Apêndice: Bloco 4 O Direito à Preguiça: Tradução Literunico · Capítulo 30 de 37
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Apêndice: Bloco 4

“O preconceito da escravidão dominava o espírito de Aristóteles e de Pitágoras”, escreveu-se desdenhosamente, entretanto, Aristóteles sonhava que, “se cada instrumento pudesse executar sem intimação, ou por si mesmo, sua função própria, como as obras-primas de Dédalo se moviam por si mesmas, ou como os trípodes de Vulcano se punham espontaneamente em seu trabalho sagrado, se, por exemplo, as lançadeiras do tear formassem a trama por si mesmas, o chefe de oficina já não precisaria de ajudantes, nem o mestre de escravos.” O sonho de Aristóteles é nossa realidade. Nossas máquinas, ao sopro de fogo, com membros de aço infatigáveis, fecundidade maravilhosa, inesgotável, cumprem docilmente e por si mesmas seu trabalho sagrado, e, entretanto, o espírito dos grandes filósofos do Capitalismo continua dominado pelo preconceito do salariado, o pior dos escravismos. Eles ainda não compreendem que a máquina é o redentor da humanidade, o Deus que resgatará o homem das _sordidæ artes_ e do trabalho assalariado, o Deus que lhe dará lazeres e liberdade.

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