Capítulo 22: A Ruína das A culpa é da lua · Capítulo 27 de 36
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Capítulo 22: A Ruína das

Correntes O selo tremeu. As runas antigas começaram a ranger, emitindo um som agudo que perfurava os tímpanos. O espelho diante de Beatriz se partia em rachaduras finas, cada fissura revelando fragmentos de algo que estava trancado ali — memórias, verdades, pedaços de alma. E então... a dor veio. Beatriz gritou, um som rasgado e primitivo, sentindo um peso invisível esmagá-la de dentro para fora. Sua mente foi tomada por flashes cegantes, por lembranças que não reconhecia mas que pareciam gritar para serem libertas.

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Ela se viu criança. Correndo pela floresta, os pés descalços na terra fria e úmida, a lua cheia iluminando os cabelos selvagens enquanto alguém a chamava. "Luna! Volte aqui!" Mas o nome não era Beatriz, era Luna, aquele era seu verdadeiro nome e o grito que ouviu não era de um estranho, era dele, era de Desmont Ela se viu em outro momento. Mais velha. Mais forte. Mais marcada pela vida e pela luta. O vento da noite soprava, e ela estava diante dos anciãos, os olhos fixos nos lobos ao seu redor. Havia uma cerimônia. Havia sangue. Havia juramento.

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"O ritual está completo. Você agora pertence ao nosso povo." Ela se lembrava disso? Não. Mas algo dentro dela se rasgou. Beatriz voltou ao presente ofegante, os joelhos cedendo. Teria caído se braços fortes não a pegassem. — Fique comigo! A voz de Desmot era um âncora na tempestade, ela agarrou os braços dele, os dedos cravando-se em sua pele, os olhos arregalados de horror e revelação. — Eu me lembro — sussurrou, a voz quebrada. — Eu me lembro.

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O Alfa não piscou, mas ela viu o momento em que ele entendeu então, as paredes tremeram e algo saiu do selo. O Guardião recuou pela primeira vez, sua silhueta sombria retorcendo em algo que poderia ser medo. E Beatriz viu. Algo dentro do espelho começou a emergir — uma silhueta pálida e alta, deslizando através da superfície quebrada como se atravessasse água. Era ela. A Beatriz do outro lado, mas algo estava errado. Seu sorriso era cortante. Inumano. Cruel. Os olhos não tinham alma. Apenas fome. E então... ela falou.

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— Finalmente... você me libertou. O coração de Beatriz parou por um segundo inteiro. A sombra saiu do espelho lentamente, e quando seus pés tocaram o chão de pedra, tudo congelou ao seu redor. O ar ficou denso. O tempo desacelerou. O selo se desfez em uma explosão de energia crua, lançando poeira e escuridão pelo corredor. Caleb se jogou para trás, puxando Lyra junto com ele e protegendo-a com o próprio corpo. — O QUE DIABOS É ISSO?! Beatriz não conseguia respirar, porque agora, finalmente, ela se lembrava de tudo. A figura diante dela não era um reflexo. Não era uma ilusão. Não era um fantasma.

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Era o que os anciãos esconderam. O que eles temiam. O que eles precisavam manter trancado a qualquer custo. A outra metade dela. A parte que nunca deveria ter sido libertada. A sombra abriu um sorriso lento e perigoso. — Eu esperei muito tempo, Beatriz. Beatriz tremeu. porque agora, tudo fazia sentido. Os anciãos nunca esconderam apenas suas memórias, eles dividiram sua alma, rasgaram-na ao meio e selaram metade dela atrás de correntes mágicas e juramentos antigos.E agora, a parte que ficou

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presa... estava de volta, ela não era mais apenas Beatriz, ela era Luna. E agora... Ela mesma era o perigo.

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