#Desafio 152
*Estopim*
O que fará
com este sentimento,
quando estivermos
cara a cara?
Quando vir,
dos meus olhos,
o lume,
ao vê-lo sem jeito,
disfarçando sem fala?
Como será,
que será,
quando me vir
de ti
me aproximar?
A cada passo:
chegando…
vindo…
vendo os segundos
que conta
tornarem-se infindos…
a cada estalido
do meu sapato,
mais alto ouvindo.
Sem conseguir vencer,
ver sem pretender
meu sorriso
nos teus olhos,
a beijar você.
Sentir o calor
que te causo
subindo…
o suor
incontrolavelmente
fluindo.
E quando,
finalmente,
frente a frente,
a vontade
dizer:
Te quero pra mim!
Urgindo o “agora”.
Mas a realidade
te fizer conter
o estopim.
Tão próximos…
sentindo
meu hálito quente
enfeitiçar em êxtase
sua mente.
Vidrado
nos sinais
que só “a gente”
entende.
Entorpecido
na fragrância
do meu perfume,
enebriado
pelas nuances
de hormônios
e ciúmes.
Como será,
que será,
segurar
a explosão
ruindo
por dentro?
E como,
em um ato
de bravura,
recolher
tanto sentimento,
aguardando
o exato momento
de: talvez um dia…
mesmo que nunca.
Pois há tanto
em jogo!
Por um sentimento
que nasceu
de um príncipe louco
em tormento.
Mas há tanto sentimento…
E no momento
que os segundos
acabam
e a alma
retorna ao corpo,
controlando…
Finalmente,
envolver-me
num abraço…
Nos seus braços.
Tudo que poderá fazer
será eternizar
este laço
na memória
e conter
a bagunça
que faço
em você,
agora.
Parará o tempo
por um segundo,
nas voltas loucas
deste mundo.
Eu e você, contidos
em horas de segundos
que queríamos
que fossem infinitos…
Neste abraço profundo.
Se atendo
à formalidades,
mas, na verdade,
só você sabe
(e eu também sei)
o que é.
E isso é só nosso,
e de mais ninguém!
MarU
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Inspiração Enterna
Assassina
Matei noventa e nove
Com mãos firmes, olhos marejados,
degolei futuros como quem corta flores lindas demais para durar
Feita de carne e dilema,
visto preto desde que aprendi a decidir
Há noites em que ouço passos
são eles: os caminhos mortos,
arrastando promessas pelas sombras
e me chamando de volta pelo nome
que eu teria se tivesse sido outra
Caso ninguém tenha lhe avisado,
Insisto: escolher é um ato terminal
A vida não admite apelação,
nem visita íntima ao “e se”
O diabo desta vida
é que cada escolha feita
me faz cúmplice da estrada trilhada
e viúva de todas as outras
Sinto o cheiro do arrependimento
antes mesmo que ele brote em meus escombros
A nostalgia lambe meus pulsos nas madrugadas em que sonho com os rostos que não irei conhecer
Mato futuros com a frieza de quem ama
Não de desamor,
mas de sobrevivência.
Matei noventa e nove
Com mãos firmes, olhos marejados,
degolei futuros como quem corta flores lindas demais para durar
Feita de carne e dilema,
visto preto desde que aprendi a decidir
Há noites em que ouço passos
são eles: os caminhos mortos,
arrastando promessas pelas sombras
e me chamando de volta pelo nome
que eu teria se tivesse sido outra
Caso ninguém tenha lhe avisado,
Insisto: escolher é um ato terminal
A vida não admite apelação,
nem visita íntima ao “e se”
O diabo desta vida
é que cada escolha feita
me faz cúmplice da estrada trilhada
e viúva de todas as outras
Sinto o cheiro do arrependimento
antes mesmo que ele brote em meus escombros
A nostalgia lambe meus pulsos nas madrugadas em que sonho com os rostos que não irei conhecer
Mato futuros com a frieza de quem ama
Não de desamor,
mas de sobrevivência.
#Desafio 151
*Amor e fé*
Como explicar
saudades
do que não se conhece?
Amor
pelo que nunca se viu.
Desejo
pelo desconhecido.
Acreditar
poder alcançar
o inalcançável…
Encontrar brechas
e dobras
no tempo e espaço.
Querer ser querido
e digno
de algo divino.
Desafiar a razão
e o impossível
por um único
e principal motivo:
o amor inexplicável
que sinto
e acredito,
sem ter certeza
da reciprocidade.
