De uma mulher dominada pelo demônio
Amiga das feras
Machucada pela profunda dor
de ser humana
A história real
De uma mulher
E um tribunal
Construído ao redor do próprio corpo
Pelos próprios desejos de autoflagelo
Eis a história real
De uma filha de Deus
Marcada pelo Diabo
Uma mulher que se entrega ao silêncio
Por ter medo de existir
Porque o medo da vida se chama culpa
E esta mulher escolheu ir para a fogueira
Todas as manhãs
Até o dia em que será engolida pelo cão
Em nome de todas as coisas tortas
Amém
Carla Carrion
De uma mulher dominada pelo demônio
Amiga das feras
Machucada pela profunda dor
de ser humana
A história real
De uma mulher
E um tribunal
Construído ao redor do próprio corpo
Pelos próprios desejos de autoflagelo
Eis a história real
De uma filha de Deus
Marcada pelo Diabo
Uma mulher que se entrega ao silêncio
Por ter medo de existir
Porque o medo da vida se chama culpa
E esta mulher escolheu ir para a fogueira
Todas as manhãs
Até o dia em que será engolida pelo cão
Em nome de todas as coisas tortas
Amém
Carla Carrion
#Desafio 23
Reconciliação
Às vezes, mel.
Às vezes, fel.
Feliz? Ocasionalmente.
Pretende, ao menos, tentar.
“Somente acreditar?” Não basta!
Na verdade, a verdade é uma mentira.
Muitas verdades…
Nenhuma condiz com a minha.
Lamento a noite inteira!
Amanheço querendo
não ter que despertar.
Lamento, mas desperto.
Me reergo,
reorganizando meus pensamentos.
Às vezes, fúria.
Às vezes, arrependimentos.
Às vezes, cedo.
Perdoo a mim mesma.
Aceito também seu perdão!
Me aceito,
te aceito…
Às vezes, é “TÃO” difícil.
Às vezes, “É” preciso:
Reconciliação.
MarU
Reconciliação
Às vezes, mel.
Às vezes, fel.
Feliz? Ocasionalmente.
Pretende, ao menos, tentar.
“Somente acreditar?” Não basta!
Na verdade, a verdade é uma mentira.
Muitas verdades…
Nenhuma condiz com a minha.
Lamento a noite inteira!
Amanheço querendo
não ter que despertar.
Lamento, mas desperto.
Me reergo,
reorganizando meus pensamentos.
Às vezes, fúria.
Às vezes, arrependimentos.
Às vezes, cedo.
Perdoo a mim mesma.
Aceito também seu perdão!
Me aceito,
te aceito…
Às vezes, é “TÃO” difícil.
Às vezes, “É” preciso:
Reconciliação.
MarU
Naquele mundo distópico
não havia amor passado
ninguém queria, ninguém sentia
amor virou instante
nada mais é filantrópico
sem o corpo amassado
nada mais intenso havia
morreu o tal romance
eles já não se encontram
a faísca é então digital
signos, pura semiótica
momentos de compreensão
no gozo solitário se concentram
perdeu-se o instinto animal
relação simples simbiótica
alívio sem rompantes de paixão
tudo em nome do medo
o receio de por fim viver
sempre é muito cedo
para deixar acontecer
evitam assim cicatrizes
não reproduzem emoções
atores e atrizes
elaboradas interpretações
não há mais amor
já temos outras dores
uma vida sem humor
muitas telas e computadores
a poesia tenta e resiste
com seu pedido desesperado
provoca e ainda insiste
em busca do último enamorado
Edu Liguori
não havia amor passado
ninguém queria, ninguém sentia
amor virou instante
nada mais é filantrópico
sem o corpo amassado
nada mais intenso havia
morreu o tal romance
eles já não se encontram
a faísca é então digital
signos, pura semiótica
momentos de compreensão
no gozo solitário se concentram
perdeu-se o instinto animal
relação simples simbiótica
alívio sem rompantes de paixão
tudo em nome do medo
o receio de por fim viver
sempre é muito cedo
para deixar acontecer
evitam assim cicatrizes
não reproduzem emoções
atores e atrizes
elaboradas interpretações
não há mais amor
já temos outras dores
uma vida sem humor
muitas telas e computadores
a poesia tenta e resiste
com seu pedido desesperado
provoca e ainda insiste
em busca do último enamorado
Edu Liguori
Des-Tino
Universo em conspiração?
Forças Cósmicas,
influências,
predestinação?
Deuses estendendo a mão?
Tempo certo,
ascendências,
astros em posição?
E os meus erros?
Meus defeitos?
Todos desde antes
já vinham em procissão?
Os amores foram em vão?
Sofrimentos e felicidades
da alegria à prostração?
Será que os meus escritos
e minha poesia
já existiam, então?
E quem seria o autor?
Eu?
Ou Plutão?
Alberto Busquets.
#Desafio 23
Universo em conspiração?
Forças Cósmicas,
influências,
predestinação?
Deuses estendendo a mão?
Tempo certo,
ascendências,
astros em posição?
E os meus erros?
Meus defeitos?
Todos desde antes
já vinham em procissão?
Os amores foram em vão?
Sofrimentos e felicidades
da alegria à prostração?
Será que os meus escritos
e minha poesia
já existiam, então?
E quem seria o autor?
Eu?
Ou Plutão?
Alberto Busquets.
#Desafio 23
#desafio 365 dias
Dia 22 - Poética do Fim
Agora não sei de mais nada não sei dizer adeus muito menos oi ainda me vem um até logo que engulo seco como cream cracker sem café.
