Primeira Parte - Livro Terceiro - Capítulo X: Do numero das caixas de açúcar, que se fazem cada ano ordinariamente no Brasil Cultura e Opulência do Brasil por suas Drogas e Minas · Capítulo 38 de 75
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Primeira Parte - Livro Terceiro - Capítulo X: Do numero das caixas de açúcar, que se fazem cada ano ordinariamente no Brasil

Do numero das caixas de açúcar, que se fazem cada ano ordinariamente no Brasil.

Contão-se no territorio da Bahia ao presente cento e quarenta e seis engenhos de açúcar, moentes e correntes: além dos que se vão fabricando, huns no reconcavo à beira-mar, e outros pela terra dentro, que hoje são de maior rendimento. Os de Pernambuco, posto que menores, chegão a duzentos e quarenta e seis, e os do Rio de Janeiro a cento e trinta e seis.

Fazem-se um ano por outro nos engenhos da Bahia quatorze mil e quinhentas caixas de açúcar. Destas vão para o Reino quatorze mil, a saber, oito mil de branco macho, tres mil de mascavado macho, mil e oitocentas de branco batido, mil e duzentas de mascavado batido: e quinhentas de varias castas se gastão na terra. As que se fazem nos engenhos de Pernambuco, um ano por outro, são doze mil e trezentas. Vão doze mil e cem para o Reino, a saber; sete mil de branco macho, duas mil e seiscentas de mascavado macho, mil e quatrocentas de branco batido, mil e cem de mascavado batido: e gastão-se na terra duzentas de varias castas.

No Rio de Janeiro fazem-se um ano por outro dez mil e duzentas e vinte. As dez mil e cem vão para o Reino, a saber; cinco mil e seiscentas de branco macho, duas mil e quinhentas de mascavado macho, mil e duzentas de branco batido, oitocentas de mascavado batido, e ficão na terra cento e vinte de varias castas, para o gasto dela.

E juntas todas estas caixas de açúcar, que se fazem um ano por outro no Brasil, vem a ser trinta e sete mil e vinte caixas.

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