Sol De Outono Últimas Rimas · Capítulo 21 de 49
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Sol De Outono

Declínio augusto de uma mocidade,

Tarde melhor que esplêndida manhã, Fruto supremo na maturidade

E alma da carne sazonada e sã;

Argirócomo tronco, inda te invade

Juvenilmente, sápida e louçã,

A seiva forte em toda intensidade

Do sangue de imortal deusa pagã!

Nada te abate o orgulho da beleza, Pois tens, dentro de ti, o áureo fulgor Do Belo, eterno como a Natureza!

A arte emprestou-te o mágico vigor Da forma que persiste, altiva e ilesa, A rir da Morte e a perpetuar o Amor.

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