Carta XVIII Correio da Roça · Capítulo 17 de 54
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Carta XVIII

MINHA SENHORA E BÔA AMIGA. Eu não seria o que sou se os seus bons conselhos não me tivessem aberto os olhos para as coisas que me rodeiam e eu continuasse a cultivar saudades em vez de cultivar... batatas ! Sabendo arraigar-me á terra de lavoura, em que vivo, criei nela afeições que me farão para sempre feliz. Sabe por minha mãi que sou noiva de um moço agrônomo e lavrador, e, como eu, empenhado em tornar cada vez melhor o torrão pátrio que o destino lhe poz nas mãos. Por mim, plantarei, cultivarei, ensinarei, e espero que na minha velhice morrerei sorrindo, á sombra florida das minhas arvores, rodeada pelo amor dos meus dicipulos. Toda sua, bem sua, e para sempre, CECÍLIA.

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