Flor Lutuosa
Natacés! Natacés! Meu dote encanto Que ameigaste, gentil, meus gestos brutos E me inflamaste, em rápidos minutos, O ininflamável coração amianto,
De onde essa treva que o teu corpo santo Assim reveste de pesados lutos-
Porque esses olhos negros quando enxutos Ficam mais negros úmidos de pranto-
De luto ao ver-te, nem eu sei que sinto.
Não sei se é ver fulgir o halo de um astro, Dentro de escuro e tétrico retinto.
Creio, seguindo o teu saudoso rastro, Que vejo um cofre de ébano retinto Resguardando uma estátua de alabastro!