Na Morte De Joaquim Nabuco Últimas Rimas · Capítulo 18 de 49
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Na Morte De Joaquim Nabuco

Vai, sacrílega, a Morte, em sempiterna ronda A ceifar e a espalhar o horror e o sacrilégio.

Quem há que ao seu apelo, acaso, não responda, Seja espírito escasso ou pensador egrégio-

É uma alma juvenil- Ela, em volúpia, a sonda.

É um sábio- Ela o envenena em letal sortilégio.

É um artista- Ela o chama e erguendo a destra hedionda Ao mundo inteiro impõe o seu domínio régio.

Feliz é aquele só que ao ressurgir a tona Da vaza-mar que a terra envolve em extermínio, Ao nome, nova glória, a morrer, adiciona!

A alma do que hoje cai, não caiu em declinio.

Da História a porta entrou como senhora e dona, E a própria Morte impôs o seu régio domínio!

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