Flor Lutuosa Últimas Rimas · Capítulo 7 de 49
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Flor Lutuosa

Natacés! Natacés! Meu dote encanto Que ameigaste, gentil, meus gestos brutos E me inflamaste, em rápidos minutos, O ininflamável coração amianto,

De onde essa treva que o teu corpo santo Assim reveste de pesados lutos-

Porque esses olhos negros quando enxutos Ficam mais negros úmidos de pranto-

De luto ao ver-te, nem eu sei que sinto.

Não sei se é ver fulgir o halo de um astro, Dentro de escuro e tétrico retinto.

Creio, seguindo o teu saudoso rastro, Que vejo um cofre de ébano retinto Resguardando uma estátua de alabastro!

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