Eu gostaria de entender
O que o silêncio quer me dizer,
Mas eu ainda não aprendi
A me traduzir.
#desafio 365/165
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Tiago Bianchini Fidalgo
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Inspiração Enterna
Tenho me perdido mais
do que me encontrado.
Mas viver é isso...
Se perder por ter amado
Se encontrar sem ser achado.
#desafio 365/163
do que me encontrado.
Mas viver é isso...
Se perder por ter amado
Se encontrar sem ser achado.
#desafio 365/163
Isso Aqui Meu Senhor é uma Carta ao Amor
Na dobra de um lençol revirado;
3h23 da manhã
Querido Amor,
te escrevo com as mãos frias
e o coração - que te dei - em minhas mãos
(ainda batendo)
às vezes acho que é por você
às vezes acho que é apesar de você
te nomeio querido, porque não sei como se saúda o Amor
e, como se presenteia o Amor?
com flores?
com um olhar em silêncio no ponto do ônibus?
seria com o susto de reconhecer a si mesma em outro corpo?
em outra risada?
em outro abandono?
oi, amor
oi
seria isso?
um aceno?
uma vertigem?
um poema escrito errado?
o seu corpo, Amor
é morno e confuso
é a cama quando ainda tem o cheiro dele
é o braço que aperta quando você diz que vai embora
é o eco de uma risada no caminho do teatro
no dia que você esqueceu de trancar a tristeza do lado de fora
e quando você falta
é como se todo o oxigênio do mundo tivesse voltado pra estrela que pariu isso tudo
a gente ofega, ofende, reza
a gente jura que não vai mais
e vai
e volta
e sangra
sei pouco sobre você
sei que
“um dia” é a sentença da esperança
uma quimera cruel e fria disfarçada de motricidade
e quem diria que “um dia” eu ainda iria a este amor
e que, sem expectativas, um sorriso me atravessaria, surpreendendo meus lábios já tão secos de utopia
agora, tão desprovidos de dignidade
você me quebrou, Amor
me reescreveu sem avisar que ia mudar o enredo
me ensinou que
ninguém ama impunemente,
que o peito é casa mas também é escombro
mesmo assim
mesmo assim
mesmo assim
e talvez só por isso
não sei viver sem você
e essa é a mais triste das verdades
a mais bonita também
sem você eu como
mas não me alimento
respiro
mas não suspiro
ando
mas não chego
você Amor, é incêndio e nascente
é ausência e altar
e eu… sou
essa mulher com olhos cheios de água
pedindo outra vez
para ser acolhida nos seus braços
mesmo sabendo que
você às vezes também não sabe abraçar
nesse dia dos namorados,
te escrevo com tudo que restou
e tudo que falta
Sua sempre,
Sereia
Na dobra de um lençol revirado;
3h23 da manhã
Querido Amor,
te escrevo com as mãos frias
e o coração - que te dei - em minhas mãos
(ainda batendo)
às vezes acho que é por você
às vezes acho que é apesar de você
te nomeio querido, porque não sei como se saúda o Amor
e, como se presenteia o Amor?
com flores?
com um olhar em silêncio no ponto do ônibus?
seria com o susto de reconhecer a si mesma em outro corpo?
em outra risada?
em outro abandono?
oi, amor
oi
seria isso?
um aceno?
uma vertigem?
um poema escrito errado?
o seu corpo, Amor
é morno e confuso
é a cama quando ainda tem o cheiro dele
é o braço que aperta quando você diz que vai embora
é o eco de uma risada no caminho do teatro
no dia que você esqueceu de trancar a tristeza do lado de fora
e quando você falta
é como se todo o oxigênio do mundo tivesse voltado pra estrela que pariu isso tudo
a gente ofega, ofende, reza
a gente jura que não vai mais
e vai
e volta
e sangra
sei pouco sobre você
sei que
“um dia” é a sentença da esperança
uma quimera cruel e fria disfarçada de motricidade
e quem diria que “um dia” eu ainda iria a este amor
e que, sem expectativas, um sorriso me atravessaria, surpreendendo meus lábios já tão secos de utopia
agora, tão desprovidos de dignidade
você me quebrou, Amor
me reescreveu sem avisar que ia mudar o enredo
me ensinou que
ninguém ama impunemente,
que o peito é casa mas também é escombro
mesmo assim
mesmo assim
mesmo assim
e talvez só por isso
não sei viver sem você
e essa é a mais triste das verdades
a mais bonita também
sem você eu como
mas não me alimento
respiro
mas não suspiro
ando
mas não chego
você Amor, é incêndio e nascente
é ausência e altar
e eu… sou
essa mulher com olhos cheios de água
pedindo outra vez
para ser acolhida nos seus braços
mesmo sabendo que
você às vezes também não sabe abraçar
nesse dia dos namorados,
te escrevo com tudo que restou
e tudo que falta
Sua sempre,
Sereia
#Desafio 164
O encontro
foi sol:
simples
feito sede.
