Pallida imagem Lira dos Vinte Anos · Capítulo 68 de 85
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-- J'ai cru que j'oublierais; mais j'avais mal sondé

Les abîmes du coeur que remplit un seul rêve:

Le souvenir est là, le souvenir se lève

Flot toujours renaissant et toujours débordé.

TURQUÉTY

No delírio da ardente mocidade

Por tua imagem pálida vivi!

A flor do coração no amor dos anjos

Orvalhei-a por ti!

O expirar de teu canto lamentoso

Sobre teus lábios que o palor cobria,

Minhas noites de lágrimas ardentes

E de sonhos enchia!

Foi por ti que eu pensei que a vida inteira

Não valia uma lágrima... sequer,

Senão num beijo trêmulo de noite...

Num olhar de mulher!

Mesmo nas horas de um amor insano,

Quando em meus braços outro seio ardia,

A tua imagem pálida passando

A minh'alma perdia.

Sempre e sempre teu rosto! as negras tranças,

Tua alma nos teus olhos se expandindo!

E o colo de cetim que pulsa e geme

E teus lábios sorrindo!

Nas longas horas do sonhar da noite

No teu peito eu sonhava que dormia;

Pousa em meu coração a mão de neve......

Treme... como tremia.

Como palpita agora se afogando

Na morna languidez do teu olhar...

Assim viveu e morrerá sonhando

Em teus seios amar!

Se a vida é lírio que a paixão desflora,

Meu lírio virginal eu conservei...

Somente no passado tive sonhos

E outrora nunca amei!

Foi por ti que na ardente mocidade

Por uma imagem pálida vivi!

E a flor do coração no amor dos anjos

Orvalhei... só por ti!

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