Os três amores Espumas Flutuantes · Capítulo 12 de 48
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Os três amores

I

Minh′alma é como a fronte sonhadora

Do louco bardo, que Ferrara chora...

Sou Tasso!... a primavera de teus risos

De minha vida as solidões enflora...

Longe de ti eu bebo os teus perfumes,

Sigo na terra de teu passo os lumes..

— Tu és Eleonora...

II

Meu coração desmaia pensativo,

Scismando em tua rosa predilecta,

Sou teu pallido amante vaporoso,

Sou teu Romeu... teu languido poeta!...

Sonho-te ás vezes virgem... semi-núa...

Roubo-te um casto beijo á luz da lua...

— E tu és Julieta...

III

Na volupia das noites andaluzas

O sangue ardente em minhas veias rola.

Sou D. Juan!... Donzellas amorosas,

Vós conheceis-me os threnos na viola!

Sobre o leito do amor teu seio brilha...

Eu morro, se desfaço-te a mantilha...

Tu és — Julia a Hespanhola!...

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