Ardeu onde
nem tinha pele…
Aí ele
(olho sem manual)
disse sem dizer:
fica?
E agora
essa dúvida que
morde:
vou?
Ou fico onde já sei
a coreografia?
Tarot ri
como quem já viu esse filme:
vai.
Não se navega
mapa de alma
com GPS
sintonia não se explica
se brinda
(e se tropeça,
dança).
Não deixa o medo
pôr armadura
no que é só
neblina querendo parecer concreto.
Você
é sol
de estourar lente
não cabe em sombra-nenhuma.
Então vai
com medo mesmo
com mão suando
com tudo.
Segundo ato
não tem script
tem espaço.
E você
foi feita
de possibilidades
e luz
que brilha
antes mesmo
de nascer.
Crs Ribeiro
O encontro
foi sol:
simples
feito sede.
Ardeu onde
nem tinha pele…
Aí ele
(olho sem manual)
disse sem dizer:
fica?
E agora
essa dúvida que
morde:
vou?
Ou fico onde já sei
a coreografia?
Tarot ri
como quem já viu esse filme:
vai.
Não se navega
mapa de alma
com GPS
sintonia não se explica
se brinda
(e se tropeça,
dança).
Não deixa o medo
pôr armadura
no que é só
neblina querendo parecer concreto.
Você
é sol
de estourar lente
não cabe em sombra-nenhuma.
Então vai
com medo mesmo
com mão suando
com tudo.
Segundo ato
não tem script
tem espaço.
E você
foi feita
de possibilidades
e luz
que brilha
antes mesmo
de nascer.
Crs Ribeiro
O silêncio
é insurdecedor.
É a presença
da sua ausência
que preenche tudo aqui
Implicando dor imensa
que se propaga por todo o vazio
Ricocheteando pelas paredes
deste oco espaço, onde
a pouco abrigava
os nossos afetos afoitos;
carícias, pegadas e coitos.
O som firme e suave da sua voz
ainda me mantém segura;
mas meu amor,
essa saudade que me sufoca...
para ela
não há cura.
#desafio 365/161
é insurdecedor.
É a presença
da sua ausência
que preenche tudo aqui
Implicando dor imensa
que se propaga por todo o vazio
Ricocheteando pelas paredes
deste oco espaço, onde
a pouco abrigava
os nossos afetos afoitos;
carícias, pegadas e coitos.
O som firme e suave da sua voz
ainda me mantém segura;
mas meu amor,
essa saudade que me sufoca...
para ela
não há cura.
#desafio 365/161
Já marca aquele amigo que acabou de chegar por aqui!
Agora conta pra gente, você costuma usar o Explorar pra descobrir novos participantes e conteúdos incríveis?
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Antecipando aqui!
Livro novo já disponível, conto romântico, +16.
Protagonistas maduros (+30)
Reencontro e segunda chance
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Sinopse:
Jade é enfermeira intensivista e durante uma ocorrência por trauma em um pub da cidade, entra em conflito com o dono do estabelecimento que a ameaça de processo por ter destruído a porta do banheiro para salvar a pessoa. Irritada, ela vai pessoalmente tirar satisfação, e ao prestar atenção no rosto do proprietário, percebe que aquilo é puramente pessoal, afinal, ele é um antigo colega de escola que não via há mais de uma década, que possui rancor por ela ter sido uma ‘valentona’.
O problema é que ela era apaixonada por ele e não sabia como se expressar, agora adulta e, melhor depois de dezenas de sessões de terapia, precisa confrontar seu passado, contudo, percebe que ainda está apaixonada, mesmo após tantos anos.
Livro novo já disponível, conto romântico, +16.
