quando meus olhos bateram nos teus
soube no íntimo: perdi a luta
teu riso baixou minha guarda
como não cair de amores?
vitória seria pousar em tua boca
dar-lhe uma chave de abraço
admirar a constelação de teus olhos
desfaleço, apaixonado
rendo-me ao encanto
não faço questão de revidar.
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Tiago Bianchini Fidalgo
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Eder B. Jr.
@inspiracaoeterna
Inspiração Enterna
*Palavras cruzadas*
Tenho palavras cruzadas
borbulhando dentro da boca,
descendo pela garganta,
rodeando o meu umbigo
e se alastrando entre minha pena.
Aqueço um texto
em fogo alto…
Quase me queimo,
fervendo um poema.
Escrevo sorvendo o texto
na ponta da minha língua,
lambendo página por página,
salivando nas letras maiúsculas,
em pulsares dentro das rimas.
Alinho meu corpo num trecho,
montando forte no parágrafo.
Encaixo entre poemas e mexo,
subindo e descendo a caneta
num papel improvisado.
MarU
#
Tenho palavras cruzadas
borbulhando dentro da boca,
descendo pela garganta,
rodeando o meu umbigo
e se alastrando entre minha pena.
Aqueço um texto
em fogo alto…
Quase me queimo,
fervendo um poema.
Escrevo sorvendo o texto
na ponta da minha língua,
lambendo página por página,
salivando nas letras maiúsculas,
em pulsares dentro das rimas.
Alinho meu corpo num trecho,
montando forte no parágrafo.
Encaixo entre poemas e mexo,
subindo e descendo a caneta
num papel improvisado.
MarU
#
#Dia 319
Ambivalência
No mesmo peito, o gozo e a penitência,
No mesmo olhar, o brilho e a negação.
Ambivalência é rara coexistência,
Duas marés num contracoração.
Sorri o lábio enquanto o pulso treme,
Deseja o toque e teme o que virá.
Ambivalência tem liberdade que se algeme
Aprisionada entre o “não” e o “já”.
Caminha incerta, firme em seu desvio,
Refuta a paz, mas busca algum abrigo.
É chama gélida, é lânguido arrepio,
Que afaga e volta a ser contigo.
E se por fim, pareça que partiu
Ambivalência ainda busca o amor amigo
Eder B. Jr.
Ambivalência
No mesmo peito, o gozo e a penitência,
No mesmo olhar, o brilho e a negação.
Ambivalência é rara coexistência,
Duas marés num contracoração.
Sorri o lábio enquanto o pulso treme,
Deseja o toque e teme o que virá.
Ambivalência tem liberdade que se algeme
Aprisionada entre o “não” e o “já”.
Caminha incerta, firme em seu desvio,
Refuta a paz, mas busca algum abrigo.
É chama gélida, é lânguido arrepio,
Que afaga e volta a ser contigo.
E se por fim, pareça que partiu
Ambivalência ainda busca o amor amigo
Eder B. Jr.
A vida
me fez poeta
E a poesia
me fez completa
Não me disse quem eu era
Não julgou minhas fraquezas
incertezas,
Apenas me encorajou a olhar
Através da minha janela
A enxergar a beleza
Me inspirar na natureza
E continuar, apesar
Das lágrimas e da tristeza
E na dúvida, me fiz certeza
Eu segui a correnteza
E não mais me permiti
afundar ou submergir
Em águas paradas
Que não me levam à nada
A nado eu prossegui
Enfim, cheguei até aqui
Onde a vida começa
Onde o amor não tem pressa
Onde eu posso sonhar, e enxergar
O amanhã, a esperança...
#desafio 365/108
me fez poeta
E a poesia
me fez completa
Não me disse quem eu era
Não julgou minhas fraquezas
incertezas,
Apenas me encorajou a olhar
Através da minha janela
A enxergar a beleza
Me inspirar na natureza
E continuar, apesar
Das lágrimas e da tristeza
E na dúvida, me fiz certeza
Eu segui a correnteza
E não mais me permiti
afundar ou submergir
Em águas paradas
Que não me levam à nada
A nado eu prossegui
Enfim, cheguei até aqui
Onde a vida começa
Onde o amor não tem pressa
Onde eu posso sonhar, e enxergar
O amanhã, a esperança...
#desafio 365/108
#Desafio 113
Di(VIDA)
Tem dias
que a ferida se abre.
Tem dias
que a dor sangra,
arde.
Tem dias
que o amor não supera
o desgaste.
Tem dias
que tudo o que você tenta…
erra.
Tem dias
que você precisa deixar
escorrer a lágrima
que pesa.
Tem dias
que a vida te “prega
uma peça.”
