Corvo - VII
Abro a janela e vejo entrar, ruidosamente, Amplas asas batendo e ares de fidalguia, Um majestoso corvo altivo e irreverente Como arauto feral da noite erma e bravia.
Sem fazer o menor sinal de cortesia, Sem um gesto sequer de hesitação prudente, Como entraria um nobre, alta dama entraria, Entrou e se alojou despreocupadamente.
Vagaroso e solene, ar indolente e farto,
Exatamente sobre a entrada de meu quarto, Seguro abrigo achou acima dos portais.
Esta recordação até agora me enerva: Sobre um pálido busto antigo de Minerva, Rígido e senhorial, postou-se e nada mais!