Universo da obra
Universo da obra
Passaram muitas semanas depois dos sucessos que acabamos de relatar, sem que nenhum acontecimento notável viesse perturbar a paz aparente do povoado de São João del-Rei. No entanto, surdo descontentamento lavrava entre os paulistas, os ódios fermentavam em segredo, e em todos os ânimos havia grande desgosto e inquietação. No palácio do capitão-mor — e era mesmo um palácio, ao menos em relação às outras pequenas e modestas casas do povoado — parecia reinar a mais perfeita tranquilidade, filha do bem-estar, seguridade e contentamento geral. Não era assim entretanto. Quem pudesse testemunhar a vida íntima dos habitantes daquele vasto edifício, compreenderia logo que não reinava entre eles essa franca e íntima união, que constitui o encanto do lar doméstico, e que cada um nutria no coração desgostos e inquietações, que não queria revelar aos outros. O mais tranquilo de todos era o capitão-mor. Velho soldado, afeito aos trabalhos e lides da guerra, mas de espírito imprevidente e descuidoso, era de todo impróprio para os cuidados da administração. Ao arbítrio de Fernando, que era homem de algumas letras, e em quem depositava toda confiança, entregava os principais negócios da governança. Nem por isso deixava de ter certas apreensões, que o incomodavam, mas que a ninguém comunicava. Havia julgado por demais fácil e suave a tarefa de que se havia encarregado, e leve a responsabilidade, que pesava sobre seus ombros. Mas logo ao começo foi-lhe entrando a convicção, de que a sua missão tinha algum tanto não só de árdua, como de perigosa. Ele ainda não havia bem avaliado, até que ponto chegava a ânimosidade entre paulistas e emboabas, e a despeito de ser um homem de coragem, não deixava de arrepender-se lá consigo de ter-se metido com sua família em sertão bruto, sujeito a tantos riscos e azares. De fato o capitão-mor encontrava uma sociedade feita de elementos heterogêneos, que se repeliam todos, e se abalroavam em risco de terríveis explosões. Eram portugueses de rivalidade e ódio antigo travado contra os paulistas. Eram índios escravos, que só esperavam uma ocasião para massacrarem seus senhores. Eram tribos indígenas, que giravam pelas florestas, inimigas da raça europeia, que os massacrava e escravizava. A cobiça desenfreada de uns, o espírito independente e revolto de outros, o amor da liberdade selvática dos indígenas eram outros tantos fachos de discórdia prestes a tomarem fogo ao primeiro atrito. Só uma autoridade ditatorial armada de grande força, ou uma prudência e um tino descomunal poderiam introduzir a ordem, a harmonia e a concórdia naquele grande caos. Estas considerações contudo não eram bastantes para perturbar o sono, nem alterar a seguridade de ânimo do capitão-mor, que cheio de confiança em si, na sua prosápia, e na autoridade de que se achava revestido, com uma das mãos descansada sobre os copos de sua espada, outra sobre o bastão de capitão-mor, encarava tranquilamente o futuro. O que mais o incomodava era o estado de abatimento e tristeza, a que via entregue sua filha. Notava que desde que havia chegado a São João del-Rei havia ela perdido aquele ar prazenteiro e risonho, que era natural. Por mais que ela o quisesse dissimular, bem se via que lhe pesava sobre o espírito alguma grave preocupação. O capitão-mor bem procurava saber os motivos reais da indisposição de sua filha; mas nunca obtinha senão desculpas triviais e evasivas pouco plausíveis. Nós, porém, bem sabemos o verdadeiro motivo de desgosto da pobre menina. A presença de Fernando, rodeando-a por toda parte dos desvelos de seu amor, era para ela um pesadelo perene; era o espectro do infortúnio, que por toda parte a acompanhava. Leonor era perspicaz, e não deixava de compreender a que perigos estavam expostos ela e seu pai no meio daqueles sertões habitados por tanta gente má e sem lei. Mas nada disso a aterrava tanto como o amor de seu parente Fernando. Lembrava-se com terror que, segundo todas