A sala era um universo próprio. Luzes suaves dançavam pelas paredes, como estrelas tímidas perdidas em uma galáxia de sombras. O ar carregava uma vibração quase elétrica, pulsando em sincronia com os corações ali presentes.
Ela estava sentada no chão, os joelhos dobrados, o vestido leve repousando ao redor como a ondulação serena de um lago. Ele estava de pé, próximo demais para que a distância fosse confortável, mas longe o suficiente para que o toque fosse apenas um pensamento.
- Não se aproxime. - ela disse, a voz mal sussurrando. - Ou você quebrará o feitiço.
Ele sorriu, mas seus olhos escureceram, como se as palavras dela fossem o próprio feitiço.
- E se eu não quiser que ele continue inteiro?
Ela desviou o olhar, mas não antes que ele capturasse a chama nos olhos dela — um fogo que parecia consumir tudo ao seu redor. O calor cresceu entre eles, invisível, mas impossível de ignorar.
- Teus lábios - ele disse - parecem feitos de poesia.
Ela riu, mas o som morreu na garganta.
- E os teus são proibidos.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Ele deu um passo à frente, e o chão parecia tremer sob o peso desse movimento.
Ela ergueu a mão, não em defesa, mas em rendição.
- Se você me tocar, a realidade vai ruir.
- E se eu quiser que ela de fato desmorone?
Ele estava próximo agora, o suficiente para que ela sentisse o calor dele, o suficiente para que o perfume dele a envolvesse completamente.
Ela fechou os olhos, permitindo-se um momento de vulnerabilidade.
- Aquieta-te, desejo. - ela murmurou, mas as palavras eram uma mentira suave.
Quando ele finalmente se ajoelhou diante dela, não houve toque. Apenas a promessa disso, um abismo de tensão entre dois mundos que jamais deveriam se cruzar. E ali, naquele instante suspenso, o silêncio tornou-se música e os suspiros, versos.
O impossível permanecia intacto, mas o desejo… O desejo era eterno.
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Tiago Bianchini Fidalgo
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Inspiração Enterna
Pedi meu próprio exemplar na #uiclap para conferir se está tudo certinho com a edição física de O Meu Nome é Legião. Vamos torcer 料 Vou preparar a data do Lançamento e disponibilizar AQUI no #literunico também. Em Junho
Um pouquinho atrasada no #desafio 365/137
Um poema disse:
Que eu te amava,
que você merece
amar e ser amada...
e você, não disse
nada.
#desafio 365/139
Perdido no bloco de notas, que meu amor não leia
Que eu te amava,
que você merece
amar e ser amada...
e você, não disse
nada.
#desafio 365/139
Perdido no bloco de notas, que meu amor não leia
#Desafio 140
*Nunca*
Nunca te fiz promessa alguma.
Nunca fugi os limites da amizade.
Nunca te confidenciei desejos.
Nunca jurei a você meus beijos.
Nunca sonhei com você intimidades.
Nunca disse a você, a verdade.
Nunca escrevi a você um poema.
Nunca pedi a você tal proeza.
Nunca desrespeitei tua história.
Nunca exigi de você uma escolha.
Nunca te contei como me sinto.
Nunca olhei nos teus olhos de abismo.
Nunca abracei o calor dos seus braços.
Nunca chorei no seu peito colado.
Nunca segurei suas mãos frias.
Nunca ouvi sua voz suave e tímida.
Nunca menti pra você em meu sorriso.
Nunca sorri pra você sem compromisso.
Nunca me entreguei a você em delírios.
Nunca desejei ser tocada como nos livros.
Nunca jurei a você fidelidade.
Nunca pedi a você tal liberdade.
Nunca confidenciei a você meus segredos.
Nunca te contei seriamente meus medos.
Nunca te quis só pra mim de verdade.
Nunca misturei o que sinto com realidade.
Nunca te vi, nem você me viu em vida,
e talvez, nunca terei ou darei a você
este prazer nesta vida.
Nunca direi a você toda a verdade…
Mas confesso… que senti
em segredo tudo isso!
E em sonhos, experimentei cada delírio.
Confesso que quis não sofrer o martírio
de nunca poder viver tudo o que sinto…
E minto indiferença, para tentar viver
como se não fizesse diferença…
Tudo que você ainda é e representa…
ao menos em meus sonhos…
mesmo que nunca…
Num outro plano…
Em meus sonhos…
Ao menos pra mim…
O “nunca”
um dia foi,
sim.
MarU
*Nunca*
Nunca te fiz promessa alguma.
Nunca fugi os limites da amizade.
Nunca te confidenciei desejos.
Nunca jurei a você meus beijos.
Nunca sonhei com você intimidades.
Nunca disse a você, a verdade.
Nunca escrevi a você um poema.
Nunca pedi a você tal proeza.
Nunca desrespeitei tua história.
Nunca exigi de você uma escolha.
Nunca te contei como me sinto.
Nunca olhei nos teus olhos de abismo.
Nunca abracei o calor dos seus braços.
Nunca chorei no seu peito colado.
Nunca segurei suas mãos frias.
Nunca ouvi sua voz suave e tímida.
Nunca menti pra você em meu sorriso.
Nunca sorri pra você sem compromisso.
Nunca me entreguei a você em delírios.
Nunca desejei ser tocada como nos livros.
Nunca jurei a você fidelidade.
Nunca pedi a você tal liberdade.
Nunca confidenciei a você meus segredos.
