Corvo - VII Últimas Rimas · Capítulo 39 de 49
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Corvo - VII

Abro a janela e vejo entrar, ruidosamente, Amplas asas batendo e ares de fidalguia, Um majestoso corvo altivo e irreverente Como arauto feral da noite erma e bravia.

Sem fazer o menor sinal de cortesia, Sem um gesto sequer de hesitação prudente, Como entraria um nobre, alta dama entraria, Entrou e se alojou despreocupadamente.

Vagaroso e solene, ar indolente e farto,

Exatamente sobre a entrada de meu quarto, Seguro abrigo achou acima dos portais.

Esta recordação até agora me enerva: Sobre um pálido busto antigo de Minerva, Rígido e senhorial, postou-se e nada mais!

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