Viajação
Fui daqui pra Zoropa
Seguindo uma rota
Que dá pra ir à pé
Pela gruta de Maquiné
De carro ou de carré
Só não dá de carrapé
Fui do Peru ao Butão
No mapa, com o dedo da mão
No navio de Dom João
Lázaro também tava lá
Disse que a viagem foi de matar
Fomos andando à pé de avião
Com a sandália na mão
Porque não tinha carro não
Plantando bananeira anda mais
Deixa o zotro pra trás
Lá na fila do gás
Em pleno Vaticano
Encontrei Seu Lunga
Ele tava reclamando
Que fizeram uma pergunta
E a resposta era bobeira
Disse que queria ser batuta
Assim como Zé Limeira
* Inspirado na obra de Zé Limeira
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Lá pros lados da França
De onde vem a melhor cachaça
Raspa árvore e sai borracha
Ninguém nunca se cansa
Comeu e encheu a pança
Deita, puxa um ronco e relaxa
Queijo que vem do litoral
Puxa muito no sal
Tem até espuma de onda
Derruba até anaconda
Que não toma Sonrisal
Vai parar no hospital
Doutor Pedro Álvares Cabral
Quem não come carne de porco
Come muito ou come pouco
Toma um litro de água de coco
Comer buchada de bode
Não tem bucho que não fede
Aí sim você pode
* Inspirado na obra de Zé Limeira
De onde vem a melhor cachaça
Raspa árvore e sai borracha
Ninguém nunca se cansa
Comeu e encheu a pança
Deita, puxa um ronco e relaxa
Queijo que vem do litoral
Puxa muito no sal
Tem até espuma de onda
Derruba até anaconda
Que não toma Sonrisal
Vai parar no hospital
Doutor Pedro Álvares Cabral
Quem não come carne de porco
Come muito ou come pouco
Toma um litro de água de coco
Comer buchada de bode
Não tem bucho que não fede
Aí sim você pode
* Inspirado na obra de Zé Limeira
O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
41 - Fale sobre o primeiro livro que você leu ou que você se recorda da história.
Li muitos livros da série Paraíso da Criança. E um dos primeiros livros que li, ali pelos sete anos, foi "Os três porquinhos". Acho que não era dessa coleção, então imagem meramente ilustrativa.
O que mais me marcou foi que o porquinho estava jantando quando o lobo derrubou a casinha dele. O mingau virou e a maçã caiu no chão. Fiquei tão traumatizada que odeio ver comida indo fora até hoje. (Se você já leu essa história, sabe o quanto me marcou )
#Link365TemasLivros
41 - Fale sobre o primeiro livro que você leu ou que você se recorda da história.
Li muitos livros da série Paraíso da Criança. E um dos primeiros livros que li, ali pelos sete anos, foi "Os três porquinhos". Acho que não era dessa coleção, então imagem meramente ilustrativa.
O que mais me marcou foi que o porquinho estava jantando quando o lobo derrubou a casinha dele. O mingau virou e a maçã caiu no chão. Fiquei tão traumatizada que odeio ver comida indo fora até hoje. (Se você já leu essa história, sabe o quanto me marcou )
#Link365TemasLivros
Quero indicações de autores independentes que tenham alguma história de suspense!
#Desafio 041
Bão? Bão!
Casa de taipa
porta aberta
milharal espiando
sol-menino
brinca de esconde-esconde
por trás do espantalho calado
galo entoa
dia espreguiça
vem vindo, vem vindo
descalço, dourado
xue-xue do rio
besouro zum-zum
ziguezagueia no ar
suspiro de vento
coisas que só o campo escuta
brisa brota
beija, baila
brinca na beira da grota
riso risonho
ressoa, renova
eco no céu sem pressa
vida leve
canto curto
pássaro sabe:
a magia do pequenino
entre o sussurro das folhas
cheiro de terra chovida
o mundo cabe inteiro
no riso da lua
que dorme na roça.