O amor transcendental
que transpõe barreiras
para alcançar
algo além da razão.
Advindo
e impulsionado
pela emoção,
a fusão da fé
com a esperança.
Acreditando
no invisível,
caminhando
em direção ao incerto,
com o coração aceso,
movido
pela perseverança
de um lampejo.
Algo que,
com olhos humanos,
não vejo.
Preciso usar
a alma
como bússola
de precisão.
Como explicar o amor,
se para o amor
não há explicação?
MarU
*Amor e fé*
Como explicar
saudades
do que não se conhece?
Amor
pelo que nunca se viu.
Desejo
pelo desconhecido.
Acreditar
poder alcançar
o inalcançável…
Encontrar brechas
e dobras
no tempo e espaço.
Querer ser querido
e digno
de algo divino.
Desafiar a razão
e o impossível
por um único
e principal motivo:
o amor inexplicável
que sinto
e acredito,
sem ter certeza
da reciprocidade.
O amor transcendental
que transpõe barreiras
para alcançar
algo além da razão.
Advindo
e impulsionado
pela emoção,
a fusão da fé
com a esperança.
Acreditando
no invisível,
caminhando
em direção ao incerto,
com o coração aceso,
movido
pela perseverança
de um lampejo.
Algo que,
com olhos humanos,
não vejo.
Preciso usar
a alma
como bússola
de precisão.
Como explicar o amor,
se para o amor
não há explicação?
MarU
#Desafio 150
*Palavras fugindo*
Peguem elas,
rápido!
As palavras
estão espalhadas
para todos os lados…
Correndo agitadas,
fugindo da minha caneta,
se perdendo na cabeça,
se batendo no desespero
e desfazendo-se em letras
aos pedaços pelo chão.
Rápido,
alguém me ajude, então!
Estou escrevendo
o silêncio
do que não há palavras
restantes
para descifrar.
Se tornará
um enigma,
Para desvendar…
Sem palavras,
minha escrita está contida…
dentro do peito,
com a caneta na mão
escrevendo reticências
e pontos de exclamação.
Tudo bem!
Me darei
uma pausa
para um respiro.
Enquanto as palavras
me fogem,
eu sento
e reflito,
até elas se acalmarem
e voltarem pra mim,
com menos agitação.
Quando me permitirem
escrever sobre isso,
criarei um poema
letrado
e bonito.
Mas enquanto isso,
preciso retomar o fôlego
e acalmar o que sinto,
deixar fazer sentido,
no meu próprio
coração.
MarU
*Palavras fugindo*
Peguem elas,
rápido!
As palavras
estão espalhadas
para todos os lados…
Correndo agitadas,
fugindo da minha caneta,
se perdendo na cabeça,
se batendo no desespero
e desfazendo-se em letras
aos pedaços pelo chão.
Rápido,
alguém me ajude, então!
Estou escrevendo
o silêncio
do que não há palavras
restantes
para descifrar.
Se tornará
um enigma,
Para desvendar…
Sem palavras,
minha escrita está contida…
dentro do peito,
com a caneta na mão
escrevendo reticências
e pontos de exclamação.
Tudo bem!
Me darei
uma pausa
para um respiro.
Enquanto as palavras
me fogem,
eu sento
e reflito,
até elas se acalmarem
e voltarem pra mim,
com menos agitação.
Quando me permitirem
escrever sobre isso,
criarei um poema
letrado
e bonito.
Mas enquanto isso,
preciso retomar o fôlego
e acalmar o que sinto,
deixar fazer sentido,
no meu próprio
coração.
MarU
Quando as reviravoltas te trazem de volta ao passado
De volta ao começo é o primeiro livro da série voltas que ainda está sendo escrita. É um romance contemporâneo da autora carioca Fernanda Frankka, que além de escrever é apaixonada por música.
A Fernanda, assim como eu, também faz parte do Narrativas Introspectivas e fiquei curiosa por conhecer seu trabalho.
O romance conta a história de Júlia que abandona a cidade pequena onde vive e vai para o Rio de Janeiro, deixando lá seu namorado Caíque, seu irmão e amigos. Anos depois, reviravoltas fazem com que precise voltar e reencontrar o que lhe resta da família, uma amiga querida e seu grande amor do passado.
