#Desafio 019
Amor-Sol
Talvez fosse mais
do que via,
qualidades
raras,
escondidas até dela…
Cresceu pequena,
virou medo.
Esqueceu da grandeza
que cabia em si.
Temia a soberba,
não sabia
que confiança é,
também, proteção.
Se fazia menor,
mesmo sabendo
ser grande.
Pedia amor-dó,
recebia amor-nada.
Tornou-se
amor-só,
um querer que se esconde,
relegado ao silêncio,
ao não-amar.
De tanto curvar-se,
foi chão.
Sentiu o apoio
dos braços,
se ergueu.
Não pediu,
não esperou,
fez-se.
Recolheu migalhas,
deu banquete
de si mesma,
tornou-se amor-Sol.
E então,
não brilhou mais.
Explodiu.
Crs Ribeiro
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Eliz Leão
Para o amor
que me arrebata
todo dia:
Sou a saudade feita homem.
Sou o desejo feito fome.
Sou felicidade,
livre e plena
feita pássaro
que pousa e fica.
Sou mais que eu.
Sou a transformação
das vidas pequenas
que tive
em um universo
em expansão.
Sou diferente.
Sou teu.
E sei que seremos
um futuro luminoso
entre horizontes rápidos
ou leitos longos
combinando passo a passo
o compasso das peles
e das mentes
na mais deliciosa união.
Não pouparemos
serenatas ao sol e estrelas,
entre os casamentos diários
a cada cachoeira
Ou os voos conjuntos
pela imensidão.
Alberto Busquets.
#Desafio 018
que me arrebata
todo dia:
Sou a saudade feita homem.
Sou o desejo feito fome.
Sou felicidade,
livre e plena
feita pássaro
que pousa e fica.
Sou mais que eu.
Sou a transformação
das vidas pequenas
que tive
em um universo
em expansão.
Sou diferente.
Sou teu.
E sei que seremos
um futuro luminoso
entre horizontes rápidos
ou leitos longos
combinando passo a passo
o compasso das peles
e das mentes
na mais deliciosa união.
Não pouparemos
serenatas ao sol e estrelas,
entre os casamentos diários
a cada cachoeira
Ou os voos conjuntos
pela imensidão.
Alberto Busquets.
#Desafio 018
#desafio 365 dias
#
Dia 17 - Trecho de Loucuras de um Luto
"Ele encostou seu nariz em meu cangote, respirando meu cheiro, levando suas mãos firmes dos meus quadris até meus se1os, sem deixar de me apertar contra si, senão eu cairia. Gemi quando suas mãos expuseram-nos pelo decote, e tomaram os meus mam1los entre os dedos, apertando-os, ao mesmo tempo e na mesma intensidade. Outra onda de prazer — agora emanando dos meus pe1tos — me fez ansiar que aquele homem me f0desse com seu c4r4lho, o qual era espremido contra minha b*nda.
Até então meu pescoço pendia para frente, se desacostumando da posição na qual fiquei. Com esforço, ergui minha cabeça, vendo as mãos que seguravam meus se1os.
Aquelas mãos. Eu conhecia a p0rra daquelas mãos!"
#
Dia 17 - Trecho de Loucuras de um Luto
"Ele encostou seu nariz em meu cangote, respirando meu cheiro, levando suas mãos firmes dos meus quadris até meus se1os, sem deixar de me apertar contra si, senão eu cairia. Gemi quando suas mãos expuseram-nos pelo decote, e tomaram os meus mam1los entre os dedos, apertando-os, ao mesmo tempo e na mesma intensidade. Outra onda de prazer — agora emanando dos meus pe1tos — me fez ansiar que aquele homem me f0desse com seu c4r4lho, o qual era espremido contra minha b*nda.
Até então meu pescoço pendia para frente, se desacostumando da posição na qual fiquei. Com esforço, ergui minha cabeça, vendo as mãos que seguravam meus se1os.
Aquelas mãos. Eu conhecia a p0rra daquelas mãos!"
#
#Desafio 17
Perder-me em ti
Seduz-me em palavras e versos,
na lâmina afiada da tua língua,
na mente que dança entre o obsceno e o sublime.
