Des-Tino
Universo em conspiração?
Forças Cósmicas,
influências,
predestinação?
Deuses estendendo a mão?
Tempo certo,
ascendências,
astros em posição?
E os meus erros?
Meus defeitos?
Todos desde antes
já vinham em procissão?
Os amores foram em vão?
Sofrimentos e felicidades
da alegria à prostração?
Será que os meus escritos
e minha poesia
já existiam, então?
E quem seria o autor?
Eu?
Ou Plutão?
Alberto Busquets.
#Desafio 23
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Inspiração Enterna
Era meu aniversário e eu estava, como em todo aniversário, bebendo e me divertindo com a minha família. Ela me ligou, eu não vi e acabei não retornando, nos falamos por mensagem. Eu achei que ela viria para o churrasco que estávamos fazendo, acabei nem chamando diretamente, mas ela não veio. Ela saiu com os amigos, bebeu, desceu para o litoral, eu via todos os stories dela sorrindo e mostrando o quão linda ela estava, e de repente, nada. Ela não postou mais nada, não enviou mensagens a noite toda. “Ela é assim, tá curtindo com os amigos, amanhã a gente se fala”. No dia seguinte recebi uma ligação do hospital, ela estava lá, tão perto de casa, mas tão longe de mim. Fui já preparando minha cabeça, organizando mentalmente onde ela ficaria em casa pra que eu pudesse cuidar dela dia e noite até se recuperar, ia pegar na mão dela e dizer “tô aqui, filha”. Quando cheguei no hospital, descobri que a viagem dela era pra muito mais longe do que eu imaginava, e que ela nunca mais voltaria.
Minha bonequinha estava toda quebrada, toda machucada, nem parecia a menina perfeitinha que eu coloquei nesse mundo. A dor dilacerante da perda me tomou, assim como a culpa por não ter cuidado dela quando pude, por não ter participado da vida dela como deveria, a culpa por ter deixado tudo isso acontecer.
Eu devia ter ligado pra ela, devia ter chamado pra vir pra minha casa e talvez ela nunca tivesse subido naquela moto.
Tudo o que eu queria agora era minha menina de volta.
Minha bonequinha estava toda quebrada, toda machucada, nem parecia a menina perfeitinha que eu coloquei nesse mundo. A dor dilacerante da perda me tomou, assim como a culpa por não ter cuidado dela quando pude, por não ter participado da vida dela como deveria, a culpa por ter deixado tudo isso acontecer.
Eu devia ter ligado pra ela, devia ter chamado pra vir pra minha casa e talvez ela nunca tivesse subido naquela moto.
Tudo o que eu queria agora era minha menina de volta.
#desafio - 20
Viveria todos os dias
Em intensa alegria,
Se em minha vida
Eu tivesse o prazer
Da sua companhia.
Mas meu bem,
Eu só sinto
Da tua ausência,
Profunda agonia.
Poderia eu,
Ser feliz um dia?
E de tanto ser feliz,
Feliz eu morreria.
Jusley Naiane
Viveria todos os dias
Em intensa alegria,
Se em minha vida
Eu tivesse o prazer
Da sua companhia.
Mas meu bem,
Eu só sinto
Da tua ausência,
Profunda agonia.
Poderia eu,
Ser feliz um dia?
E de tanto ser feliz,
Feliz eu morreria.
Jusley Naiane
Era aniversário da minha mãe. Liguei pra ela mas ela não me atendeu, devia estar conversando ou bebendo, afinal, era o dia dela. Mandei mensagem, conversamos um pouco. Eu desci pra praia com uns amigos, vimos o sol nascer acima das ondas batendo, sentados na areia conversamos um bocado, depois decidimos voltar.
Eu montei na garupa da moto, subi a serra sentindo o sol esquentando meu corpo e o vento batendo em meus braços. Eu me sentia livre, tão livre quanto poucas vezes me senti, era por momentos como aqueles que valia a pena viver.
O sol já estava todo no céu, estávamos chegando na casa da minha mãe quando, por um descuido, batemos violentamente a 140km/h em um carro parado. Voamos. Eu senti a dor do impacto ao cair no asfalto quente, mas logo não senti mais nada.
Naquele momento, ele e eu partimos deste mundo, e agora, não há mais vida para ser vivida.
Eu montei na garupa da moto, subi a serra sentindo o sol esquentando meu corpo e o vento batendo em meus braços. Eu me sentia livre, tão livre quanto poucas vezes me senti, era por momentos como aqueles que valia a pena viver.
O sol já estava todo no céu, estávamos chegando na casa da minha mãe quando, por um descuido, batemos violentamente a 140km/h em um carro parado. Voamos. Eu senti a dor do impacto ao cair no asfalto quente, mas logo não senti mais nada.
Naquele momento, ele e eu partimos deste mundo, e agora, não há mais vida para ser vivida.
Depois da Morte
Eu tenho medo, tenho medo da vida que passa por mim feito um vento veloz, que aos poucos me leva para o fim inevitável.
Eu tenho medo da morte, ela que guarda o segredo que me atormenta, que corrói minha mente com a angustiante dúvida: o que vem depois da morte?
Talvez seja o vazio do nada que me espera, o fim do que senti, pensei e vivi! O fim do que aprendi, o fim de tudo que um dia eu conheci!
