Segunda Parte - Introdução - Capítulo XII A Luneta Mágica · Capítulo 75 de 112
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Segunda Parte - Introdução - Capítulo XII

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O meu amigo Reis levou-me do gabinete do armênio para o armazém.

E então? perguntei-lhe...

Não sei... não sei... não sei... repetiu o Reis, respondendo-me; este homem parece o demônio...

Duvida ainda?

Não posso explicar o que testemunhei; mas duvido sempre.

É demais!

Vá ensaiar a sua luneta, e volte a dizer-me o que ela é; preciso saber tudo...

Foi só ouvindo esse convite do meu amigo Reis que me lembrou o pedido importantíssimo que eu devia fazer ao mágico.

Ah! exclamei; esqueceu-me pedir ao armênio algum encanto, algum talismã que me pusesse a salvo da perseguição popular. Eu não poderei usar a minha luneta sem expor-me aos maiores perigos...

Podes! disse uma voz grave: nada receies.

Era o armênio que se mostrara à porta do fundo do armazém, e que apenas acabou de pronunciar essas palavras, se retirou, desaparecendo como uma visão misteriosa.

Despedi-me logo depois do meu amigo Reis que ficara mudo de surpresa e admiração.

Era dia; venci, porém, a minha ardente ansiedade, resolvido a fazer o primeiro ensaio da minha nova luneta mágica em minha casa, a sós, e livre de qualquer curioso observador.

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