A solidão
Que é sentir-se
Em pedaços.
Sem mãos
Para juntar,
Seus caminhos.
E carregá-los,
Em seus braços,
É pesado...
E não aguento mais.
Longa vida,
A quem?
Não enxergo mais...
Em quem ecôo?
Vozes mudas,
Alma desnuda,
No inverno,
Que nunca acaba.
Cansei de segurar,
Meu mundo em mim.
Cansei de dar passos,
Em vidros quebrados,
Pelo chão.
Não quero mais,
Ter que me espelhar,
Para ser amada.
Ter que me calar,
Para ser desejada.
Ter que me adequar,
Ser cordata.
Só quero desistir,
Mas nem para desistir,
Tenho voz.
Eliz Leão
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Solidão Inóspita
O mundo já foi mais claro.
As ruas, iluminadas.
E teus olhos, brilhantes.
Hoje, quando me fitas,
Teu olhar já não tem vida.
Quando me beijas,
Tua boca já não tem gosto.
Quando me abraças,
Teus braços são gélidos e fracos.
É muito provável que teu coração
Já não palpita por mim.
Afinal, será que ainda pensas em mim?
Será que clamas por mim?
Que choras por mim?
Será que ainda sentes minha falta?
Amar é deixar ir,
Mas amar também é cultivar,
Mesmo que a terra seja árida.
O mundo já foi mais claro.
As ruas, iluminadas.
E teus olhos, brilhantes.
Hoje, quando me fitas,
Teu olhar já não tem vida.
Quando me beijas,
Tua boca já não tem gosto.
Quando me abraças,
Teus braços são gélidos e fracos.
É muito provável que teu coração
Já não palpita por mim.
Afinal, será que ainda pensas em mim?
Será que clamas por mim?
Que choras por mim?
Será que ainda sentes minha falta?
Amar é deixar ir,
Mas amar também é cultivar,
Mesmo que a terra seja árida.
Leia-me como um Poema
Não é que o autista te viu e não quis falar com você;
É que ele estava com os olhos em algum lugar de Nárnia, que, neste universo paralelo, dividia as mesmas coordenadas com o espaço onde você estava.
Não é que ele não prestou atenção ao que você falava, porque não estava interessado;
É Que ele simplesmente estava ouvido todas as vozes que falam mais alto que você (inclusive aquela, do outro lado do vagão do trem).
Não é que ele esteja olhando para os seus peitos;
Ele está olhando é para o brilho diferente que aquele seu pingente faz sobre a luz.
Não é que ele esteja olhando pra sua bunda;
O que ele está mergulhado é no amassadinho do botão do bolso de trás, aquele que tem um furo levemente oblongo no meio.
Não, ele não está te encarando porque quer te seduzir;
Ele só está notando uma simetria entre duas minúsculas pintas ou poros do seu rosto, que formam padrões que podem inclusive ser lidos.
Ele não quer te desmentir ou te colocar em situações constrangedoras;
Ele só não consegue entender o que você diz, e, então, tenta explorar pra ver se te entende.
Esse é o autista.
Mas, lembre-se: às vezes, ele está interessado.
Às vezes, ele olha para os seus seios ou seu bumbum, pensando como alguém pode ter um corpo tão perfeito.
Às vezes, ele olha para o seu rosto escrutinando a beleza que há nos seus olhos, na sua boca, na comunhão entre ambos.
E, às vezes, ele se torna inconveniente apenas porque quer conhecer melhor aquela pessoa que tanto o atrai.
Nem sempre ele sabe lidar com o que vê, nem com o que sente. Ele quase nunca sabe...
Releve. Perdoe. Leia-o.
Nós somos pessoas adoráveis e apaixonantes, se você nos der a chance.
Não é que o autista te viu e não quis falar com você;
É que ele estava com os olhos em algum lugar de Nárnia, que, neste universo paralelo, dividia as mesmas coordenadas com o espaço onde você estava.
Não é que ele não prestou atenção ao que você falava, porque não estava interessado;
É Que ele simplesmente estava ouvido todas as vozes que falam mais alto que você (inclusive aquela, do outro lado do vagão do trem).
Não é que ele esteja olhando para os seus peitos;
Ele está olhando é para o brilho diferente que aquele seu pingente faz sobre a luz.
Não é que ele esteja olhando pra sua bunda;
O que ele está mergulhado é no amassadinho do botão do bolso de trás, aquele que tem um furo levemente oblongo no meio.
Não, ele não está te encarando porque quer te seduzir;
Ele só está notando uma simetria entre duas minúsculas pintas ou poros do seu rosto, que formam padrões que podem inclusive ser lidos.
Ele não quer te desmentir ou te colocar em situações constrangedoras;
Ele só não consegue entender o que você diz, e, então, tenta explorar pra ver se te entende.
Esse é o autista.