Eu temo, temo que o abismo da inexistência seja tudo o que me espera, temo que o depois torne o antes insignificante! Temo que meus amores sejam esquecidos, meus sentimentos perdidos e minhas memórias para sempre esquecidas!
Eu temo a dor do vazio, que do outro lado da vida nem mesmo poderá ser sentida! Eu temo o fim de ser eu.
É por isso que torço, rezo e espero que os que se dizem fiéis estejam certos. Eu realmente quero que haja um depois disso, eu, de todo coração, desejo que nada que vivi seja perdido.
O meu único desejo é que minha vida não seja esquecida por mim mesmo.
Eu tenho medo, tenho medo da vida que passa por mim feito um vento veloz, que aos poucos me leva para o fim inevitável.
Eu tenho medo da morte, ela que guarda o segredo que me atormenta, que corrói minha mente com a angustiante dúvida: o que vem depois da morte?
Talvez seja o vazio do nada que me espera, o fim do que senti, pensei e vivi! O fim do que aprendi, o fim de tudo que um dia eu conheci!
Eu temo, temo que o abismo da inexistência seja tudo o que me espera, temo que o depois torne o antes insignificante! Temo que meus amores sejam esquecidos, meus sentimentos perdidos e minhas memórias para sempre esquecidas!
Eu temo a dor do vazio, que do outro lado da vida nem mesmo poderá ser sentida! Eu temo o fim de ser eu.
É por isso que torço, rezo e espero que os que se dizem fiéis estejam certos. Eu realmente quero que haja um depois disso, eu, de todo coração, desejo que nada que vivi seja perdido.
O meu único desejo é que minha vida não seja esquecida por mim mesmo.
#desafio - 15
Uma pausa.
Em silêncio
te espero passar.
Por alguns segundos
até esqueço
como é respirar.
Eu disfarço
minha admiração e torço,
pra você me devolver
o olhar.
Jusley Naiane
Uma pausa.
Em silêncio
te espero passar.
Por alguns segundos
até esqueço
como é respirar.
Eu disfarço
minha admiração e torço,
pra você me devolver
o olhar.
Jusley Naiane
#desafio - 16
Meu bem, não tenha pressa,
mas a vida só começa
quando você vem.
Enquanto isso eu espero,
vejo o tempo passar em
pequenas lembranças.
São gotinhas de esperança,
fragmentos de você
em mim.
Jusley Naiane
Meu bem, não tenha pressa,
mas a vida só começa
quando você vem.
Enquanto isso eu espero,
vejo o tempo passar em
pequenas lembranças.
São gotinhas de esperança,
fragmentos de você
em mim.
Jusley Naiane
#Desafio 17
Quando eu morrer
Um dia me perguntaram:
— O que você quer ser quando morrer?
Por um momento, parei..
E respondi:
“Quando eu morrer,
Quero ser memória vívida em corações partidos.
Quero ser saudades querida,
De quem me teve amor
E por amor os tive em vida.
Quero ser “lenda” presente em “causos”
Contados em rodas de amigos e parentes.
Quero ser motivo de risos e lágrimas,
Tudo junto, num só sentimento.
Quero ser lembrada!
Quero ser.. Existir..
Quero permanecer,
Perpetuada nos corações
De quem ousar não me esquecer.
Viverei eternamente, assim.”
MarU
Quando eu morrer
Um dia me perguntaram:
— O que você quer ser quando morrer?
Por um momento, parei..
E respondi:
“Quando eu morrer,
Quero ser memória vívida em corações partidos.
Quero ser saudades querida,
De quem me teve amor
E por amor os tive em vida.
Quero ser “lenda” presente em “causos”
Contados em rodas de amigos e parentes.
Quero ser motivo de risos e lágrimas,
Tudo junto, num só sentimento.
Quero ser lembrada!
Quero ser.. Existir..
Quero permanecer,
Perpetuada nos corações
De quem ousar não me esquecer.
Viverei eternamente, assim.”
MarU
#Desafio 20
Sepultamento
Vazia jaz minha alma!
Gelada e enrijecida…
Morta de morte morrida,
Decompondo-se, fedida.
Dói o corpo, o coração!
Lágrimas não cessam,
Ainda buscam explicação,
Peito aberto, já sem coração.
Sangramento profundo, mortal!
Não á luz, nesta minha solidão,
Somente vultos em meio a escuridão.
Não há cura, não há perdão…
Me mata por dentro, “sem ter intenção”.
Arrisca nossa vida por uma paixão!
Esquece de tudo, que fomos e somos,
Sepulta minha alma dentro de um caixão.
MarU
Sepultamento
Vazia jaz minha alma!
Gelada e enrijecida…
Morta de morte morrida,
Decompondo-se, fedida.
Dói o corpo, o coração!
Lágrimas não cessam,
Ainda buscam explicação,
Peito aberto, já sem coração.
Sangramento profundo, mortal!
Não á luz, nesta minha solidão,
Somente vultos em meio a escuridão.
Não há cura, não há perdão…
Me mata por dentro, “sem ter intenção”.
Arrisca nossa vida por uma paixão!
Esquece de tudo, que fomos e somos,
Sepulta minha alma dentro de um caixão.
MarU
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