Eterno Symbolo Últimas Rimas · Capítulo 10 de 49
Obra Menu

Eterno Symbolo

A Oscar Bormann

Aureolado da opala, o topázio, a ametista Que o sol ocíduo põe na agonia da tarde, O monte que de légua, ou de léguas, se avista, Do amplo juso à cimeira, em pedrarias, arde.

À suntuosa mudez não há olhar que resista, Nem ao quieto esplendor quern se não acobarde.

Um silêncio de luz lhe vai da base à crista: É o féretro da pompa, é o túmulo do alarde.

Em tal fulguração, translúcido, irradia E essa translucidez que é apenas ilusória, Deixa ver que há um Além, além da fantasia.

Desce lenta, entretanto, a noite merencória...

Queda-se a natureza, amortalhada e fria, Na saudosa visão de um momento de glória.

1/1
Menu

Fazer anotação