Não demorará para entender suas perdas, que foram acontecendo uma a uma, após a resolução de ir embora. Descobrirá que nem tudo está como deixou e precisará fazer novas escolhas e decidir o rumo de sua vida a partir de agora. Nem todos aceitarão seu novo caminho e Julia terá que lutar contra inimigos que irão surgir.
A história nos leva a refletir sobre os impactos das escolhas, além de reforçar o valor da família e dos verdadeiros amigos.
A lição que fica é a de que decisões erradas podem acarretar perdas irreparáveis.
Gostei muito de como a autora nos mostra através da história o poder de uma grande amizade e o quanto as crianças nos transformam.
A Melissa foi uma das personagens que me marcou pois é uma criança cativante, que ama, que confia, que abala nosso emocional. Fiquei torcendo por ela o tempo todo.
Adorei conhecer a escrita da Nanda. Foi o primeiro livro que li dela. E pra tornar a experiencia ainda melhor eu só tenho um pedido: escreve a próxima parte que já estou ansiosa.
殺
De volta ao começo é o primeiro livro da série voltas que ainda está sendo escrita. É um romance contemporâneo da autora carioca Fernanda Frankka, que além de escrever é apaixonada por música.
A Fernanda, assim como eu, também faz parte do Narrativas Introspectivas e fiquei curiosa por conhecer seu trabalho.
O romance conta a história de Júlia que abandona a cidade pequena onde vive e vai para o Rio de Janeiro, deixando lá seu namorado Caíque, seu irmão e amigos. Anos depois, reviravoltas fazem com que precise voltar e reencontrar o que lhe resta da família, uma amiga querida e seu grande amor do passado.
Não demorará para entender suas perdas, que foram acontecendo uma a uma, após a resolução de ir embora. Descobrirá que nem tudo está como deixou e precisará fazer novas escolhas e decidir o rumo de sua vida a partir de agora. Nem todos aceitarão seu novo caminho e Julia terá que lutar contra inimigos que irão surgir.
A história nos leva a refletir sobre os impactos das escolhas, além de reforçar o valor da família e dos verdadeiros amigos.
A lição que fica é a de que decisões erradas podem acarretar perdas irreparáveis.
Gostei muito de como a autora nos mostra através da história o poder de uma grande amizade e o quanto as crianças nos transformam.
A Melissa foi uma das personagens que me marcou pois é uma criança cativante, que ama, que confia, que abala nosso emocional. Fiquei torcendo por ela o tempo todo.
Adorei conhecer a escrita da Nanda. Foi o primeiro livro que li dela. E pra tornar a experiencia ainda melhor eu só tenho um pedido: escreve a próxima parte que já estou ansiosa.
殺
*Inteira*
Quero toques múltiplos,
boca sugando meus mamilos,
dedo no meu cu,
respiração ofegante,
encaixe alucinante,
desespero…
Sua mão forte
controlando o movimento…
ritmado…
Quero toque pesado,
grudado,
quase violento…
Quero fome!
Quero você sedento…
Quero sentir você,
metido e inteiro,
dentro.
Me dê o que eu gosto,
E do meu gozo,
receberá
todos os meus pulsares
involuntários,
como resposta.
Receberá meus calores,
lubrificando nossa foda.
Receberá meus gemidos
afrodisíacos
de satisfação
de mulher fogosa.
E ao fim,
notará que me tem inteira:
na carne
que com você goza,
desfeita,
até só restar
minha alma
em você.
MarU
#
Quero toques múltiplos,
boca sugando meus mamilos,
dedo no meu cu,
respiração ofegante,
encaixe alucinante,
desespero…
Sua mão forte
controlando o movimento…
ritmado…
Quero toque pesado,
grudado,
quase violento…
Quero fome!
Quero você sedento…
Quero sentir você,
metido e inteiro,
dentro.
Me dê o que eu gosto,
E do meu gozo,
receberá
todos os meus pulsares
involuntários,
como resposta.
Receberá meus calores,
lubrificando nossa foda.
Receberá meus gemidos
afrodisíacos
de satisfação
de mulher fogosa.
E ao fim,
notará que me tem inteira:
na carne
que com você goza,
desfeita,
até só restar
minha alma
em você.
MarU
#
a carne cresce
em tuas mãos cálidas
dá-me riso fogoso
saliva ante a refeição
veste-me com lábio veludo
inunda o membro em latejo
então me devora
com língua e saliva
sedenta
chupa-me
conforme teu desejo
incessante, selvagem
suga todo o meu prazer
e não te sacias
ó flor em chamas
te darei meu néctar
escorrerei por tua garganta
e tu, flor em chamas
não contente
abrirá tua pétala
ofertará o íntimo róseo
que em infinito gozo
hei de penetrar.