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Sinopse:
Jade é enfermeira intensivista e durante uma ocorrência por trauma em um pub da cidade, entra em conflito com o dono do estabelecimento que a ameaça de processo por ter destruído a porta do banheiro para salvar a pessoa. Irritada, ela vai pessoalmente tirar satisfação, e ao prestar atenção no rosto do proprietário, percebe que aquilo é puramente pessoal, afinal, ele é um antigo colega de escola que não via há mais de uma década, que possui rancor por ela ter sido uma ‘valentona’.
O problema é que ela era apaixonada por ele e não sabia como se expressar, agora adulta e, melhor depois de dezenas de sessões de terapia, precisa confrontar seu passado, contudo, percebe que ainda está apaixonada, mesmo após tantos anos.
Há um grito silencioso,
Toda vez que meus olhos não choram.
Há algo profundo em meu peito
E eu, me afundo aqui dentro
Calando vozes no escuro;
São ecos de um outro mundo,
São monstros que sempre voltam
para me assombrar;
Correndo e gritando ao redor da cama,
Abafando a canção de ninar.
Por que não me deixam dormir?
Por que não me deixam sonhar?
#desafio 365/159
Toda vez que meus olhos não choram.
Há algo profundo em meu peito
E eu, me afundo aqui dentro
Calando vozes no escuro;
São ecos de um outro mundo,
São monstros que sempre voltam
para me assombrar;
Correndo e gritando ao redor da cama,
Abafando a canção de ninar.
Por que não me deixam dormir?
Por que não me deixam sonhar?
#desafio 365/159
Ele é uma sinfonia que começa suave e explode em desejo, mas nunca alcança sua última nota. Fico presa no eco das cordas que ele toca, incapaz de terminar a canção sozinha.
Minha imaginação é como um palco, onde ele performa somente para mim. Mas quando as luzes se apagam, sou obrigada a confrontar a realidade: um espaço onde desejo e possibilidade jamais se encontram. É como estar presa em uma música que amo, mas que nunca chega ao refrão que tanto aguardo. Um constante estado de clímax interrompido na parte principal, onde a frustração toma conta de todo o meu ser, e me sinto injustiçada por saber exatamente o que quero, mas que a realidade insiste em dizer “não”.
E ali fico, esperando por algum sinal. Qualquer sinal que indique que posso prosseguir, que mostre que ele me deseja tanto quanto eu o desejo. Mas os sinais que recebo, ao invés de guiar, apenas confundem. Ele não diz “eu não quero”. Ele diz “você sabe que eu não posso”. Essas palavras, ditas com uma leveza que contrasta com o peso que carregam, deixam claro que o que nos separa não é a ausência de desejo, mas a presença de limites que ele não ousa e nem deveria cruzar.
Já me revelou que, na intimidade dos próprios pensamentos, também se perde em mim, assim como eu me perco nele. Mas, na vida real, ele mantém as portas fechadas, como quem guarda um segredo precioso. Sendo mais precisa, é como se estivéssemos em salas diferentes mas com a porta que nos liga entreaberta - eu posso vê-lo do outro lado mas não consigo entrar. Essa dualidade me consome. Saber que, de certa forma, sou desejada, mas que esse desejo está enclausurado, me faz sentir como um incêndio controlado: eu queimo por ele, mas o fogo nunca se espalha o suficiente para nos consumir por completo.
E a pergunta que martela minha mente é: será que ele sente o mesmo peso desse desejo não vivido? Será que, na mesma medida em que eu luto contra a realidade, ele também luta contra si mesmo? Não sei. E é nesse não saber que reside parte da minha agonia.
Quando ele sobe ao palco, eu procuro seu olhar constantemente. E cada vez que cruza com o meu e ele sorri, sinto meu coração acelerar e aquecer, como se meu universo parasse. São breves instantes que impactam por uma eternidade, deixando marcas que nunca se apagam. E nestes momentos, meus olhos capturam sua pele morena sob a luz, com um brilho que parece conter o calor de um mundo inteiro. Seus cabelos longos se movem suavemente, emoldurando um rosto que carrega um misto de força e vulnerabilidade. Há algo na forma como seu perfil se desenha contra o cenário, o nariz imponente e a linha do queixo firme, que transforma cada olhar em um vislumbre da perfeição. É uma beleza crua, sem ornamentos, que ecoa em mim mais do que qualquer palavra jamais poderia.