as aparências, entrava nos planos de seu pai o seu futuro enlace com esse homem, que tanto detestava, e esta ideia era como um véu negro, que cobria de trevas todo o seu porvir. Por seu lado Fernando, sempre sombrio e reservado, bem conhecia a aversão profunda que a moça lhe votava, e o amor extremo que consagrava a Maurício. Já sabedor dos precedentes de ambos em São Paulo, bem via que esse amor tinha fundas raízes no passado, e que os laços que prendiam essas duas almas se poderiam quebrar, mas nunca desatar. Esta consideração, posto que o fizesse espumar de raiva e de ciúme, não o detinha nem embaraçava no prosseguimento de seus planos sinistros. Cumpria-lhe a todo transe aniquilar completamente o seu rival, e para esse fim combinava noite e dia no espírito astuto e perverso os mais atrozes planos. A posse de Leonor com todas as vantagens, que dessa união-lhe resultavam, era o único e ardente anelo de sua vida; embora a infeliz moça fosse arrastada como vítima ao altar, isso pouco lhe importava. A presença de Maurício porém, além de ser um estorvo, fazia-lhe ferver o sangue em cólera e ciúme. Era preciso quanto antes esmagar aquele homem, fazê-lo desaparecer da face da terra. Tinha ele para esse fim um meio bem fácil e seguro; consistia simplesmente em abrir os olhos ao capitão-mor sobre a mútua afeição dos dois jovens. Este jamais perdoaria a Maurício tal desacato a sua alta prosápia, e pelo menos o baniria para sempre de sua presença. Mas o jovem fidalgo, que queria levar a vingança muito mais longe, guardava para mais tarde esse golpe, que devia servir de complemento ao seu trama sinistro. Demais aquela delação, desacompanhada de outros fatos arredaria simplesmente Maurício, mas acarretaria sobre ele Fernando todo o peso do ódio de Leonor, que nunca lhe perdoaria a desgraça de seu amante. Era-lhe mister que o jovem paulista ficasse irremediavelmente perdido no conceito não só do capitão-mor, como no de sua filha. O plano já estava assentado, e ele só aguardava ensejo oportuno para pô-lo em prática. Maurício por sua parte também andava entregue a bem graves apreensões. Poucas vezes ia a casa do capitão-mor, e quase sempre a chamado deste a fim de incumbi-lo do arranjo de negócios particulares, ou para pedir-lhe informações a respeito da situação, distância ou população dos terrenos confiados a seu governo. Leonor nunca deixava de aparecer-lhe, e de cumprimentá-lo com um meigo e significativo sorriso. Era essa também a única consolação, que restava ao mancebo nas tribulações de seu espírito. Nesses sorrisos e olhares, posto que dissimulados com cuidado, o espírito perspicaz e cioso de Fernando não podia deixar de enxergar o amor. Leonor estava longe de suspeitar, que o primo tivesse percebido esse afeto, que julgava escondido aos olhos de todos nos mais íntimos recessos do coração. As desconfianças de Fernando porém já vinham de muito longe. Desde a aventura noturna da floresta na chegada de Diogo Mendes metera-se-lhe em cabeça, que naquele cavaleiro, que tão audazmente viera perturbá-lo em seus colóquios com Leonor, ia encontrar um rival. Não se enganara; mas pesquisas posteriores vieram dar mais vulto a essa suspeita, e convertê-la em certeza. Por vezes a surpreendera sozinha debruçada sobre o parapeito do terraço, absorta e pensativa a olhar para a casa de Maurício, que este como de propósito parecia haver construído com vista para a do capitão-mor. Esta circunstância, a extrema dedicação do mancebo, combinando-se com o que já sabia dos precedentes de ambos em São Paulo, geraram no espírito de Fernando a plena convicção, de que eles se amavam muito e a muito tempo. Vendo confirmarem-se as suas suspeitas sentia sangrar o seu orgulho, e a muito custo podia conter e disfarçar o ciúme furioso, que por dentro o lacerava. Uma vez porém, como Leonor, se achasse no terraço na posição habitual, não pôde conter-se, que não fosse interrompê-la em sua solitária contemplação com seus remoques e sarcasmos.