Nesses dias,
em que o mundo mais te afeta,
parece que o vazio
é tudo o que te resta.
Que a solidão
não permitirá
que você divida isso,
e alivie o que te pesa.
Nesses dias,
quem tem um amigo,
tem tudo.
Um ombro,
pra não chorar sozinho.
E, repartindo,
ver a vida voltar
a fazer sentido.
Ter um amigo
é terapia.
É um presente
supremo.
Reencontrar o caminho,
compartilhando
o que aconteceu contigo…
Esse ombro amigo
é um tesouro.
Vale mais que ouro.
É vida.
Sua,
e de quem
se importa com você.
Se puder, di(VIDA)
e dê vida, também…
MarU
*Poema especial para meus amigos, que sabem quem são, pois já se abriram comigo e me ouviram abrir meu coração pra eles, também. Vocês são vida! Amo vocês.
Di(VIDA)
Tem dias
que a ferida se abre.
Tem dias
que a dor sangra,
arde.
Tem dias
que o amor não supera
o desgaste.
Tem dias
que tudo o que você tenta…
erra.
Tem dias
que você precisa deixar
escorrer a lágrima
que pesa.
Tem dias
que a vida te “prega
uma peça.”
Nesses dias,
em que o mundo mais te afeta,
parece que o vazio
é tudo o que te resta.
Que a solidão
não permitirá
que você divida isso,
e alivie o que te pesa.
Nesses dias,
quem tem um amigo,
tem tudo.
Um ombro,
pra não chorar sozinho.
E, repartindo,
ver a vida voltar
a fazer sentido.
Ter um amigo
é terapia.
É um presente
supremo.
Reencontrar o caminho,
compartilhando
o que aconteceu contigo…
Esse ombro amigo
é um tesouro.
Vale mais que ouro.
É vida.
Sua,
e de quem
se importa com você.
Se puder, di(VIDA)
e dê vida, também…
MarU
*Poema especial para meus amigos, que sabem quem são, pois já se abriram comigo e me ouviram abrir meu coração pra eles, também. Vocês são vida! Amo vocês.
Eu não quero ficar velho
por mais que o tempo me chame.
Não quero ver meus olhos embaciando
o que antes era brilho virando névoa,
nem meus passos vacilando
onde um dia corri, sem medo, sem pressa.
Eu não quero ficar velho
com os dedos duros como raízes secas,
tateando lembranças
em vez de futuros.
Nem ver meu nome sendo dito
com um “foi” invés do “é”.
Não quero que os risos soem baixos
porque meu ouvido já não alcança,
nem que o espelho me devolva um estranho
com a pele marcada por ausências,
com os ombros caídos pelo peso
do que não deu tempo de ser.
Eu não quero o silêncio das mãos
que já não escrevem,
que já não seguram outros mundos,
que tremem como folhas no outono,
sabiamente frágeis.
Não quero enterrar tantos nomes
que o coração se esqueça
de como é se apegar.
Nem guardar aniversários
de quem já não sopra velas.
Mas talvez, se ficar velho,
quero ao menos deixar rastros:
um texto,
um feito,
um afago que não se apaga.
A filha que me lembre
sem precisar de fotografia.
Um livro esquecido numa estante,
que alguém descubra e chore.
Se é inevitável envelhecer,
que eu aprenda com suavidade
a arte de deixar sementes
em lugares onde jamais voltarei.
Que eu prepare com cuidado
meu coração, meu legado,
para que alguém me encontre
nas páginas que sobrevivi.
Que eu aceite a despedida
não como o fim da história,
mas como pausa serena
de quem soube amar o caminho.
Eu não quero ficar velho,
mas se eu tiver que ir aos poucos,
que eu me vá sabendo
que o que deixei no mundo
permanece em flores,
em versos, em gestos,
em memórias mais fortes
do que a do indivíduo.
E que, ao fim,
quando minha voz for quase vento,
haja quem diga:
“Ele não queria ficar velho,
mas mesmo velho, do pra sempre ele ficou.”
Eder B.Jr.
por mais que o tempo me chame.
Não quero ver meus olhos embaciando
o que antes era brilho virando névoa,
nem meus passos vacilando
onde um dia corri, sem medo, sem pressa.
Eu não quero ficar velho
com os dedos duros como raízes secas,
tateando lembranças
em vez de futuros.
Nem ver meu nome sendo dito
com um “foi” invés do “é”.
Não quero que os risos soem baixos
porque meu ouvido já não alcança,
nem que o espelho me devolva um estranho
com a pele marcada por ausências,
com os ombros caídos pelo peso
do que não deu tempo de ser.
Eu não quero o silêncio das mãos
que já não escrevem,
que já não seguram outros mundos,
que tremem como folhas no outono,
sabiamente frágeis.