Faz-me estremecer com o sopro do teu respirar,
arfar, ofegar, perder o ar,
perder-me em ti, no desvario do momento.
Desalinha-me, tira-me o tino,
faz-me sair de mim, perder a órbita,
delirar no êxtase do instante,
onde sou tua, inteira,
na poesia que teu corpo escreve em mim.
#Desafio 17
Perder-me em ti
Seduz-me em palavras e versos,
na lâmina afiada da tua língua,
na mente que dança entre o obsceno e o sublime.
Faz-me estremecer com o sopro do teu respirar,
arfar, ofegar, perder o ar,
perder-me em ti, no desvario do momento.
Desalinha-me, tira-me o tino,
faz-me sair de mim, perder a órbita,
delirar no êxtase do instante,
onde sou tua, inteira,
na poesia que teu corpo escreve em mim.
Me perfuma com o suor da tua pele.
Me suga ao respirar.
Me transpire ao me penetar.
Exale sua vida em mim.
Me deite no leito do teu peito, que é só meu.
Me purifica, quando de joelhos, eu ficar.
Ao seu dispor.
Toma de mim, o gozo pra se lambuzar.
Queixo melado.
Beijo safado.
Tenso, retesado.
Denso, desce pela garganta o seu salgado.
Seja merecedor dos meus gemidos.
Suplico e sou tua dona.
Divido com você o mandar.
Mordo e sou mordida.
A tua, na minha boca, a minha preferida.
Intensos, completamos, nosso transbordar.
Eliz Leão
#
Me suga ao respirar.
Me transpire ao me penetar.
Exale sua vida em mim.
Me deite no leito do teu peito, que é só meu.
Me purifica, quando de joelhos, eu ficar.
Ao seu dispor.
Toma de mim, o gozo pra se lambuzar.
Queixo melado.
Beijo safado.
Tenso, retesado.
Denso, desce pela garganta o seu salgado.
Seja merecedor dos meus gemidos.
Suplico e sou tua dona.
Divido com você o mandar.
Mordo e sou mordida.
A tua, na minha boca, a minha preferida.
Intensos, completamos, nosso transbordar.
Eliz Leão
#
#
A vontade de você
Faz do nosso pra sempre
O meu agora ou nunca.
Meu desejo permanece
Nas bordas e por entre
As pernas ou a nuca
De bruços, enaltece
As ancas, pelos ventres
Hipnotiza em suas curvas
Desnudo em peito aberto
Sabor na boca, quente
Penetra a carne crua
Os olhos invadem a mente
Completam o movimento
Da minha alma na sua
#EderB.Jr.
A vontade de você
Faz do nosso pra sempre
O meu agora ou nunca.
Meu desejo permanece
Nas bordas e por entre
As pernas ou a nuca
De bruços, enaltece
As ancas, pelos ventres
Hipnotiza em suas curvas
Desnudo em peito aberto
Sabor na boca, quente
Penetra a carne crua
Os olhos invadem a mente
Completam o movimento
Da minha alma na sua
#EderB.Jr.
#
Quero-te.
Quero-te despida
das roupas,
das neuras
e de qualquer outra vida.
Quero-te agora
deitada,
aberta,
arfante.
Quero-te
convidativa.
Quero-te
amante.
Quero-te como
o mar toma a areia...
Quero-te
com o vigor
da onda,
e o torpor
que a brisa
anseia.
Quero-te
com olhos de fome,
e boca de sede.
Quero-te
viva e nua.
Quero-te
descansada,
encharcada
pedindo baixinho
à lua
o meu enverede.
Quero-te contorcendo
os céus
Enquanto te lambo...
Quero-te em prosa e verso,
gemendo e gerando
nossa melodia.
Quero querer-te
todo dia.
Quero-te na mordida
e mordendo,
chupando
e gozando...
Quero-te braille
para lê-la com
meus dedos.
Quero-te plena.
Quero-te tarde.
Quero-nos cedo.
Alberto Busquets.
#Desafio 017
Quero-te.
Quero-te despida
das roupas,
das neuras
e de qualquer outra vida.
Quero-te agora
deitada,
aberta,
arfante.
Quero-te
convidativa.
Quero-te
amante.