— Boa tarde, prima; — disse com sorriso malicioso.
— Ah!... o senhor estava aí!... disse a moça voltando-se sobressaltada. Boa tarde.
— Se não é indiscrição da minha parte, poderei saber em que está aí a cismar tão sozinha!...
— Em nada; estava tomando o fresco...
— Não está lá tanto calor... parece-me, que os horizontes desta banda tem um encanto irresistível, que lhe cativam os olhos...
— Gosto de olhar para aqueles vargedos; não dão certos ares das margens do Tietê!...
— Não acho lá grande semelhança, prima, e quer-me parecer, que não são eles, que lhe prendem os olhos; por aí há outro atrativo qualquer.
— Qual será, senhor Fernando!... não me fará o favor de dizer?... replicou a moça enrubecendo e erguendo a fronte.
— Parece-me, que seus olhos não sabem daquela casa... acha bonita a sua arquitetura?
— Pode ser, senhor Fernando, tornou ela levantando-se altiva e rubra mais de indignação que de pudor. Mas creio, que posso empregar meus olhos naquilo que bem quiser. Fernando não deixou de desconcertar-se algum tanto com a nobre e altiva atitude da moça; mas uma vez começado o assalto, não lhe ia bem bater-se em retirada.
— Sem dúvida! prosseguiu ele: mas é certo, que as mulheres têm certos caprichos e apetites...
— Não lhe compete julgar de meus caprichos nem de meus apetites...
— Mas se eu me interesso tanto pela senhora... devo adverti-la...
— Advertir-me!?... de que?
— De que está descendo de sua dignidade, rebaixando-se...
— Em que, senhor Fernando?... por favor fale claro.
— Já que a senhora assim o quer e se faz de desentendida, vou falar-lhe sem rebuço... a senhora desdoura a si e a toda sua família em... em empregar seu afeto em um miserável peão.
— Ah! é isso?... bem adiantado anda o senhor; quem lhe contou essa?...
— Meus olhos, senhora.
— Oh! são bem curiosos esses seus olhos; mas esse peão...
— Esse peão é um indigno, um ingrato, que paga o bem com a traição, e tenta levar a desonra ao lar que o abriga desde a infância.
— Ah! senhor Fernando!... quem sabe se não será outro, e não esse miserável peão, se não será algum fidalgo, quem não duvida levar a desonra aos lares que o acolheram!... Fernando por única resposta mordeu os lábios dardejando sobre Leonor um olhar torvo e ameaçador.
— Senhor Fernando, continuou ela sem turbar-se, há peões muito nobres e dignos de serem fidalgos; e fidalgos há, que desonram a humanidade...
— Tudo isso é certo, senhora, mas deixemo-nos de belas palavras... todavia não é menos certo, que a filha de um capitão-mor não pode, sem desonrar-se, baixar olhares de afeição sobre um miserável bandoleiro... mas esse vilão tem de pagar bem caro a sua audácia.
— A audácia de me ter salvado a vida, não é assim, senhor Fernando?
— Ah!... então a senhora sabe de quem falo!...
— Sei muito, senhor Fernando, e nada mais tenho a dizer-lhe, e nem é preciso que o senhor me diga mais nada — Dona Leonor!...
— Que me quer mais, senhor!...
— Dona Leonor, tome tento!... breve a senhora ficará conhecendo o aventureiro, para o qual se dignou a olhar com afeição. Eu a emprazo para breve. Cedo ele mostrará quem é, e a senhora será a primeira a amaldiçoá-lo.
— Eu?!...
— Sim; a senhora mesmo.
— Mas explique-se...
