Envelhecendo
A Luiz Murat
Tomba às vezes meu ser. De tropeço a tropeço, Unidos, alma e corpo, ambos rolando vão.
É o abismo e eu não sei se cresço ou se decresço, À proporção do mal, do bem à proporção.
Sobe às vezes meu ser. De arremesso a arremesso, Unidos, estro e pulso, ambos fogem ao chão E eu ora encaro a luz, ora à luz estremeço.
E não sei onde o mal e o bem me levarão.
Fim, qual deles será- Qual deles é começo-
Prêmio, qual deles é- Qual deles é expiação-
Por qual deles ventura ou castigo mereço-
Ante o perpétuo sim, e ante o perpétuo não, Do bem que sempre fiz, nunca busquei o preço, Do mal que nunca fiz, sofro a condenação.