Nau Abandonada Últimas Rimas · Capítulo 15 de 49
Obra Menu

Nau Abandonada

À excelsa poetisa Rosalina Coelho Lisboa Ei-la a sonhar ali como relíquia imota, Na ingratidão do tempo e na humana injustiça, Ela que a cada aproar e a cada nova rota Dava uma prova a mais da coragem castiça.

Espelho de uma raça e orgulho de uma frota, Nunca as velas abriu em rumo da cobiça.

Tinha, do heroísmo crente, a bravura devota, Era a lusa visão impoluta e inteiriça.

A História, aos feitos seus, quem quer que hoje a perlustre Lembra a voz com que o Herói, de alma valente e boa, Dava à pátria renome e ao próprio nome lustre.

Eu quando lhe contemplo o Netuno da proa Ou revejo o Tritão que lhe serve de aplustre, Ouço o eco dessa voz que em seu bojo reboa!

1/1
Menu

Fazer anotação