Corvo - XVII Últimas Rimas · Capítulo 48 de 49
Obra Menu

Corvo - XVII

"Que esta palavra, enfim! de negra profecia Do teu regresso o início ambicionado seja!

Regressa ao reino teu, à noite que te envia, A noite plutoniana, essa que em ti negreja!

Volve! Cala essa voz que me fere e angustia!

Reentra no temporal, volve à tua peleja De lá fora e não fique uma só pluma esquia Neste chão, de tua vil plumagem malfazeja!

Não quero que de ti uma reminiscência Fique nesta de dor, sagrada residência, Sobre a qual distendeste as asas funerais!

Vai-te! Deixa da deusa a face casta e branca!

Arranca-me do seio as garras vis, arranca!"

E o corvo crocitou de novo: Nunca mais!

1/1
Menu

Fazer anotação