Corvo - XI
Todo o assombro em meu ser por tremor se anuncia, Ouvindo a ave augural sem o menor estorvo, Tal resposta me dar, com tanta analogia Que inda agora, a lembrá-Ia, eco por eco a sorvo.
Certo a frase aprendeu na triste companhia De algum mestre infeliz cujo destino torvo, Da dor o escravizou à fera tirania, E a sabe assim de cor, o foragido corvo!
Tantas vezes a ouviu. Tão repetidamente O seu mestre infeliz lha fez vibrar na mente.
Que hoje a profere a rir, como a profere em ais!
De profundis! cruel de uma morta esperança, Tão tristonhas canções deixaram na lembrança, Do corvo este estribilho, este só: Nunca mais!...