Não quero enterrar tantos nomes
que o coração se esqueça
de como é se apegar.
Nem guardar aniversários
de quem já não sopra velas.
Mas talvez, se ficar velho,
quero ao menos deixar rastros:
um texto,
um feito,
um afago que não se apaga.
A filha que me lembre
sem precisar de fotografia.
Um livro esquecido numa estante,
que alguém descubra e chore.
Se é inevitável envelhecer,
que eu aprenda com suavidade
a arte de deixar sementes
em lugares onde jamais voltarei.
Que eu prepare com cuidado
meu coração, meu legado,
para que alguém me encontre
nas páginas que sobrevivi.
Que eu aceite a despedida
não como o fim da história,
mas como pausa serena
de quem soube amar o caminho.
Eu não quero ficar velho,
mas se eu tiver que ir aos poucos,
que eu me vá sabendo
que o que deixei no mundo
permanece em flores,
em versos, em gestos,
em memórias mais fortes
do que a do indivíduo.
E que, ao fim,
quando minha voz for quase vento,
haja quem diga:
“Ele não queria ficar velho,
mas mesmo velho, do pra sempre ele ficou.”
Eder B.Jr.
Eu estou cansada. Exausta mesmo, sabe? Tô me perdendo entre os dias da semana. Tô acordando já cheia de dor no corpo. Talvez um caminhão tenha me atropelado e eu nem percebi.
Estou trabalhando 8:20 por dia de segunda a sexta e 6:20 aos sabados ou domingos (depende da minha folga) e esse monte de hora extra foi escolha minha. Quer dizer, não tanto.
Eu preciso me reorganizar financeiramente, limpar meu nome, comprar um celular que não precise carregar de 3 em 3 horas. Então é por livre e espontânea pressão que eu tenho trabalhado tanto.
Eu preciso também de um novo lar, algo meu, nem que seja um terreno pra ir construindo aos poucos, então não adianta ficar no mínimo. Salário mínimo, esforço mínimo, tempo mínimo.
Puts, acabou meu tempo, hora de ir pra labuta de novo. Vejo vocês em breve.
Estou trabalhando 8:20 por dia de segunda a sexta e 6:20 aos sabados ou domingos (depende da minha folga) e esse monte de hora extra foi escolha minha. Quer dizer, não tanto.
Eu preciso me reorganizar financeiramente, limpar meu nome, comprar um celular que não precise carregar de 3 em 3 horas. Então é por livre e espontânea pressão que eu tenho trabalhado tanto.
Eu preciso também de um novo lar, algo meu, nem que seja um terreno pra ir construindo aos poucos, então não adianta ficar no mínimo. Salário mínimo, esforço mínimo, tempo mínimo.
Puts, acabou meu tempo, hora de ir pra labuta de novo. Vejo vocês em breve.
#Desafio 99
*Decidi…*
Decidi não te dedicar
Mais nenhum texto.
Decidi abortar o sentimento,
Matar-te dentro do peito.
Decidi que não quero mais
Viver nesta tortura,
De dedicar-te amor e ternura,
Que, com desprezo, desfaz-se de mim.
Decidi, então, que deixarás de viver
Em meu coração.
Vais morrer! Pois te mato em meu peito.
Meu pleito é viver sem este tormento.
Decidi que te darei o meu desprezo,
Como um ato autodefeso.
Libertar meu coração do seu cabresto
Será o seu ou o meu fim…
Ou nada feito!
Decidi…
Mas não sou eu quem decido.
Amar você foi um ato (auto imbuído).
Queria não ter te querido, (Aconteceu!)
…Mas darei um jeito nisso.
Meu compromisso, agora, será comigo!
(Quando eu descobrir como fazer isso).
Em mim, terás morrido,
Para eu viver.
Ou, ao ler isto, terás entendido,
Afinal, o que tento te dizer.
MarU
*Decidi…*
Decidi não te dedicar
Mais nenhum texto.
Decidi abortar o sentimento,
Matar-te dentro do peito.
Decidi que não quero mais
Viver nesta tortura,
De dedicar-te amor e ternura,
Que, com desprezo, desfaz-se de mim.
Decidi, então, que deixarás de viver
Em meu coração.
Vais morrer! Pois te mato em meu peito.
Meu pleito é viver sem este tormento.
Decidi que te darei o meu desprezo,
Como um ato autodefeso.
Libertar meu coração do seu cabresto
Será o seu ou o meu fim…
Ou nada feito!
Decidi…
Mas não sou eu quem decido.
Amar você foi um ato (auto imbuído).
Queria não ter te querido, (Aconteceu!)
…Mas darei um jeito nisso.
