#Desafio 167
*Nos Meus Olhos*
Se olhasse nos meus olhos,
veria íris que se movem,
pupilas negras
e uma pinta.
Olhos grandes,
com sua imagem refletida.
Se olhasse nos meus olhos,
talvez leria minha mente!
Adentraria minha alma
olhar adentro.
O olhar revela,
não mente.
Se olhasse nos meus olhos
e, em verdes douros, se perdesse,
ali encontraria seu norte,
sua sorte:
viver o mundo,
em meu olhar,
pra sempre…
dentro de mim,
eternamente.
MarU
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Eliz Leão
Você não precisa me amar todos os dias.
Nem sorrir sempre que me vir.
Pode chegar com o rosto cansado, os ombros pesando o mundo, e o silêncio atravessando os olhos.
Eu vou estar aqui.
Se disser que está com fome, eu cozinho - ou peço, ou invento, mas alimento.
Se sentir frio, eu cubro. Com coberta ou com meu corpo.
Se doer, eu curo. Com remédio, com mão, com afeto.
Se o mundo te engolir, eu sou o lugar onde você pode reaprender a respirar.
Não importa se quiser falar por horas ou se só precisar de alguém quieto ao lado.
Eu te escuto. Eu te entendo até quando você não diz nada.
Se tudo que restar for o cansaço, deita no meu colo.
Eu te faço carinho no cabelo até adormecer o desassossego.
Quer fazer amor? Eu sou tua.
Quer só deitar e esquecer que existe dor? Eu sou teu abrigo.
Não precisa pedir - meu instinto é cuidar.
Meu amor é colo que não exige nada além da verdade.
Porque eu não amo pela metade.
Eu amo com as duas mãos estendidas.
Com o peito aberto, com o tempo disponível, com o toque que consola e com o olhar que diz:
“Pode ficar. Aqui, você é inteiro. Aqui, você pode ser você.”
Nem sorrir sempre que me vir.
Pode chegar com o rosto cansado, os ombros pesando o mundo, e o silêncio atravessando os olhos.
Eu vou estar aqui.
Se disser que está com fome, eu cozinho - ou peço, ou invento, mas alimento.
Se sentir frio, eu cubro. Com coberta ou com meu corpo.
Se doer, eu curo. Com remédio, com mão, com afeto.
Se o mundo te engolir, eu sou o lugar onde você pode reaprender a respirar.
Não importa se quiser falar por horas ou se só precisar de alguém quieto ao lado.
Eu te escuto. Eu te entendo até quando você não diz nada.
Se tudo que restar for o cansaço, deita no meu colo.
Eu te faço carinho no cabelo até adormecer o desassossego.
Quer fazer amor? Eu sou tua.
Quer só deitar e esquecer que existe dor? Eu sou teu abrigo.
Não precisa pedir - meu instinto é cuidar.
Meu amor é colo que não exige nada além da verdade.
Porque eu não amo pela metade.
Eu amo com as duas mãos estendidas.
Com o peito aberto, com o tempo disponível, com o toque que consola e com o olhar que diz:
“Pode ficar. Aqui, você é inteiro. Aqui, você pode ser você.”
##Desafio 172
*Arkhaggelos (Αρχάγγελος)*
Arcanjo áptero,
Arkhaggelos (Αρχάγγελος),
predecessor do amor,
aqui na Terra,
na minha vida.
Luz que me cerca,
me deixou.
Abalou meus alicerces.
Fui esmagada
por um paquiderme.
Arrastou-me para o inferno.
Kólase (κόλαση).
Não quero!
Serei espectro, assombração.
Quimera do que fui.
Chímaira (χίμαιρα),
arrastando-me por lápides,
recolhendo fragmentos,
antigas memórias.
Partes por partes,
refazendo meu coração.
Deusa Hefesta,
théa (θεά),
forjando no fogo
as dores que me restam.
Refarei-me de novo
no magma, ferro e forno,
até a minha ascensão:
áfxisi (αύξηση).
MarU
*Arkhaggelos (Αρχάγγελος)*
Arcanjo áptero,
Arkhaggelos (Αρχάγγελος),
predecessor do amor,
aqui na Terra,
na minha vida.
