Ingênua, tola e fraca
Você não enxerga nada;
Os olhos são a vitrine da alma
Você não enxerga nada,
ou apenas coloca uma venda
e finge estar enganada?
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Tiago Bianchini Fidalgo
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Inspiração Enterna
#Desafio 317
Um dia,
eu fui o incêndio no teu riso,
a hora que te salvava do mundo,
o canto onde tua paz se escondia
com medo de acabar.
Um dia,
teus olhos queimavam quando achavam os meus;
tua pele pedia a minha
como quem precisa de ar;
teu amor, inteiro e cego,
me queria sem sobra.
Um dia,
riscamos o futuro a quatro mãos:
casa, cachorro, bebê…
e ganhamos mais do que coube nos planos,
fomos tão longe
que deixamos o mapa pra trás.
No fim,
perdemos o norte, o rumo, o nome.
E do amor
sobrou só o rito amargo da lágrima,
esse veneno fiel
que insiste em lembrar
o que já não volta.
Cris Ribeiro
Um dia,
eu fui o incêndio no teu riso,
a hora que te salvava do mundo,
o canto onde tua paz se escondia
com medo de acabar.
Um dia,
teus olhos queimavam quando achavam os meus;
tua pele pedia a minha
como quem precisa de ar;
teu amor, inteiro e cego,
me queria sem sobra.
Um dia,
riscamos o futuro a quatro mãos:
casa, cachorro, bebê…
e ganhamos mais do que coube nos planos,
fomos tão longe
que deixamos o mapa pra trás.
No fim,
perdemos o norte, o rumo, o nome.
E do amor
sobrou só o rito amargo da lágrima,
esse veneno fiel
que insiste em lembrar
o que já não volta.
Cris Ribeiro
#Desafio 254
*Merengue*
Gosto da cor,
da textura.
Gosto da forma,
e da temperatura.
Gosto do gosto,
de como sinto
com língua…
E, de súbito,
abocanhar
inteiro
dentro da boca…
e deslizar
pra fora,
lentamente,
como quem aprecia…
Aquela sensação
de crescer
e diminuir,
explodindo em leite
doce
dentro da boca.
Uma sensação pulsante,
que instiga a saliva
e me deixa
ansiando por outra.
Gosto de brincar
com as mãos,
e passear
com os dedos
nos intervalos…
intercalando
a respiração
com o toque.
O gosto,
a força,
a visão,
a temperatura…
E todas as outras coisas
que envolvem
degustá-lo.
Decantá-lo,
abocanhá-lo
e devorá-lo
lentamente,
até sentir
se desfazer…
Dentro da minha boca…
só suspiros…
e creme.
Merengue…
meu docinho
favorito
de comer.
MarU
*Merengue*
Gosto da cor,
da textura.
Gosto da forma,
e da temperatura.
Gosto do gosto,
de como sinto
com língua…
E, de súbito,
abocanhar
inteiro
dentro da boca…
e deslizar
pra fora,
lentamente,
como quem aprecia…
Aquela sensação
de crescer
e diminuir,
explodindo em leite
doce
dentro da boca.
Uma sensação pulsante,
que instiga a saliva
e me deixa
ansiando por outra.
Gosto de brincar
com as mãos,
e passear
com os dedos
nos intervalos…
intercalando
a respiração
com o toque.
O gosto,
a força,
a visão,
a temperatura…
E todas as outras coisas
que envolvem
degustá-lo.
Decantá-lo,
abocanhá-lo
e devorá-lo
lentamente,
até sentir
se desfazer…
Dentro da minha boca…
só suspiros…
e creme.
Merengue…
meu docinho
favorito
de comer.
MarU
#Desafio 239
*Texturas*
A textura dos seus cabelos
na nuca,
minha pele,
bochecha a bochecha,
colada na sua…
sua barba, macia.
Sua pele,
seu cheiro,
seu toque leve,
minha mão
te acariciando os cabelos.
Seu arrepio
ao sentir-se
entre meus dedos.
O som da respiração…
transpiração.
Abraço quente,
nossos corpos colados,
calados,
se sentem.
Atração que exala,
escala à fusão
de se encontrar…
nos toques.
Suas mãos
passeando pelo meu corpo,
sem norte,
contendo a vontade
de me agarrar.
Buscando caminhos,
dedilhando as dobras
da minha roupa,
pensando o que faria
se a situação fosse outra!
Tornar palpável
o que a mente imagina,
deixando a mão se guiar
na silhueta feminina.
Olhos nos olhos,
as cores se misturam
na mensagem interna
que um ao outro
transmitiam,
buscando aprovação…
sentir se permitia
colorir nossas vidas
com um pouco
de emoção.
MarU
*Texturas*
A textura dos seus cabelos
na nuca,
minha pele,
bochecha a bochecha,
colada na sua…
sua barba, macia.
Sua pele,
seu cheiro,
seu toque leve,
minha mão
te acariciando os cabelos.
Seu arrepio
ao sentir-se
entre meus dedos.
O som da respiração…
transpiração.
Abraço quente,
nossos corpos colados,
calados,
se sentem.
Atração que exala,
escala à fusão
de se encontrar…
nos toques.
Suas mãos
passeando pelo meu corpo,
sem norte,
contendo a vontade
de me agarrar.
Buscando caminhos,
dedilhando as dobras
da minha roupa,
pensando o que faria
se a situação fosse outra!
Tornar palpável
o que a mente imagina,
deixando a mão se guiar
na silhueta feminina.
