A Um Possesso - IV Últimas Rimas · Capítulo 28 de 49
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A Um Possesso - IV

Dos teus errores de arte ao grande erro te atiras Fazendo refluir no teu verso bisonho, O ódio que te consome em pragas vãs e dirás Porque te é infenso o Amor e te é vedado o Sonho.

Dos Pecados Mortais às setênfluas espiras Tu te vais de roldão no torvelim medonho.

Ardem-te na alma cega as aburentes iras Mal cantadas ao som do teu plectro enfadonho.

Trôpego e pepolim, o teu metro se arrasta

E se enrosca raivoso à rima que rasteja Mole fugindo à tua influência nefasta.

Embalde o teu furor de um poema a glória almeja: Tombas mudando em medo a fúria iconoclasta; Cais pedindo perdão no fim da peleja.

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