Na Morte De Joaquim Nabuco
Vai, sacrílega, a Morte, em sempiterna ronda A ceifar e a espalhar o horror e o sacrilégio.
Quem há que ao seu apelo, acaso, não responda, Seja espírito escasso ou pensador egrégio-
É uma alma juvenil- Ela, em volúpia, a sonda.
É um sábio- Ela o envenena em letal sortilégio.
É um artista- Ela o chama e erguendo a destra hedionda Ao mundo inteiro impõe o seu domínio régio.
Feliz é aquele só que ao ressurgir a tona Da vaza-mar que a terra envolve em extermínio, Ao nome, nova glória, a morrer, adiciona!
A alma do que hoje cai, não caiu em declinio.
Da História a porta entrou como senhora e dona, E a própria Morte impôs o seu régio domínio!