Últimos Sonetos: Madona da Tristeza Últimos Sonetos · Capítulo 9 de 96
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Últimos Sonetos: Madona da Tristeza

Madona da Tristeza

Quando te escuto e te olho reverente

E sinto a tua graça triste e bela

De ave medrosa, tímida, singela,

Fico a cismar enternecidamente.

Tua voz, teu olhar, teu ar dolente

Toda a delicadeza ideal revela

E de sonhos e lágrimas estrela

O meu ser comovido e penitente.

Com que mágoa te adoro e te contemplo,

Ó da Piedade soberano exemplo,

Flor divina e secreta da Beleza.

Os meus soluços enchem os espaços

Quando te aperto nos estreitos braços,

solitária madona da Tristeza!

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