#
em tuas mãos cálidas
dá-me riso fogoso
saliva ante a refeição
veste-me com lábio veludo
inunda o membro em latejo
então me devora
com língua e saliva
sedenta
chupa-me
conforme teu desejo
incessante, selvagem
suga todo o meu prazer
e não te sacias
ó flor em chamas
te darei meu néctar
escorrerei por tua garganta
e tu, flor em chamas
não contente
abrirá tua pétala
ofertará o íntimo róseo
que em infinito gozo
hei de penetrar.
#
#Desafio 149
*Amante do vento*
Às vezes,
converso com o vento,
e num sopro
ele me fala:
— Já fazia muito tempo
que você
não me encontrava.
E num gesto
de carinho supremo,
com amor
acaricia meus cabelos…
alisa meu rosto,
eriça meus pelos,
arrepia meu corpo,
assanha minha saia…
E me abraça
com fulgor de rajadas.
Me deixa sem jeito
e desajeitada,
Mas eu adoro
ficar toda arrepiada!
Confesso ao vento
que o amo,
e ele responde,
me espiralando,
que em mim
sempre pensava,
e sentiu muito
minha falta…
por me amar
também assim.
Sabia
que um dia
pra ele
eu voltava.
Eu amo o vento!
MarU
*Amante do vento*
Às vezes,
converso com o vento,
e num sopro
ele me fala:
— Já fazia muito tempo
que você
não me encontrava.
E num gesto
de carinho supremo,
com amor
acaricia meus cabelos…
alisa meu rosto,
eriça meus pelos,
arrepia meu corpo,
assanha minha saia…
E me abraça
com fulgor de rajadas.
Me deixa sem jeito
e desajeitada,
Mas eu adoro
ficar toda arrepiada!
Confesso ao vento
que o amo,
e ele responde,
me espiralando,
que em mim
sempre pensava,
e sentiu muito
minha falta…
por me amar
também assim.
Sabia
que um dia
pra ele
eu voltava.
Eu amo o vento!
MarU
Seus olhos encontram os meus
E por um breve instante, o mundo para
Eu queria ter coragem de tocar seu rosto
Com a delicadeza de quem segura um tesouro
Imagino o calor da sua pele sob minhas mãos,
Os traços de seu rosto se tornando meu caminho
A curva de sua boca, um destino proibido
Onde desejo e medo se encontram
Tomaria suas bochechas em beijos suaves
Um toque leve, quase como uma brisa
Deslizaria meus lábios até o seu nariz
Um gesto inocente, mas carregado de intenções
E então, sua boca - o centro do meu universo
Um calor que me consome e me alimenta
Onde meu coração bate mais forte
O beijo que imagino é doce e demorado
Como se o tempo insistisse em prolongar o momento
Cada segundo dolorosamente alongado
Para perpetuar na alma o sabor da sua presença
Mas tudo é apenas um sonho
Um fragmento de coragem e fantasia,
Guardado entre as linhas do que nunca foi dito mas sempre foi sentido
E ainda que fique só na imaginação
É nele que encontro a intensidade de te querer
Te sentir próximo, mesmo que a distância nos separe
E por um breve instante, o mundo para
Eu queria ter coragem de tocar seu rosto
Com a delicadeza de quem segura um tesouro
Imagino o calor da sua pele sob minhas mãos,
Os traços de seu rosto se tornando meu caminho
A curva de sua boca, um destino proibido
Onde desejo e medo se encontram
Tomaria suas bochechas em beijos suaves
Um toque leve, quase como uma brisa
Deslizaria meus lábios até o seu nariz
Um gesto inocente, mas carregado de intenções
E então, sua boca - o centro do meu universo
Um calor que me consome e me alimenta
Onde meu coração bate mais forte
O beijo que imagino é doce e demorado
Como se o tempo insistisse em prolongar o momento
Cada segundo dolorosamente alongado
Para perpetuar na alma o sabor da sua presença
Mas tudo é apenas um sonho
Um fragmento de coragem e fantasia,
Guardado entre as linhas do que nunca foi dito mas sempre foi sentido
E ainda que fique só na imaginação
É nele que encontro a intensidade de te querer
Te sentir próximo, mesmo que a distância nos separe