Eterno Symbolo
A Oscar Bormann
Aureolado da opala, o topázio, a ametista Que o sol ocíduo põe na agonia da tarde, O monte que de légua, ou de léguas, se avista, Do amplo juso à cimeira, em pedrarias, arde.
À suntuosa mudez não há olhar que resista, Nem ao quieto esplendor quern se não acobarde.
Um silêncio de luz lhe vai da base à crista: É o féretro da pompa, é o túmulo do alarde.
Em tal fulguração, translúcido, irradia E essa translucidez que é apenas ilusória, Deixa ver que há um Além, além da fantasia.
Desce lenta, entretanto, a noite merencória...
Queda-se a natureza, amortalhada e fria, Na saudosa visão de um momento de glória.