Crs Ribeiro
Bão? Bão!
Casa de taipa
porta aberta
milharal espiando
sol-menino
brinca de esconde-esconde
por trás do espantalho calado
galo entoa
dia espreguiça
vem vindo, vem vindo
descalço, dourado
xue-xue do rio
besouro zum-zum
ziguezagueia no ar
suspiro de vento
coisas que só o campo escuta
brisa brota
beija, baila
brinca na beira da grota
riso risonho
ressoa, renova
eco no céu sem pressa
vida leve
canto curto
pássaro sabe:
a magia do pequenino
entre o sussurro das folhas
cheiro de terra chovida
o mundo cabe inteiro
no riso da lua
que dorme na roça.
Crs Ribeiro
#Desafio 41
*Vingança*
Não guardo mágoas,
Nem nego perdão.
(Mesmo a quem
não me pede).
Sou contra retaliação!
Prefiro viver bem,
De alma leve,
Sem guardar rancor
(Mesmo que pese),
Ainda assim, escolho
Viver o amor,
Não a dor.
Me doo no
que eu possuo.
Cada um dará
O que tem
Também para dar.
Que eu reflita
Minha alma leve
E viva de
Leveza a vida,
Mesmo que atingida
Por gente sofrida,
Que escolheu desamar.
Protegerei minha aura
Do lixo astral,
Que não vivo.
Serei escolha diária,
De não conviver
Com a magoa,
De quem não
Sabe ser amigo.
Serei a única
Vingança que acredito:
— Viverei minha vida
O melhor possível.
“A melhor vingança,
É viver bem!”
Nisso eu acredito.
MarU
*Dedico a minha amiga Lídi, de @calorliterario_ que sofreu recentemente uma injustiça. 凉❤️啕輸 Te amo, amiga!
*Vingança*
Não guardo mágoas,
Nem nego perdão.
(Mesmo a quem
não me pede).
Sou contra retaliação!
Prefiro viver bem,
De alma leve,
Sem guardar rancor
(Mesmo que pese),
Ainda assim, escolho
Viver o amor,
Não a dor.
Me doo no
que eu possuo.
Cada um dará
O que tem
Também para dar.
Que eu reflita
Minha alma leve
E viva de
Leveza a vida,
Mesmo que atingida
Por gente sofrida,
Que escolheu desamar.
Protegerei minha aura
Do lixo astral,
Que não vivo.
Serei escolha diária,
De não conviver
Com a magoa,
De quem não
Sabe ser amigo.
Serei a única
Vingança que acredito:
— Viverei minha vida
O melhor possível.
“A melhor vingança,
É viver bem!”
Nisso eu acredito.
MarU
*Dedico a minha amiga Lídi, de @calorliterario_ que sofreu recentemente uma injustiça. 凉❤️啕輸 Te amo, amiga!
#Desafio 039
“Arrozinho, tempero de poesia” é uma crônica que transborda nostalgia. Em meio ao cotidiano de uma infância no interior, surge a figura de um andarilho, cuja fome vai além do alimento, ele se nutre de histórias, de poemas, de memórias que desafiam o tempo. Entre o tilintar de uma marmita e versos declamados ao vento, um vínculo improvável nasce, revelando dores silenciosas, amores perdidos e a poesia que resiste à dureza da vida. Uma história sobre o poder das palavras e dos encontros que nunca esquecemos.
“Arrozinho, tempero de poesia” é uma crônica que transborda nostalgia. Em meio ao cotidiano de uma infância no interior, surge a figura de um andarilho, cuja fome vai além do alimento, ele se nutre de histórias, de poemas, de memórias que desafiam o tempo. Entre o tilintar de uma marmita e versos declamados ao vento, um vínculo improvável nasce, revelando dores silenciosas, amores perdidos e a poesia que resiste à dureza da vida. Uma história sobre o poder das palavras e dos encontros que nunca esquecemos.
Escuridão
Escuridão da noite, diga pra mim, que segredos suas sombras guardam? Que pragas ou bênçãos elas escondem?