— De que serve?... a senhora não me acreditará... os acontecimentos lhe explicarão tudo. Ditas estas palavras Fernando retirou-se bruscamente. Com aquelas expressões vagas mas sinistras e ameaçadoras vingava-se do altivo desdém, com que a moça o tratara deixando-lhe na alma o germe de uma dúvida e ansiedade cruel, ao mesmo tempo que lançava as sementes da intriga, com que pretendia cavar a ruína de Maurício. Ao entrar na sala de visitas, onde se achava o capitão-mor, Fernando, que com o coração sangrando de despeito e furor, vinha ruminando ódios e vinganças, encontrou-se face a face com Maurício, que acabava de entrar acompanhado de Antônio. Mal deu com os olhos no Paulista, estacou e ficou como fulminado. Aquele encontro inesperado o desconcertou por tal forma, que tendo apenas saudado ligeira e secamente ao paulista atravessou o salão sem parar e saiu pela porta exterior, que dava para a varanda, como se alguma ocupação o chamasse fora de casa. Ia porém somente refazer-se de sua perturbação, e recobrar o sangue frio. A presença de Maurício naquela casa era para ele um suplício, e por modo nenhum se resignaria a deixá-lo por muito tempo em face de Leonor, sem que viesse envolvê-los com o olhar inquieto, feroz e sombrio de seu eterno ciúme. Portanto poucos minutos se demorou. Qual porém não foi o seu pasmo, quando ao voltar ao salão avistou Leonor risonha e prazenteira recostada negligentemente sobre uma enorme pele de onça estendida no chão, e cuja felpa macia e aveludada ela afagava complacentemente com sua rosada mãozinha. Em sua fronte calma e radiante de infantil contentamento tinha-se dissipado de todo a sinistra nuvem, em que ainda a pouco as palavras de Fernando a haviam envolvido. Naquela interessante atitude a moça estava fascinadora de beleza! Nadavam-lhe os olhos em um mar de alegria, de amor e de felicidade. Dir-se-ia a ninfa da fábula, quando sobre o dorso do touro divino atravessava as ondas risonha e triunfante, dizendo eterno adeus às praias de Creta para ir gozar mais longe os prazeres da liberdade e do amor. O capitão-mor, Afonso, Maurício e Antônio em pé em torno dela a contemplavam sorrindo — Como é bonita! exclamava Leonor alisando o pelo marchetado e luzidio do monstro.
— É pena que seja um bicho tão feroz!... Então foi esta mesma... tu me afianças, Antônio?... foi esta mesma, que quase me ia matando... se não fosse o senhor Maurício!... Que transe, meu Deus!... ainda hoje fico a tremer só de me lembrar...
— É a mesmíssima, replicou Maurício por Antônio.
— Ele a matou naquela mesma tarde, e à noite trouxe-me o couro. Mas era preciso curti-lo e prepará-lo, o que leva muito tempo; é esse o motivo por que só agora veio desempenhar a sua palavra.
— E por sinal, que fui eu mesmo, quem o curti, acudiu Antônio, e com casca de angico, que é o melhor curtume que há. Não ficou tão bonito e tão macio, minha sinhá?...
— Muito, muito, Antônio! tu és incomparável; de um bicho feroz, que nos quer matar, sabes fazer um tapete macio e delicado...
— Como não?... tudo, quanto quiser fazer mal à minha sinhá, cabe mesmo nas mãos de Antônio, seja bicho, seja gente, ou seja o diabo. Quem se atrever a respingar com ela, perde seu tempo; há de vir a ficar macio e de rastos aos pés dela, como essa pele, que aí está.
— Está bom, Antônio, disse o capitão-mor, batendo familiarmente no ombro do índio; sossega que ninguém quer fazer mal a tua sinhá; mas já que és tão bom caçador de onças, quero, que me esfoles, mais algumas destas. Por cada couro que me trouxeres, dou-te duas oitavas de ouro...