Mas as palavras não ditas, as ações não tomadas, são como notas que faltam na melodia. Eu sinto como se estivesse ouvindo uma música incompleta, ecoando em minha mente sem nunca encontrar sua conclusão. Talvez seja isso: uma eternidade presa entre o desejo e a espera, amando uma canção que nunca chega ao fim.
E enquanto espero por um desfecho que não sei se algum dia chegará, aprendo a conviver com o vazio das notas que não soam. Cada suspiro guardado, cada sentimento reprimido, me transforma, me molda, me faz sentir completa e partida ao mesmo tempo. Talvez seja nessa dança entre o querer e o impossível que encontro minha própria essência - uma alma que ama sem garantia, que deseja sem posse, que se entrega ao invisível.
Minha imaginação é como um palco, onde ele performa somente para mim. Mas quando as luzes se apagam, sou obrigada a confrontar a realidade: um espaço onde desejo e possibilidade jamais se encontram. É como estar presa em uma música que amo, mas que nunca chega ao refrão que tanto aguardo. Um constante estado de clímax interrompido na parte principal, onde a frustração toma conta de todo o meu ser, e me sinto injustiçada por saber exatamente o que quero, mas que a realidade insiste em dizer “não”.
E ali fico, esperando por algum sinal. Qualquer sinal que indique que posso prosseguir, que mostre que ele me deseja tanto quanto eu o desejo. Mas os sinais que recebo, ao invés de guiar, apenas confundem. Ele não diz “eu não quero”. Ele diz “você sabe que eu não posso”. Essas palavras, ditas com uma leveza que contrasta com o peso que carregam, deixam claro que o que nos separa não é a ausência de desejo, mas a presença de limites que ele não ousa e nem deveria cruzar.
Já me revelou que, na intimidade dos próprios pensamentos, também se perde em mim, assim como eu me perco nele. Mas, na vida real, ele mantém as portas fechadas, como quem guarda um segredo precioso. Sendo mais precisa, é como se estivéssemos em salas diferentes mas com a porta que nos liga entreaberta - eu posso vê-lo do outro lado mas não consigo entrar. Essa dualidade me consome. Saber que, de certa forma, sou desejada, mas que esse desejo está enclausurado, me faz sentir como um incêndio controlado: eu queimo por ele, mas o fogo nunca se espalha o suficiente para nos consumir por completo.
E a pergunta que martela minha mente é: será que ele sente o mesmo peso desse desejo não vivido? Será que, na mesma medida em que eu luto contra a realidade, ele também luta contra si mesmo? Não sei. E é nesse não saber que reside parte da minha agonia.
Quando ele sobe ao palco, eu procuro seu olhar constantemente. E cada vez que cruza com o meu e ele sorri, sinto meu coração acelerar e aquecer, como se meu universo parasse. São breves instantes que impactam por uma eternidade, deixando marcas que nunca se apagam. E nestes momentos, meus olhos capturam sua pele morena sob a luz, com um brilho que parece conter o calor de um mundo inteiro. Seus cabelos longos se movem suavemente, emoldurando um rosto que carrega um misto de força e vulnerabilidade. Há algo na forma como seu perfil se desenha contra o cenário, o nariz imponente e a linha do queixo firme, que transforma cada olhar em um vislumbre da perfeição. É uma beleza crua, sem ornamentos, que ecoa em mim mais do que qualquer palavra jamais poderia.
Mas as palavras não ditas, as ações não tomadas, são como notas que faltam na melodia. Eu sinto como se estivesse ouvindo uma música incompleta, ecoando em minha mente sem nunca encontrar sua conclusão. Talvez seja isso: uma eternidade presa entre o desejo e a espera, amando uma canção que nunca chega ao fim.
E enquanto espero por um desfecho que não sei se algum dia chegará, aprendo a conviver com o vazio das notas que não soam. Cada suspiro guardado, cada sentimento reprimido, me transforma, me molda, me faz sentir completa e partida ao mesmo tempo. Talvez seja nessa dança entre o querer e o impossível que encontro minha própria essência - uma alma que ama sem garantia, que deseja sem posse, que se entrega ao invisível.
Ainda não sei o que escrever na dedicatória dos livros físicos! Gesus amado me ajude.