Quantos pavores já viram? Quantos gritos presenciaram? Quantos foram os berros que não foram ouvidos?
Escuridão da Noite, que males tu escondes? Quantos choros ouviste? Quantas almas solitárias já levaste?
Escuridão da Noite, sua companhia é a solidão! Seu melhor amigo é a perdição! As almas perdidas junto de ti morrerão!
Sombras das trevas, pedaços da imensidão! Partes da noite, pertencem à escuridão! Formas noturnas, monstros e aberrações! Pragas do escuro, bestas ferozes, olhos brilhantes nos fitam na escuridão!
Ó Poderosa escuridão, vez conforta, vez nos mata, silencia o coração! Vez acalma, vez nos corta, turbilhão incontrolado! Vez vigia e aprecia nossa dor na solidão!
Tudo vê, Tudo é, e tudo pode ser! Mas nada faz, pois o que esconde é dor demais para se ver!
Vives dentro e vives fora, já conhece todos nós! Os demônios tu escondes, os nossos e os do mundo afora!
És tu, escuridão, no fim tudo o que resta! Perder-me em sua selva é tudo o que mais temo! Por isso, peço à Luz que chegue sem demora! Chegue logo, e mande embora a escuridão que nos cerca!
Escuridão da noite, diga pra mim, que segredos suas sombras guardam? Que pragas ou bênçãos elas escondem?
Quantos pavores já viram? Quantos gritos presenciaram? Quantos foram os berros que não foram ouvidos?
Escuridão da Noite, que males tu escondes? Quantos choros ouviste? Quantas almas solitárias já levaste?
Escuridão da Noite, sua companhia é a solidão! Seu melhor amigo é a perdição! As almas perdidas junto de ti morrerão!
Sombras das trevas, pedaços da imensidão! Partes da noite, pertencem à escuridão! Formas noturnas, monstros e aberrações! Pragas do escuro, bestas ferozes, olhos brilhantes nos fitam na escuridão!
Ó Poderosa escuridão, vez conforta, vez nos mata, silencia o coração! Vez acalma, vez nos corta, turbilhão incontrolado! Vez vigia e aprecia nossa dor na solidão!
Tudo vê, Tudo é, e tudo pode ser! Mas nada faz, pois o que esconde é dor demais para se ver!
Vives dentro e vives fora, já conhece todos nós! Os demônios tu escondes, os nossos e os do mundo afora!
És tu, escuridão, no fim tudo o que resta! Perder-me em sua selva é tudo o que mais temo! Por isso, peço à Luz que chegue sem demora! Chegue logo, e mande embora a escuridão que nos cerca!
*Yggdrasil*
Calço-me
na solidez de pedras
sábias e pacientes,
de tanto doarem-se
às inconstâncias das águas;
Nutro-me
de vontades e incertezas,
por cujas trilhas
que cortam as brumas
meus sonhos sempre conduzem.
Cresço
expandindo meus troncos.
Morro
alguns ramos por vez...
Mas a cada manhã
ensolarada
em cada reinício
de jornada
sigo
copa-plural e raiz-sozinho
serpente, galhos e corvos
ao novo dia
de muitas
alvoradas.
Alberto Busquets.
#Desafio 040
Calço-me
na solidez de pedras
sábias e pacientes,
de tanto doarem-se
às inconstâncias das águas;
Nutro-me
de vontades e incertezas,
por cujas trilhas
que cortam as brumas
meus sonhos sempre conduzem.
Cresço
expandindo meus troncos.
Morro
alguns ramos por vez...
Mas a cada manhã
ensolarada
em cada reinício
de jornada
sigo
copa-plural e raiz-sozinho
serpente, galhos e corvos
ao novo dia
de muitas
alvoradas.
Alberto Busquets.
#Desafio 040
@eliz_leao e @MarU vão inaugurar a nossa linha infantil, o Literuninho com publicações de livros físicos e digitais.