A Um Possesso - IV
Dos teus errores de arte ao grande erro te atiras Fazendo refluir no teu verso bisonho, O ódio que te consome em pragas vãs e dirás Porque te é infenso o Amor e te é vedado o Sonho.
Dos Pecados Mortais às setênfluas espiras Tu te vais de roldão no torvelim medonho.
Ardem-te na alma cega as aburentes iras Mal cantadas ao som do teu plectro enfadonho.
Trôpego e pepolim, o teu metro se arrasta
E se enrosca raivoso à rima que rasteja Mole fugindo à tua influência nefasta.
Embalde o teu furor de um poema a glória almeja: Tombas mudando em medo a fúria iconoclasta; Cais pedindo perdão no fim da peleja.