Olhos nos olhos,
as cores se misturam
na mensagem interna
que um ao outro
transmitiam,
buscando aprovação…
sentir se permitia
colorir nossas vidas
com um pouco
de emoção.
MarU
#Desafio 273
--| Café. Mentiras e um Gato
Doña Mirta chega com o tio Héctor, que é meio surdo mas opina em tudo. Eles querem visitar o “escritório” do Ramiro. Ele inventa que o prédio está em reforma e que o chefe mandou todo mundo trabalhar de casa.
Enquanto isso, o amigo Pablo, vendedor de artigos inúteis, aparece para devolver o gato de Ramiro — Churro — que passou a semana roubando salsichas do açougue da esquina. O açougueiro ameaça chamar a polícia.
Ramiro tenta esconder o gato e convencer a mãe de que está indo “fechar um contrato milionário” pelo celular. Mas o gato escapa para a rua, é visto pelo açougueiro e começa uma perseguição que cruza três quarteirões, um mercado, e acaba dentro de um ônibus lotado.
Doña Mirta e tio Héctor correm atrás, convencidos de que Ramiro está negociando algo importante. No meio do caminho, eles acabam comprando tapetes persas falsos de um vendedor ambulante (Pablo, claro).
No final, todo mundo se encontra na porta do açougue, o gato comendo salsicha feliz, o tio discutindo o preço dos tapetes, e Doña Mirta descobrindo a verdade.
— Pero, hijo… ¿por qué no me dijiste?
— Porque sabía que ibas a hacer esa cara…
— ¿Qué cara?
— Esa.
E ela o abraça mesmo assim, dizendo que “pelo menos ele não trabalha num banco” (o que para ela é pior).
Doña Mirta chega com o tio Héctor, que é meio surdo mas opina em tudo. Eles querem visitar o “escritório” do Ramiro. Ele inventa que o prédio está em reforma e que o chefe mandou todo mundo trabalhar de casa.
Enquanto isso, o amigo Pablo, vendedor de artigos inúteis, aparece para devolver o gato de Ramiro — Churro — que passou a semana roubando salsichas do açougue da esquina. O açougueiro ameaça chamar a polícia.
Ramiro tenta esconder o gato e convencer a mãe de que está indo “fechar um contrato milionário” pelo celular. Mas o gato escapa para a rua, é visto pelo açougueiro e começa uma perseguição que cruza três quarteirões, um mercado, e acaba dentro de um ônibus lotado.
Doña Mirta e tio Héctor correm atrás, convencidos de que Ramiro está negociando algo importante. No meio do caminho, eles acabam comprando tapetes persas falsos de um vendedor ambulante (Pablo, claro).
No final, todo mundo se encontra na porta do açougue, o gato comendo salsicha feliz, o tio discutindo o preço dos tapetes, e Doña Mirta descobrindo a verdade.
— Pero, hijo… ¿por qué no me dijiste?
— Porque sabía que ibas a hacer esa cara…
— ¿Qué cara?
— Esa.
E ela o abraça mesmo assim, dizendo que “pelo menos ele não trabalha num banco” (o que para ela é pior).
Tudo deixa de fazer sentido
quando deixa de ser leve.
Sentimento não se mede,
não se prende,
não se molda.
O amor não nasceu
para ficar numa gaiola;
deixa livre o que é bom,
se ficar é porque gosta.
#desadio 365/243
quando deixa de ser leve.
Sentimento não se mede,
não se prende,
não se molda.
O amor não nasceu
para ficar numa gaiola;
deixa livre o que é bom,
se ficar é porque gosta.
#desadio 365/243
#Desafio 231
*Por hoje*
Por hoje, já chorei.
Por hoje, me deitei
e não comi.
Por hoje, senti
e me maltratei.
Por hoje, optei
por dormir.
Por hoje,
já desabafei
com alguém.
Por hoje,
já me calei
e encolhi.
Escolhi dar tempo
ao tempo,
em respeito
ao meu momento…
e desta forma,
acordei,
ainda em tempo
de me recuperar
do tempo que sofri.
Com olhos inchados,
mas não mais escorridos…
olhos marcados
em verde claro, colorido.
Pois quando choro,
é que ficam
mais bonitos.
Por hoje,
a esperança
deixou recado.
Por hoje,
o tempo teve
seu papel timbrado.
Por hoje, senti
o ressentimento
equilibrada.
Por hoje, deixei vir…
e consegui deixar passar
tudo do todo
que trago aqui…
passe,
e o tempo,
passará.
Deixa passar!
MarU
*Por hoje*
Por hoje, já chorei.
Por hoje, me deitei
e não comi.
Por hoje, senti
e me maltratei.
Por hoje, optei
por dormir.
Por hoje,
já desabafei
com alguém.
Por hoje,
já me calei
e encolhi.
Escolhi dar tempo
ao tempo,
em respeito
ao meu momento…
e desta forma,
acordei,
ainda em tempo
de me recuperar
do tempo que sofri.
Com olhos inchados,
mas não mais escorridos…
olhos marcados
em verde claro, colorido.
Pois quando choro,
é que ficam
mais bonitos.
Por hoje,
a esperança
deixou recado.
Por hoje,
o tempo teve
seu papel timbrado.
Por hoje, senti
o ressentimento
equilibrada.
Por hoje, deixei vir…
e consegui deixar passar
tudo do todo
que trago aqui…
passe,
e o tempo,
passará.
Deixa passar!
MarU