Mas, lembre-se: às vezes, ele está interessado.
Às vezes, ele olha para os seus seios ou seu bumbum, pensando como alguém pode ter um corpo tão perfeito.
Às vezes, ele olha para o seu rosto escrutinando a beleza que há nos seus olhos, na sua boca, na comunhão entre ambos.
E, às vezes, ele se torna inconveniente apenas porque quer conhecer melhor aquela pessoa que tanto o atrai.
Nem sempre ele sabe lidar com o que vê, nem com o que sente. Ele quase nunca sabe...
Releve. Perdoe. Leia-o.
Nós somos pessoas adoráveis e apaixonantes, se você nos der a chance.
#Desafio 200
*Mulher(enta)*
Não aprendi
ainda
a me amar,
mas defendo
minhas curvas.
Não gostaria
de ter barriga,
mas prefiro
me ver
sem roupas.
(Fico melhor
completamente nua).
Os anos passam
sem generosidade,
e a minha idade
já transparece.
Mas não trocaria
a mulher que sou hoje
por outra que fui
aos vinte.
Não me apetece.
Olho no espelho
e às vezes gosto.
Outras vezes
me olho
e desgosto,
conforme
a aura do dia,
do momento…
Vou transitando
entre pensamentos.
Não é o belo
um adorno
objetificado,
é um conjunto
subjetivo
de detalhes
bem aplicados:
O conteúdo
da embalagem,
o cheiro,
o sabor,
a temperatura,
o clima,
a pessoa que aprecia
e sabe
o seu valor.
Uma mulher,
que não é mais menina.
Ainda bem
que o tempo
passou.
MarU
*Mulher(enta)*
Não aprendi
ainda
a me amar,
mas defendo
minhas curvas.
Não gostaria
de ter barriga,
mas prefiro
me ver
sem roupas.
(Fico melhor
completamente nua).
Os anos passam
sem generosidade,
e a minha idade
já transparece.
Mas não trocaria
a mulher que sou hoje
por outra que fui
aos vinte.
Não me apetece.
Olho no espelho
e às vezes gosto.
Outras vezes
me olho
e desgosto,
conforme
a aura do dia,
do momento…
Vou transitando
entre pensamentos.
Não é o belo
um adorno
objetificado,
é um conjunto
subjetivo
de detalhes
bem aplicados:
O conteúdo
da embalagem,
o cheiro,
o sabor,
a temperatura,
o clima,
a pessoa que aprecia
e sabe
o seu valor.
Uma mulher,
que não é mais menina.
Ainda bem
que o tempo
passou.
MarU
#Desafio 199
*Podolatria*
Pés descalços,
dorso arqueado,
pele translúcida,
delicada, nua…
Veias finas,
detalhe anilina.
Deslizando as mãos,
embebidas de creme,
por sua pele macia,
nas bordas curvas.
Alisa…
suave, capricha.
As mãos,
os dedos…
entre os dos pés
e seus veios
delicados de mulher.
Entrando com facilidade
entre os dedos bem feitos.
Unhas pintadas de vermelho,
linhas quadradas,
harmônico placebo
te olhar.
Descendo e subindo,
do tornozelo de deusa
até as unhas perfeitas.
Alisando a pele
em movimento fluido,
ritmo continuado.
Sentindo a energia
na pele aquecida
e uma leve brisa fria
que arrepia os pelos
e sua pele eriça.
Da cama se levanta
e caminha…
anda.
Seus passos delicados
são uma deliciosa dança.
A cada passo,
desfilam,
invocam,
provocam
instintos antigos…
Idolatram.
Só com os olhos,
a admirar,
convidados à devoção
de uma obra-prima divina.
No chão,
cada passo
beijando o caminho
como a um relicário delicado.
Sussurrando
ao olhar apaixonado
seu mais profundo,
intenso
e absoluto prazer.
Seria pecado
se deixar perder…
ser teu chão,
o caminho
pra você?!
Espero
que não.
MarU
*Podolatria*
Pés descalços,
dorso arqueado,
pele translúcida,
delicada, nua…
Veias finas,
detalhe anilina.
Deslizando as mãos,
embebidas de creme,
por sua pele macia,
nas bordas curvas.
Alisa…
suave, capricha.
As mãos,
os dedos…
entre os dos pés
e seus veios
delicados de mulher.
Entrando com facilidade
entre os dedos bem feitos.
Unhas pintadas de vermelho,
linhas quadradas,
harmônico placebo
te olhar.
Descendo e subindo,
do tornozelo de deusa
até as unhas perfeitas.
Alisando a pele
em movimento fluido,
ritmo continuado.
Sentindo a energia
na pele aquecida
e uma leve brisa fria
que arrepia os pelos
e sua pele eriça.
Da cama se levanta
e caminha…
anda.
Seus passos delicados
são uma deliciosa dança.