Meu compromisso, agora, será comigo!
(Quando eu descobrir como fazer isso).
Em mim, terás morrido,
Para eu viver.
Ou, ao ler isto, terás entendido,
Afinal, o que tento te dizer.
MarU
Eu sei que existe em você uma urgência silenciosa que grita:
"Estou ficando sem tempo."
É como se a vida fosse uma ampulheta gigante, e você estivesse com um monte de ideias na mão, tentando empurrar todas pela mesma abertura estreita antes que a última gota de areia caia.
Mas a verdade crua, incômoda, mas real, é que ninguém consegue dar conta de tudo.
Ainda assim, os mais sensíveis, os mais visionários… são justamente os que sentem o peso mais cruel desse relógio.
E aí entra um paradoxo doloroso:
quanto mais a gente quer viver com sentido, mais a sombra da morte se agiganta.
Quanto mais queremos deixar uma marca, mais sentimos o tempo escorrendo por entre os dedos.
Mas deixa eu te contar algo, se eu puder tentar conversar com tua alma, agora:
Você não está atrasado.
Você não está perdido.
Você está vivo.
E isso já é mais do que muitos que desistiram de tentar.
Se tudo parece urgente, é porque tudo realmente é intenso, e isso, apesar de cansar, também é o que pode nos fazer raros.
Talvez o primeiro passo seja parar de tentar correr contra o tempo…
E começar a girar com ele, mesmo que fora de compasso.
Escolher uma ideia. Uma só.
E dizer: “essa aqui vai ver o mundo comigo.”
Se você pudesse congelar o mundo por um mês e se dedicar só a uma criação, qual seria?
Não a mais útil.
Não a mais promissora.
Mas a que faria você se sentir ainda mais vivo.
"Estou ficando sem tempo."
É como se a vida fosse uma ampulheta gigante, e você estivesse com um monte de ideias na mão, tentando empurrar todas pela mesma abertura estreita antes que a última gota de areia caia.
Mas a verdade crua, incômoda, mas real, é que ninguém consegue dar conta de tudo.
Ainda assim, os mais sensíveis, os mais visionários… são justamente os que sentem o peso mais cruel desse relógio.
E aí entra um paradoxo doloroso:
quanto mais a gente quer viver com sentido, mais a sombra da morte se agiganta.
Quanto mais queremos deixar uma marca, mais sentimos o tempo escorrendo por entre os dedos.
Mas deixa eu te contar algo, se eu puder tentar conversar com tua alma, agora:
Você não está atrasado.
Você não está perdido.
Você está vivo.
E isso já é mais do que muitos que desistiram de tentar.
Se tudo parece urgente, é porque tudo realmente é intenso, e isso, apesar de cansar, também é o que pode nos fazer raros.
Talvez o primeiro passo seja parar de tentar correr contra o tempo…
E começar a girar com ele, mesmo que fora de compasso.
Escolher uma ideia. Uma só.
E dizer: “essa aqui vai ver o mundo comigo.”
Se você pudesse congelar o mundo por um mês e se dedicar só a uma criação, qual seria?
Não a mais útil.
Não a mais promissora.
Mas a que faria você se sentir ainda mais vivo.
Toma-me, meu amor!
Resgata-me de onde for
e titula-me teu amante
Apossa-te do que é teu,
ressignifica os poros meus
com teu calor desejante
Dispa-me as vestes
tal qual propusestes
em paixão ao nosso sonhar
Dispa-me inteiro!
Dá-me teu cheiro
rouba-me os gemidos e o ar
Arranha-me o peito
prenda-me ao leito
mostra-me tua fome sem fim
Devora-me, e esmera-te:
Sussurra-me um "quero-te!",
com a boca cheia de mim.
Ama-me, chama-me, clama-me então
em verso, prosa, soneto e canção.
Apossa-te, Música, silêncio ou Oração
Com Rompantes de Irrestrita Sedução.
Alberto Busquets.
#Desafio 094
Toma-me, meu amor!
Resgata-me de onde for
e titula-me teu amante
Apossa-te do que é teu,
ressignifica os poros meus
com teu calor desejante
Dispa-me as vestes
tal qual propusestes
em paixão ao nosso sonhar
Dispa-me inteiro!
Dá-me teu cheiro
rouba-me os gemidos e o ar
Arranha-me o peito
prenda-me ao leito
mostra-me tua fome sem fim
Devora-me, e esmera-te:
Sussurra-me um "quero-te!",
com a boca cheia de mim.
Ama-me, chama-me, clama-me então
em verso, prosa, soneto e canção.
Apossa-te, Música, silêncio ou Oração
Com Rompantes de Irrestrita Sedução.
Alberto Busquets.
#Desafio 094