Luz que me cerca,
me deixou.
Abalou meus alicerces.
Fui esmagada
por um paquiderme.
Arrastou-me para o inferno.
Kólase (κόλαση).
Não quero!
Serei espectro, assombração.
Quimera do que fui.
Chímaira (χίμαιρα),
arrastando-me por lápides,
recolhendo fragmentos,
antigas memórias.
Partes por partes,
refazendo meu coração.
Deusa Hefesta,
théa (θεά),
forjando no fogo
as dores que me restam.
Refarei-me de novo
no magma, ferro e forno,
até a minha ascensão:
áfxisi (αύξηση).
MarU
#Desafio 174
*Degustação*
Meu amor,
não há pra mim
outro que eu possa
a ti comparar.
Nosso amor é único.
A ti me entreguei,
não há dilema.
Nosso amor é um poema.
A dor que toca o coração:
ciúmes, mágoas,
sentimento de intrusão…
São obstáculos
para o sentimento de fato.
Mas o que é o amor,
se não uma mistura
de sabores variados?
Às vezes doces,
às vezes amargos,
azedos, salgados,
ardentes, ácidos…
quentes ou gelados.
O amor de verdade
se apresenta em vários pratos.
E degusta-se, não sacia.
Se aprecia,
a paladares aguçados.
MarU
*Degustação*
Meu amor,
não há pra mim
outro que eu possa
a ti comparar.
Nosso amor é único.
A ti me entreguei,
não há dilema.
Nosso amor é um poema.
A dor que toca o coração:
ciúmes, mágoas,
sentimento de intrusão…
São obstáculos
para o sentimento de fato.
Mas o que é o amor,
se não uma mistura
de sabores variados?
Às vezes doces,
às vezes amargos,
azedos, salgados,
ardentes, ácidos…
quentes ou gelados.
O amor de verdade
se apresenta em vários pratos.
E degusta-se, não sacia.
Se aprecia,
a paladares aguçados.
MarU
Arde, pulsa,
Teu cerne em minha carne,
Esmiúça, o forno.
Ascendente, crescente.
Impulsa, entre minha coxas,
Úmidas.
A labareda, que alimenta,
Desde o início do dia.
E crepitando, escapa entre
Os lábios,
Os da boca e os do sexo.
Latejam, anseiam,
Teu falo.
Ébria de desejo,
Dispo, todas as coisas,
Que me tornam
Aparte, de ti.
E fluo, deliciosamente
Meus pensamentos,
Cativos do teu gozo,
Que acompanha o meu.
Meu sexo banha o teu.
Eliz Leão
Teu cerne em minha carne,
Esmiúça, o forno.
Ascendente, crescente.
Impulsa, entre minha coxas,
Úmidas.
A labareda, que alimenta,
Desde o início do dia.
E crepitando, escapa entre
Os lábios,
Os da boca e os do sexo.
Latejam, anseiam,
Teu falo.
Ébria de desejo,
Dispo, todas as coisas,
Que me tornam
Aparte, de ti.
E fluo, deliciosamente
Meus pensamentos,
Cativos do teu gozo,
Que acompanha o meu.
Meu sexo banha o teu.
Eliz Leão
Vim da água
como todos os vivos
senti o gosto da terra
como todos os mortos
ardi no fogo
como todas as paixões
me perdi pelo ar
como quem um dia
ousou amar
Edu Liguori
como todos os vivos
senti o gosto da terra
como todos os mortos
ardi no fogo
como todas as paixões
me perdi pelo ar
como quem um dia
ousou amar
Edu Liguori
O carinho, o respiro.
O beijo …
A intenção que se sente no olhar,
nos conhecemos muito bem…
a conexão que se firma no silêncio.
Nem tudo precisa de sexo.
Mas tudo pede cumplicidade.
É o toque leve que diz “tô aqui”.
O abraço que acolhe sem motivo.
A conversa boba que vira refúgio.
Intimidade…
Porque mais bonito do que o desejo,
é a vontade de estar.
De dividir o tempo,
de compartilhar o riso,
de respeitar o espaço,
e ainda assim querer ficar.
Isso, sim, é amor em estado de cuidado.