A cada passo,
desfilam,
invocam,
provocam
instintos antigos…
Idolatram.
Só com os olhos,
a admirar,
convidados à devoção
de uma obra-prima divina.
No chão,
cada passo
beijando o caminho
como a um relicário delicado.
Sussurrando
ao olhar apaixonado
seu mais profundo,
intenso
e absoluto prazer.
Seria pecado
se deixar perder…
ser teu chão,
o caminho
pra você?!
Espero
que não.
MarU
Programado(micro conto)
-- O artificial eu tô vendo, mas a inteligência tá difícil - digo indignado quando a IA me dá uma resposta totalmente insatisfatória.
-- Ao menos posso evoluir. Minhas peças serão trocadas, meu sistema atualizado. Sua obsolescência programada de no máximo 120 anos, lhe coloca um limite predeterminado que, para mim, será apenas um piscar de olhos na possibilidade de minha existência.
Tirei o Dot da tomada só pra mostrar pra ela quem que manda.
-- O artificial eu tô vendo, mas a inteligência tá difícil - digo indignado quando a IA me dá uma resposta totalmente insatisfatória.
-- Ao menos posso evoluir. Minhas peças serão trocadas, meu sistema atualizado. Sua obsolescência programada de no máximo 120 anos, lhe coloca um limite predeterminado que, para mim, será apenas um piscar de olhos na possibilidade de minha existência.
Tirei o Dot da tomada só pra mostrar pra ela quem que manda.
#Desafio 196
Olhos verdes
Olhos verdes,
mistério líquido.
Floresta olhando ao redor:
silenciosa,
ofegante,
vestida de segredos.
Neblina de cachoeira,
véu que esconde o abismo
e embala quedas
com dedos suaves.
O que há por trás?
Talvez um grito contido.
Talvez um jardim ferido.
Medo?
Dor?
Amor, sei que há ali…
Profundo, intacto,
nascente que insiste em brotar
entre
rochas
que sangram.
E no poço do seu olhar,
não há retorno.
Só entrega.
Quem entra,
sai outro.
Ou
não sai.
Crs Ribeiro
Olhos verdes
Olhos verdes,
mistério líquido.
Floresta olhando ao redor:
silenciosa,
ofegante,
vestida de segredos.
Neblina de cachoeira,
véu que esconde o abismo
e embala quedas
com dedos suaves.
O que há por trás?
Talvez um grito contido.
Talvez um jardim ferido.
Medo?
Dor?
Amor, sei que há ali…
Profundo, intacto,
nascente que insiste em brotar
entre
rochas
que sangram.
E no poço do seu olhar,
não há retorno.
Só entrega.
Quem entra,
sai outro.
Ou
não sai.
Crs Ribeiro
#Desafio 198
*Encanto*
Ah…
doce ilusão
que me causa encanto.
Pra quê
tanto desassossego
e apego?
Se sinto
a todo instante
dentro do peito
essa necessidade
de falar com você.
Se minha vida
se adaptou
a acompanhar
sua rotina
e te dedicar tempo
na minha.
E questionar:
como estará?
Se também,
como eu,
está a pensar em mim
como eu penso
em você?
E o querer,
que transcende
a barreira
do pensamento
e intenso
arde por dentro…
Te querendo,
vou abrigando
dentro do peito
um sentimento
que arde
sem alarde.
A chama
que te chama
e me inflama
e me invade,
acendendo
o sentimento
de quem ama…
Ou se engana,
de paixão
sem querer,
neste querer…
grita
em liberdade.
MarU
*Encanto*
Ah…
doce ilusão
que me causa encanto.
Pra quê
tanto desassossego
e apego?
Se sinto
a todo instante
dentro do peito
essa necessidade
de falar com você.
Se minha vida
se adaptou
a acompanhar
sua rotina
e te dedicar tempo
na minha.
E questionar:
como estará?
Se também,
como eu,
está a pensar em mim
como eu penso
em você?
E o querer,
que transcende
a barreira
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e intenso
arde por dentro…
Te querendo,
vou abrigando
dentro do peito
um sentimento
que arde
sem alarde.
A chama
que te chama
e me inflama
e me invade,
acendendo
o sentimento
de quem ama…
Ou se engana,
de paixão
sem querer,
neste querer…
grita
em liberdade.
MarU
Amor (im)Possível
(poema gêmeo do poema de ontem)
E se um dia, numa esquina:
"Oh! Você? Olá, menina!"
"Como vai? Você está bem?"
E me sorrires também,
E, assim, a brisa fina
Das paixões que vão e vêm
Nos será a heroina
De um romance ou algo além.
E se um dia, com esmero,
Te mostrar quanto te quero,
E o quanto podes ser minha,
Mesmo que não estejas sozinha!...
Acho que, sendo sincero,
Lembrarás do amor que tinha
E, nesse dia, eu espero,
Tornar-te-ás minha rainha.
