Castro Alves
Tendo
Na mão brilhante a trompa bronzeada
.
Uma buzina restrugiu no valle,
Junto aos barrancos onde geme o rio...
De teu cavallo o galopar soava
E teu cão, ululando, replicava
Aos surdos roncos do trovão bravio.
No emtanto a lucta recrescia indomita...
As bandeiras, como aguias erriçadas,
Se abysmavam com as azas desdobradas
Na selva escura da fumaça atroz...
Tonto de espanto, cégo da metralha,
O archanjo do triumpho vacillava...
E a gloria desgrenhada acalentava
O cadaver sangrento dos heroes!...