Quero-te como
o mar toma a areia...
Quero-te
com o vigor
da onda,
e o torpor
que a brisa
anseia.
Quero-te
com olhos de fome,
e boca de sede.
Quero-te
viva e nua.
Quero-te
descansada,
encharcada
pedindo baixinho
à lua
o meu enverede.
Quero-te contorcendo
os céus
Enquanto te lambo...
Quero-te em prosa e verso,
gemendo e gerando
nossa melodia.
Quero querer-te
todo dia.
Quero-te na mordida
e mordendo,
chupando
e gozando...
Quero-te braille
para lê-la com
meus dedos.
Quero-te plena.
Quero-te tarde.
Quero-nos cedo.
Alberto Busquets.
#Desafio 017
Banho Premium
Tiro a roupa,
Num ritual sacro.
Solto os cabelos
Para lavá-los.
Afago minha pele,
Em frente ao espelho.
Apalpo meu corpo,
Sinto meus seios.
Cansada, esbravejo
Mentalmente contra
o que vejo.
Mas, sigo pro banho,
Preciso do meu asseio.
Ligo o chuveiro,
Molho o corpo todo primeiro.
Meus cabelos, molhados
Ultrapassam a cintura,
Em comprimento.
Ensaboada e nua,
Enquanto o creme
Faz efeito,
Relaxo com a duchinha
Apontada para o meu grelo.
Relaxa e goza, minha amiga!
“Isso sim é um banho premium”.
MarU
#
Tiro a roupa,
Num ritual sacro.
Solto os cabelos
Para lavá-los.
Afago minha pele,
Em frente ao espelho.
Apalpo meu corpo,
Sinto meus seios.
Cansada, esbravejo
Mentalmente contra
o que vejo.
Mas, sigo pro banho,
Preciso do meu asseio.
Ligo o chuveiro,
Molho o corpo todo primeiro.
Meus cabelos, molhados
Ultrapassam a cintura,
Em comprimento.
Ensaboada e nua,
Enquanto o creme
Faz efeito,
Relaxo com a duchinha
Apontada para o meu grelo.
Relaxa e goza, minha amiga!
“Isso sim é um banho premium”.
MarU
#
Festim
os dedos ávidos
tateiam o volume
descortinam a carne
a língua fala o desejo
lambendo o batom
a refeição está servida
de joelhos, ora à volúpia
entre quatro paredes
come o fruto proibido
os pequenos lábios escorrem
os grandes abocanham
idas e vindas vorazes
estalos úmidos
na boca melada o latejo
nascente do desejo
o monte erupciona
o prazer culmina
a polpa carmim
engole o viscoso
festim.
#
os dedos ávidos
tateiam o volume
descortinam a carne
a língua fala o desejo
lambendo o batom
a refeição está servida
de joelhos, ora à volúpia
entre quatro paredes
come o fruto proibido
os pequenos lábios escorrem
os grandes abocanham
idas e vindas vorazes
estalos úmidos
na boca melada o latejo
nascente do desejo
o monte erupciona
o prazer culmina
a polpa carmim
engole o viscoso
festim.
#
#Desafio 017
#
Na parede
te encosto,
apalpo
teu peito,
teu dorso.
Lambo o pescoço,
a orelha.
Em cada curva,
me perco,
me acho.
Te esfrego,
me viro
de costas.
Rebolo,
teço labirintos
de pele.
Minhas mãos,
teus desejos;
tuas mãos,
meus segredos.
Eu gemo,
eu arquejo
e desço.
Tão duro:
beijo,
chupo,
devoro
o instante,
cruel e sagrado.
Te puxo
pra cama,
o olhar
(tão sacana!),
sem dó
nem poema.
Me ofereço:
banquete.
Coma,
até que a volúpia
(fera solta),
se espalhe,
se perca,
desafie o limite
e regurgite
o que não tem
nem jeito
de aquietar.
Crs Ribeiro
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Na parede
te encosto,
apalpo
teu peito,
teu dorso.
Lambo o pescoço,
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Em cada curva,
me perco,
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Te esfrego,
me viro
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Rebolo,
teço labirintos
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Eu gemo,
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Tão duro:
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Me ofereço:
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nem jeito
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