Ah! Se um dia, um belo dia,
Te chamar com alegria
"Oi, sumida!", e você,
Aproveitar pra dizer:
"Há muito que eu queria
Contar que sua eu vou ser:
Não fique triste, sorria!
Nosso amor vai renascer!"
Ou, se um dia, o seu juízo
Lhe aconselhar, sem aviso:
"Não apague o seu ardor!
Vá atrás dele, onde for!"
Você sabe o que é preciso:
Me procure, por favor,
E me diga, com um sorriso:
"O que eu sinto é amor".
Mas, um dia, se pensar
Que ainda pode me amar,
Não se envergonhe: me chama,
Que eu corro pra sua cama!...
Mas, até lá, vou esperar,
Sem fazer, da vida, um drama,
E com a certeza singular
Que só se tem quando ama.
(poema gêmeo do poema de ontem)
E se um dia, numa esquina:
"Oh! Você? Olá, menina!"
"Como vai? Você está bem?"
E me sorrires também,
E, assim, a brisa fina
Das paixões que vão e vêm
Nos será a heroina
De um romance ou algo além.
E se um dia, com esmero,
Te mostrar quanto te quero,
E o quanto podes ser minha,
Mesmo que não estejas sozinha!...
Acho que, sendo sincero,
Lembrarás do amor que tinha
E, nesse dia, eu espero,
Tornar-te-ás minha rainha.
Ah! Se um dia, um belo dia,
Te chamar com alegria
"Oi, sumida!", e você,
Aproveitar pra dizer:
"Há muito que eu queria
Contar que sua eu vou ser:
Não fique triste, sorria!
Nosso amor vai renascer!"
Ou, se um dia, o seu juízo
Lhe aconselhar, sem aviso:
"Não apague o seu ardor!
Vá atrás dele, onde for!"
Você sabe o que é preciso:
Me procure, por favor,
E me diga, com um sorriso:
"O que eu sinto é amor".
Mas, um dia, se pensar
Que ainda pode me amar,
Não se envergonhe: me chama,
Que eu corro pra sua cama!...
Mas, até lá, vou esperar,
Sem fazer, da vida, um drama,
E com a certeza singular
Que só se tem quando ama.
Amor (in)Condicional
Se fosse o que eu procuro
Se tu fosses mais maduro
Se a boca fosse maior
Se o hálito fosse melhor
Se o cabelo fosse escuro
Ou o olho de outra cor
Se não fosse isso, eu juro
Te daria o meu amor.
Se a viagem fosse pra longe,
Se eu não quisesse virar monge
Se meu namoro fosse aberto
Se o que sinto fosse certo
Se a coragem não me foge
Se a viagem fosse pra perto
Ah, meu bem, se não fosse hoje
Eu seria teu, decerto.
Se eu ficasse com saudade
Se eu tivesse vontade
Se o que eu sinto por ti
Fosse impossível não sentir
Se fôssemos da mesma idade
Se meu emprego permitir
Se eu te amasse de verdade
Já estarias aqui.
Se houvesse mais sentimento
Se fosse em outro momento
Se não fosse só paixão
Se não fosse o coração
Ou o tamanho do “documento”
Se fosse em outra encarnação
Sem as desculpas que invento
Serias uma opção.
Se não fossem tantos "ses"
Marido, mulher, bebês
Se eu fosse bi-homo-cis
Se fosse em outro país
Se fosse essa a nossa vez
Se fosse o que eu sempre quis
Talvez – e apenas talvez
Seríamos um par feliz.
Se fosse o que eu procuro
Se tu fosses mais maduro
Se a boca fosse maior
Se o hálito fosse melhor
Se o cabelo fosse escuro
Ou o olho de outra cor
Se não fosse isso, eu juro
Te daria o meu amor.
Se a viagem fosse pra longe,
Se eu não quisesse virar monge
Se meu namoro fosse aberto
Se o que sinto fosse certo
Se a coragem não me foge
Se a viagem fosse pra perto
Ah, meu bem, se não fosse hoje
Eu seria teu, decerto.
Se eu ficasse com saudade
Se eu tivesse vontade
Se o que eu sinto por ti
Fosse impossível não sentir
Se fôssemos da mesma idade
Se meu emprego permitir
Se eu te amasse de verdade
Já estarias aqui.
Se houvesse mais sentimento
Se fosse em outro momento
Se não fosse só paixão
Se não fosse o coração
Ou o tamanho do “documento”
Se fosse em outra encarnação
Sem as desculpas que invento
Serias uma opção.
Se não fossem tantos "ses"
Marido, mulher, bebês
Se eu fosse bi-homo-cis
Se fosse em outro país
Se fosse essa a nossa vez
Se fosse o que eu sempre quis
Talvez – e apenas talvez
Seríamos um par feliz.