— Ouro!... que quero eu fazer com ouro!... guarda o ouro para minha sinhá; não falta onça por aí, e meu divertimento é mesmo dar cabo delas. Antônio retirou-se. Leonor, de enlevada, que se achava com a sua pele de onça, e talvez mais com a presença de Maurício, não dera por Fernando, que estacara a algum passo de distância, e também contemplava aquela cena, não com a íntima satisfação, que se divisara na fisionomia dos outros, mas com um olhar esguio e carregado em que o ódio e o ciúme acendiam todos os seus sinistros lampejos. Assim esteve ele por algum tempo quedo e silencioso cevando sua raiva naquele interessante painel vivo, que lhe ralava o coração. Enfim sentiu que não lhe ficava bem o papel de estafermo, e entendeu que devia envolver-se também na conversação com os apodos e motejos sarcásticos, que lhe eram costumeiros. Avançou alguns passos, e achegou-se do grupo.
— Bravo, minha prima! exclamou com sorriso forçado; como está bela e triunfante sobre essa bonita pele!... é um soberbo troféu!
— Pois não é mesmo, senhor Fernando, replicou Leonor sempre com o mesmo sorriso de ingênua alegria. Foi Antônio, quem o arrancou ao inimigo, que nos queria matar. Agora estou me vingando do perigo, que esta fera me fez correr... Também lhe digo e juro, que enquanto o senhor Maurício e o seu índio andarem junto de mim, não terei medo de bicho algum, por mais feroz que seja. Enquanto Leonor dizia estas palavras, o capitão-mor se ia retirando para a varanda a conversar com Afonso; e Maurício, que sempre procurava evitar o mais que lhe era possível a presença de Fernando, os foi acompanhando.
— Pois eu lhe advirto, prima, disse Fernando retomando um ar grave e apreensivo, apenas se viu só em face de Leonor, eu lhe advirto, que essas duas criaturas, que lhe inspiram tão cega confiança, devem causar-lhe mais medo, que quanta onça feroz há por esses matos.
— Que está dizendo, homem? replicou a moça ainda com o mesmo ar jovial e descuidoso.
— O senhor está zombando.
— Zombando?... quem dera!... imagine a prima, que um belo dia estando a dormir tranquilamente sobre essa macia pele, sente-a estremecer subitamente debaixo de seu corpo, soltando um horroroso rugido. A senhora acorda sobressaltada, quer levantar-se, mas duas enormes patas armadas de agudas garras já estão pousadas sobre o seu peito, e o comprimem e sufocam. Abre os olhos, e vê diante de si a goela escancarada do monstro rosnando furioso por entre os alvos e navalhados dentes. A senhora vai bradar socorro, e ela atraca-lhe na garganta as agudas presas, e a leva de rastos para o fundo das florestas...
— Oh! meu Deus!... que horror!... exclamou Leonor. Mas isso é um sonho...
— Um sonho!? sim... por agora: mas em breve será uma realidade, se não estivermos apercebidos. Dormimos sobre um abismo, que de um dia para outro nos pode engolir; e creia-me, senhora; esse paulista, que agora todo humildade e dedicação se roja a seus pés, um dia se transformará em pantera para devorar-nos a todos, se não lhe cortarmos as garras.
— Oh! por piedade, senhor Fernando! deixe-me!... o senhor me assusta com suas palavras sinistras!... Assim falando Leonor pálida e assombrada retirava-se precipitadamente da sala.
— Ah! Leonor! Leonor! exclamou Fernando vendo-a partir, louca e leviana que és!... breve hei de ver abatido esse teu orgulhoso desdém. Quando não tiveres no mundo proteção, nem amparo senão à minha sombra, então cairás a meus pés; eu o espero.
Leia gratuitamente Maurício ou Os Paulistas em São João del-Rei, romance histórico de Bernardo Guimarães publicado originalmente em 1877. Em dois volumes e 50 capítulos, a narrativa acompanha os conflitos entre paulistas e emboabas no início do século XVIII. Esta edição integral do Literunico foi restaurada a partir do fac-símile de 1877, conferida e normalizada em português brasileiro moderno para publicação no Aurora.
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