O adeus de Thereza Espumas Flutuantes · Capítulo 18 de 48
Obra Menu

O adeus de Thereza

A vez primeira que eu fitei Thereza,

Como as plantas que arrasta a correnteza,

A walsa nos levou nos gyros seus...

E amámos juntos... E depois na sala

— Adeus! — eu disse-lhe a tremer co′a falla.

E ella, córando, murmurou-me: — Adeus!

Uma noite... entreabriu-se um reposteiro...

E da alcova sahia um cavalleiro

Inda beijando uma mulher sem véos...

Era eu... Era a a pallida Thereza!

— Adeus! — lhe disse conservando-a presa...

E ella entre beijos murmurou-me: Adeus!

Passaram tempos... sec′los de delirio

Prazeres divinaes... gozos do Empyrio...

Mas um dia volvi aos lares meus.

Partindo eu disse: — Voltarei!... descansa!...

Ella, chorando mais que uma criança,

Ella em soluços murmurou-me: — Adeus!

Quando voltei... era o palacio em festa!...

E a voz d′

Ella

e de um homem lá na orchestra

Preenchiam de amor o azul dos céos.

Entrei!... Ella me olhou, branca... surpresa!

Foi a ultima vez que eu vi Thereza!...

E ella arquejando murmurou-me: — Adeus!

1/1
Menu

Fazer anotação