Corvo - XVII
"Que esta palavra, enfim! de negra profecia Do teu regresso o início ambicionado seja!
Regressa ao reino teu, à noite que te envia, A noite plutoniana, essa que em ti negreja!
Volve! Cala essa voz que me fere e angustia!
Reentra no temporal, volve à tua peleja De lá fora e não fique uma só pluma esquia Neste chão, de tua vil plumagem malfazeja!
Não quero que de ti uma reminiscência Fique nesta de dor, sagrada residência, Sobre a qual distendeste as asas funerais!
Vai-te! Deixa da deusa a face casta e branca!
Arranca-me do seio as garras vis, arranca!"
E o corvo crocitou de novo: Nunca mais!