Nunca te contei seriamente meus medos.
Nunca te quis só pra mim de verdade.
Nunca misturei o que sinto com realidade.
Nunca te vi, nem você me viu em vida,
e talvez, nunca terei ou darei a você
este prazer nesta vida.
Nunca direi a você toda a verdade…
Mas confesso… que senti
em segredo tudo isso!
E em sonhos, experimentei cada delírio.
Confesso que quis não sofrer o martírio
de nunca poder viver tudo o que sinto…
E minto indiferença, para tentar viver
como se não fizesse diferença…
Tudo que você ainda é e representa…
ao menos em meus sonhos…
mesmo que nunca…
Num outro plano…
Em meus sonhos…
Ao menos pra mim…
O “nunca”
um dia foi,
sim.
MarU
#Desafio 135
*Delírios*
Vivo perigosamente
entre a realidade
e os delírios da minha mente.
Tenho um coração dividido,
entre o certo
e o indefinido.
Minha mente insana inflama
com uma tertúlia profana.
Em êxtase, me arrepio
ao fantasiar volúpias contigo.
Me alegro
e me desespero,
ao imaginar
o que tanto esmero.
Meu sangue…
meu corpo…
minha alma te clama,
com o coração em chamas…
Te quero!
MarU
*Delírios*
Vivo perigosamente
entre a realidade
e os delírios da minha mente.
Tenho um coração dividido,
entre o certo
e o indefinido.
Minha mente insana inflama
com uma tertúlia profana.
Em êxtase, me arrepio
ao fantasiar volúpias contigo.
Me alegro
e me desespero,
ao imaginar
o que tanto esmero.
Meu sangue…
meu corpo…
minha alma te clama,
com o coração em chamas…
Te quero!
MarU
Um dia, eu serei nada.
O nada que rasteja entre o musgo da terra,
Junto aos vermes e seres minúsculos,
Que nutrem a mãe natureza.
Um dia, eu serei lembrança.
Lembrança doída, sofrida no início,
Mas que se dissipará, com o tempo.
Um dia, alguém que me conheceu,
Verá flores de algum jardim, ou uma borboleta, ou um simples dente de leão,
E se lembrará, das coisas que eu amei.
Da simplicidade que eu precisava na vida.
Da minha risada, das minhas piadas engraçadas e as não tão engraçadas.
Do sabor da minha comida.
Do meu cheiro.
Do meu coração.
Do que era mais importante pra mim.
Do meu choro.
Da minha voz.
Por isso, sigo, fazendo memórias, muitas delas gravadas,
Caso meu cérebro falhe na velhice.
Viver intensamente, tudo que eu sou, e tudo que tenho para dar.
Na infinitude do tempo,
Tudo desvanece,
Mas enquanto eu estiver viva,
Tudo que me importa,
É plantar sementes.
Você as regará?
Eliz Leão
O nada que rasteja entre o musgo da terra,
Junto aos vermes e seres minúsculos,
Que nutrem a mãe natureza.
Um dia, eu serei lembrança.
Lembrança doída, sofrida no início,
Mas que se dissipará, com o tempo.
Um dia, alguém que me conheceu,
Verá flores de algum jardim, ou uma borboleta, ou um simples dente de leão,
E se lembrará, das coisas que eu amei.
Da simplicidade que eu precisava na vida.
Da minha risada, das minhas piadas engraçadas e as não tão engraçadas.
Do sabor da minha comida.
Do meu cheiro.
Do meu coração.
Do que era mais importante pra mim.
Do meu choro.
Da minha voz.
Por isso, sigo, fazendo memórias, muitas delas gravadas,
Caso meu cérebro falhe na velhice.
Viver intensamente, tudo que eu sou, e tudo que tenho para dar.
Na infinitude do tempo,
Tudo desvanece,
Mas enquanto eu estiver viva,
Tudo que me importa,
É plantar sementes.
Você as regará?
Eliz Leão
"O GOL POR EXCELÊNCIA"
Da sombra de Charles Miller, sua imagem
pictórica, gizou-se tantos perfis,
contornos a formar página e colagem:
rascunho que o sonho deste gol prediz.
Clodoaldo dribla um, dribla dois... Na tela,
o epílogo da festa verde e amarela.
Peleja, progride, pensa, e num flamejo,
Pelé por linha cálida, abre em crisálida;
traceja o campo no límpido lampejo:
Carlos Alberto assina o quadro em trivela
Da sombra de Charles Miller, sua imagem
pictórica, gizou-se tantos perfis,
contornos a formar página e colagem:
rascunho que o sonho deste gol prediz.
Clodoaldo dribla um, dribla dois... Na tela,
o epílogo da festa verde e amarela.
Peleja, progride, pensa, e num flamejo,
Pelé por linha cálida, abre em crisálida;
traceja o campo no límpido lampejo:
Carlos Alberto assina o quadro em trivela
#Desafio 133
*Resgate*
Planejei
dentro de mim
um resgate:
Fugir
com você
toda tarde.
Queria
te salvar
dos problemas.
Então,
armei todo
o meu esquema.
Com amor,
botei o plano
no papel…
E escrevi
pra você
um poema.
MarU
*Resgate*
Planejei
dentro de mim
um resgate:
Fugir
com você
toda tarde.
Queria
te salvar
dos problemas.
Então,
armei todo
o meu esquema.
Com amor,
botei o plano
no papel…
E escrevi
pra você
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MarU