Segunda Parte - Capítulo VI: Da segunda, e terceira folha do tabaco; e de diversas qualidades dele, para se mascar, cachimbar, e pisar
Da segunda, e terceira folha do tabaco; e de diversas qualidades dele, para se mascar, cachimbar, e pisar.
Tudo o que está dito até aqui do tabaco, que chamam da primeira folha, e vale o mesmo, que o da primeira colheita, se há de entender tambem do da segunda, e terceira folha; se a terra ajudar para tanto, e fôr para isso ajudada com o beneficio do tempo, e do esterco. Por tanto tiradas todas as meias folhas, corta-se a haste menos de um palmo sobre a terra, para que brote ás segundas: e crescendo ellas, se lhes tirão (como está dito acima) os olhos do tronco, e o capim dos regos: e o mesmo beneficio, que se fez ás primeiras folhas, se faz ás de segunda colheita. E se a terra fôr forte, faz-se à terceira, e multiplicão-se os rolos.
O tabaco da primeira folha é o melhor, o mais forte, e o que mais dura: e este serve para o cachimbo, e para se mascar, e pisar. O fraco, para se mascar não serve, e só presta para se beber no cachimbo. Os que o quizerem pisar hão de ajuntar ao melhor aquelles talos, que se tirão das folhas, depois de estarem bem seccos: porque estes pisados com as folhas fazem ao tabaco forte, e de boa côr. E para o tabaco em pó, o das alagôas de Pernambuco, e dos campos da Cachoeira é o melhor.