E você, nem aí. Todo certeza. Todo calculado. Todo razão.
E eu quero dizer que merda eu sinto raiva sinto ódio sinto remorso sinto tesão queria voltar anos contos e palavras e não dar a mínima para aquele dia quando você falou algo e eu tomei como indireta e respondi com várias diretas tempos depois.
Mas você diz que sou neurótica. E, sempre tendo respostas, responde a tudo da forma mais clichê possível, só para deixar claro que nada disso importa.
Então você mata a parte mais poética de mim.
Sylvvia Rubraurora
Dia 22 - Poética do Fim
Agora não sei de mais nada não sei dizer adeus muito menos oi ainda me vem um até logo que engulo seco como cream cracker sem café.
E você, nem aí. Todo certeza. Todo calculado. Todo razão.
E eu quero dizer que merda eu sinto raiva sinto ódio sinto remorso sinto tesão queria voltar anos contos e palavras e não dar a mínima para aquele dia quando você falou algo e eu tomei como indireta e respondi com várias diretas tempos depois.
Mas você diz que sou neurótica. E, sempre tendo respostas, responde a tudo da forma mais clichê possível, só para deixar claro que nada disso importa.
Então você mata a parte mais poética de mim.
Sylvvia Rubraurora
Me
#Desafio 365 Dias (022 de 365)
Ame-me. Beije-me. Toque-me.
Deseje-me. Sinta-me na pele.
Prenda-me. Corte-me. Olhe-me.
Reze pra que Deus nos vele.
Beije-me. Beije-me. Beije-me.
Abrace-me. Sonhe comigo.
Queira-me. Ouça-me. Chame-me.
Pegue-me. Leve-me contigo.
Me puxe. Me pegue. Me creia.
Grite meu nome. Me queira.
Me vista. Me brilhe. Me veja.
Saiba que és a primeira.
Vista-me. Brilhe-me. Toque-me.
E toque-me sempre. Me veja.
Leve-me. Leve-me. Leve-me.
Leve-me. Onde quer que seja.
#Desafio 365 Dias (022 de 365)
Ame-me. Beije-me. Toque-me.
Deseje-me. Sinta-me na pele.
Prenda-me. Corte-me. Olhe-me.
Reze pra que Deus nos vele.
Beije-me. Beije-me. Beije-me.
Abrace-me. Sonhe comigo.
Queira-me. Ouça-me. Chame-me.
Pegue-me. Leve-me contigo.
Me puxe. Me pegue. Me creia.
Grite meu nome. Me queira.
Me vista. Me brilhe. Me veja.
Saiba que és a primeira.
Vista-me. Brilhe-me. Toque-me.
E toque-me sempre. Me veja.
Leve-me. Leve-me. Leve-me.
Leve-me. Onde quer que seja.
Capítulos 27 e 28 da história de Duda e Davi estão chegando! O final é logo ali.
Depois de descobrir a verdade, Davi precisa descobrir como recuperar a confiança de Duda! E ela, como vai reagir?
E quanto ao desenvolvimento pessoal de Duda, à superação de seu trauma, o que será que vai acontecer? 樂
#epub
#Duda&Davi
+
Depois de descobrir a verdade, Davi precisa descobrir como recuperar a confiança de Duda! E ela, como vai reagir?
E quanto ao desenvolvimento pessoal de Duda, à superação de seu trauma, o que será que vai acontecer? 樂
#epub
#Duda&Davi
+
#Desafio 022
Vento varreu
meu peito vazio,
não poupou estacas,
dobrou esquinas,
despencou segredos
das prateleiras do tempo.
Arrancou linhas tortas,
amassou as sombras
das roupas que um dia vesti;
desfez o nó dos dias esquecidos.
E tudo o que era poeira,
tudo o que havia omitido,
voou…
Vento rugiu
no meu peito!
Deixou nu o chão da alma,
onde germina agora
um nome: o teu.
Nome cravado na carne do instante:
não cede, não cala;
é vasto, absurdo,
uma prece de fogo,
uma dança.
Feita de ti.
Feita de nós.
Crs Ribeiro
Vento varreu
meu peito vazio,
não poupou estacas,
dobrou esquinas,
despencou segredos
das prateleiras do tempo.
Arrancou linhas tortas,
amassou as sombras
das roupas que um dia vesti;
desfez o nó dos dias esquecidos.
E tudo o que era poeira,
tudo o que havia omitido,
voou…
Vento rugiu
no meu peito!
Deixou nu o chão da alma,
onde germina agora
um nome: o teu.
Nome cravado na carne do instante:
não cede, não cala;
é vasto, absurdo,
uma prece de fogo,
uma dança.
Feita de ti.
Feita de nós.
Crs Ribeiro
#Desafio 16
Poema esquecido
Escrevi a ti um poema,
Esqueci de te enviar.
Não espero, que ao lê-lo
Venha a mim se entregar.
Sei que textos são complexos,
Cabem de interpretação.
Mas a ti quis dizer algo,
Sem te dar explicação!
Deixarei subentendido,
Como um perfume no ar.
Esperando que a brisa
Se encarregue de te entregar.
MarU
Poema esquecido
Escrevi a ti um poema,
Esqueci de te enviar.
Não espero, que ao lê-lo
Venha a mim se entregar.
Sei que textos são complexos,
Cabem de interpretação.
Mas a ti quis dizer algo,
Sem te dar explicação!
Deixarei subentendido,
Como um perfume no ar.
Esperando que a brisa
Se encarregue de te entregar.
MarU