As três irmãs do poeta Espumas Flutuantes · Capítulo 16 de 48
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As três irmãs do poeta

(Traduzido de

E. Berthoud

)

É noite! as sombras correm nebulosas.

Vão tres pallidas virgens silenciosas

Atravez da procella irrequieta.

Vão três pallidas virgens... vão sombrias

Rindo collar n′um beijo as bocas frias...

Na fronte scimadora do — Poeta —,

— «Saude, irmão, eu sou a

Indifferença

.

Sou eu quem te sepulta a idóa immensa,

Quem no teu nome a escuridão projecta...

Fui eu que te vesti do meu sudario...

Que vais fazer tão triste e solitário?..»

— «Eu lactarei!» — responde-lhe o Poeta.

— «Saude, meu irmão! Eu sou a

Fome

.

Sou eu quem o teu negro pão consome...

O teu misero pão, misero athleta!

Hoje, amanhã, depois... depois (qu′importa?!)

Virei sempre sentar-me á tua porta...»

— «Eu soffrerei!» — responde-lhe o Poeta.

— «Saude, meu irmão! Eu sou a

Morte

.

Suspende em meio o hymno augusto e forte.

Marquei-te a fronte, misero propheta!

Volve ao nada! Não sentes neste enleio

Teu cantico gelar-se no meu seio?»

— «Eu cantarei no céo» — diz-lhe o Poeta!

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