❤️
O beijo …
A intenção que se sente no olhar,
nos conhecemos muito bem…
a conexão que se firma no silêncio.
Nem tudo precisa de sexo.
Mas tudo pede cumplicidade.
É o toque leve que diz “tô aqui”.
O abraço que acolhe sem motivo.
A conversa boba que vira refúgio.
Intimidade…
Porque mais bonito do que o desejo,
é a vontade de estar.
De dividir o tempo,
de compartilhar o riso,
de respeitar o espaço,
e ainda assim querer ficar.
Isso, sim, é amor em estado de cuidado.
❤️
#Desafio 159
*Às vistas*
Olhares são portais
para dentro,
carregam mensagens
de intento
que palavras foram
incapazes de falar.
Te ver…
Ler sua alma intuitiva,
adentrar sua íris íntima,
observar com perícia
a mensagem implícita
que seu olhar vem relatar.
Falar com olhares
o que na alma invade,
o que por dentro arde,
olhando e contendo
o incêndio que se alastra
em nossos pensamentos…
Quando penso,
e não me atrevo,
meus olhos revelam
meus segredos.
E sem saída,
me percebo
sendo vista.
Para manter
meu segredo,
desvio o olhar de você.
Fujo de te encarar
pois olhando me encurrala,
sinto-me arder o peito,
hipnotizada.
Palavra a palavra
não dita, mas vista.
Sentida vívida,
com pupila expandida,
sentimento que dilata
em silêncio…
por trás dos óculos…
vistas a dentro.
MarU
*Às vistas*
Olhares são portais
para dentro,
carregam mensagens
de intento
que palavras foram
incapazes de falar.
Te ver…
Ler sua alma intuitiva,
adentrar sua íris íntima,
observar com perícia
a mensagem implícita
que seu olhar vem relatar.
Falar com olhares
o que na alma invade,
o que por dentro arde,
olhando e contendo
o incêndio que se alastra
em nossos pensamentos…
Quando penso,
e não me atrevo,
meus olhos revelam
meus segredos.
E sem saída,
me percebo
sendo vista.
Para manter
meu segredo,
desvio o olhar de você.
Fujo de te encarar
pois olhando me encurrala,
sinto-me arder o peito,
hipnotizada.
Palavra a palavra
não dita, mas vista.
Sentida vívida,
com pupila expandida,
sentimento que dilata
em silêncio…
por trás dos óculos…
vistas a dentro.
MarU
O poema
A caneta desliza no papel, mas arranha.
Deixa nele um rastro de sujeira.
Insinua, rasga, roça, mela e assanha,
Umedece e preenche a folha inteira.
E a folha, desfolhada em poesia,
Oferece seu espaço alvo e macio;
A caneta, a desfilar em acrobacia
Sobre o branco inocente e vazio.
A caneta - mastro rijo e cuidadoso,
Deita à folha os mais belos devaneios,
A pintar a celulose com saboroso
traço de amor e sonhos, sem rodeios.
Mas a folha, já desvirginada em versos,
'Inda anseia por um desfecho sutil:
Um soneto, que desbrave os universos
Que ela própria jamais ousou nem sentiu.
A caneta é um bastão que faz carinho
na suavidade íntima e sem cor
de uma folha que recebe em seu caminho
Fino traço, a colorir o amor.
A caneta desliza no papel, mas arranha.
Deixa nele um rastro de sujeira.
Insinua, rasga, roça, mela e assanha,
Umedece e preenche a folha inteira.
E a folha, desfolhada em poesia,
Oferece seu espaço alvo e macio;
A caneta, a desfilar em acrobacia
Sobre o branco inocente e vazio.
A caneta - mastro rijo e cuidadoso,
Deita à folha os mais belos devaneios,
A pintar a celulose com saboroso
traço de amor e sonhos, sem rodeios.
Mas a folha, já desvirginada em versos,
'Inda anseia por um desfecho sutil:
Um soneto, que desbrave os universos
Que ela própria jamais ousou nem sentiu.
A caneta é um bastão que faz carinho
na suavidade íntima e sem cor
de uma folha que recebe em seu caminho
Fino traço, a colorir o amor.
拉